Alunos-artistas promovem o Circuito das Artes por diversos pontos do campus
02/12/2011 - 13:27
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Alunos de graduação de cursos variados, mas todos dotados de um talento artístico, promoveram nesta sexta-feira o Circuito das Artes, com shows musicais, espetáculos de teatro e de dança, oficinas literária e fotográfica, mostra de história em quadrinhos e intervenções e instalações artísticas em diversos pontos do campus da Unicamp. Ao todo foram 15 apresentações, que são frutos da 2ª edição do programa Aluno-Artista, coordenado pelo Serviço de Apoio ao Estudante (SAE) e pela Pró-Reitoria de Graduação (PRG). [Veja mais fotos]
VÍDEOS
Marcelo Knobel
Leandro Medrano
Sylvia Furegatti
“Hoje, dois de setembro, alcançamos exatamente o ponto de virada desta edição do programa: terminamos o semestre no qual os alunos desenvolveram suas pesquisas e estratégias de atuação, e agora começam a pôr o bloco na rua”, comemorava Sylvia Furegatti, professora do Instituto de Artes (IA) e assessora cultural do SAE. “É bacana destacar que essa primeira etapa compreende um sentido importante para o artista, que é a pesquisa. Demos um tempo maior para que eles pudessem estabelecer o projeto e daí começar com trechos, depois com trechos maiores e chegar a apresentações completas até meados do ano que vem.”
Para o professor Marcelo Knobel, pró-reitor de Graduação, o grande desafio do Aluno-Artista é conquistar público cada vez maior nas próximas edições, considerando que 40 mil pessoas circulam pelo campus diariamente. “É preciso muita insistência e boa vontade para criar uma cultura, levando todos a se acostumar com as atividades artísticas. Também precisamos lidar com o calendário, articulando as apresentações com a enorme quantidade de eventos que acontecem na Universidade. Na próxima semana, por exemplo, teremos um congresso com três mil pessoas; se soubéssemos com antecedência, poderíamos propor atrações artísticas nos intervalos.”
Logo depois da abertura oficial do Circuito das Artes, no auditório da Diretoria Geral da Administração (DGA), houve a apresentação do Quarteto Feito a Mão, que foi formado em 2009 dentro do curso de música popular da Unicamp. André Batiston, Gustavo Infante, Tadeu Zafani e Thiago Reimberg têm a proposta musical de integrar os fundamentos tradicionais da formação de quarteto de violões e as influências estilísticas e de linguagem da música clássica e popular. O show foi com composições de Heitor Villa-Lobos.
Enquanto isso, no teatro de arena da Praça da Paz, as dançarinas Natalia Fernandes e Aline Brasil já faziam alongamentos para mostrar um trecho de “Um Solo de Ana”. “Não vamos apresentar um produto final. Estamos desenvolvendo um processo criativo em dança. Dialogando com o filme ‘Persona’ de Ingmar Bergman, construímos estruturas coreográficas para transmitir uma das ideias centrais da obra: até que ponto, ao olhar para o outro, nos reconhecemos ou nos estranhamos? Como já estivemos em locais como o Caism e em Limeira, também sentimos necessidade de que o espetáculo se adequasse aos diferentes espaços da Universidade”, explicou Natalia, que se apresentou com Aline nas arquibancadas e não no palco do teatro de arena.
No palco estava a soprano Érika Andrade, maquiando-se para apresentar “Canto em Cena”, ao lado do pianista Gabriel Longuinhos, do cantor Kaynan Consoli e do ator Kaynan Consoli (Rodrigo Nasser é o diretor cênico e Verônica Lima, a aderecista). “Nosso projeto reúne cenas de óperas de diferentes períodos e estilos – como árias, que são solos ou duetos – para transformá-las em um enredo: quem assiste, enxerga uma única história”, explicou a cantora.
Do outro lado da rua, no espaço de convívio perto dos prédios da Reitoria, Kally Chein Sheng Ly, aluna da física, e Audrey Phei Chi Chuang, da arquitetura, lutavam contra o vento para pendurar entre as árvores os desenhos do projeto “Unicamp a Lápis”. “Nosso objetivo é transformar o cotidiano da Unicamp em histórias em quadrinhos. Como fizemos várias entrevistas com estudantes, professores e funcionários para colher depoimentos e inspirações, as pessoas podem se divertir e se identificar com situações e personagens das histórias. Imprimimos apenas dois volumes para deixar na Biblioteca Central, mas todos podem ler as histórias em nosso site”, informou Kally.
VÍDEOS
Marcelo Knobel
Leandro Medrano
Sylvia Furegatti
“Hoje, dois de setembro, alcançamos exatamente o ponto de virada desta edição do programa: terminamos o semestre no qual os alunos desenvolveram suas pesquisas e estratégias de atuação, e agora começam a pôr o bloco na rua”, comemorava Sylvia Furegatti, professora do Instituto de Artes (IA) e assessora cultural do SAE. “É bacana destacar que essa primeira etapa compreende um sentido importante para o artista, que é a pesquisa. Demos um tempo maior para que eles pudessem estabelecer o projeto e daí começar com trechos, depois com trechos maiores e chegar a apresentações completas até meados do ano que vem.”
Para o professor Marcelo Knobel, pró-reitor de Graduação, o grande desafio do Aluno-Artista é conquistar público cada vez maior nas próximas edições, considerando que 40 mil pessoas circulam pelo campus diariamente. “É preciso muita insistência e boa vontade para criar uma cultura, levando todos a se acostumar com as atividades artísticas. Também precisamos lidar com o calendário, articulando as apresentações com a enorme quantidade de eventos que acontecem na Universidade. Na próxima semana, por exemplo, teremos um congresso com três mil pessoas; se soubéssemos com antecedência, poderíamos propor atrações artísticas nos intervalos.”
Logo depois da abertura oficial do Circuito das Artes, no auditório da Diretoria Geral da Administração (DGA), houve a apresentação do Quarteto Feito a Mão, que foi formado em 2009 dentro do curso de música popular da Unicamp. André Batiston, Gustavo Infante, Tadeu Zafani e Thiago Reimberg têm a proposta musical de integrar os fundamentos tradicionais da formação de quarteto de violões e as influências estilísticas e de linguagem da música clássica e popular. O show foi com composições de Heitor Villa-Lobos.
Enquanto isso, no teatro de arena da Praça da Paz, as dançarinas Natalia Fernandes e Aline Brasil já faziam alongamentos para mostrar um trecho de “Um Solo de Ana”. “Não vamos apresentar um produto final. Estamos desenvolvendo um processo criativo em dança. Dialogando com o filme ‘Persona’ de Ingmar Bergman, construímos estruturas coreográficas para transmitir uma das ideias centrais da obra: até que ponto, ao olhar para o outro, nos reconhecemos ou nos estranhamos? Como já estivemos em locais como o Caism e em Limeira, também sentimos necessidade de que o espetáculo se adequasse aos diferentes espaços da Universidade”, explicou Natalia, que se apresentou com Aline nas arquibancadas e não no palco do teatro de arena.
No palco estava a soprano Érika Andrade, maquiando-se para apresentar “Canto em Cena”, ao lado do pianista Gabriel Longuinhos, do cantor Kaynan Consoli e do ator Kaynan Consoli (Rodrigo Nasser é o diretor cênico e Verônica Lima, a aderecista). “Nosso projeto reúne cenas de óperas de diferentes períodos e estilos – como árias, que são solos ou duetos – para transformá-las em um enredo: quem assiste, enxerga uma única história”, explicou a cantora.
Do outro lado da rua, no espaço de convívio perto dos prédios da Reitoria, Kally Chein Sheng Ly, aluna da física, e Audrey Phei Chi Chuang, da arquitetura, lutavam contra o vento para pendurar entre as árvores os desenhos do projeto “Unicamp a Lápis”. “Nosso objetivo é transformar o cotidiano da Unicamp em histórias em quadrinhos. Como fizemos várias entrevistas com estudantes, professores e funcionários para colher depoimentos e inspirações, as pessoas podem se divertir e se identificar com situações e personagens das histórias. Imprimimos apenas dois volumes para deixar na Biblioteca Central, mas todos podem ler as histórias em nosso site”, informou Kally.







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