Três pesquisadores da Unicamp são selecionados pelo Instituto Serrapilheira

David Lapola, Daniel Martins e Caio Oliveira

Caio Oliveira, professor do Instituto de Química (IQ); Daniel Martins-de-Souza, professor do Instituto de Biologia (IB) e David Lapola, pesquisador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp foram selecionados pelo Instituto Serrapilheira para terem seus projetos financiados durante o ano de 2018. Das quase duas mil propostas recebidas, foram selecionadas 65 que receberão R$ 100 mil cada. Trata-se da primeira iniciativa de caráter privado de apoio à ciência nacional.

O Instituto Serrapilheira contemplou estudos básicos ou aplicados nos campos da ciência da computação, ciências da terra, ciências da vida, engenharias, física, matemática e química. Criado em 2016 pelo documentarista João Moreira Salles e Branca Vianna, sua esposa, tem o objetivo valorizar a ciência produzida no país, aumentando consequentemente sua presença no cenário internacional.

Para o pró-reitor de Pesquisa (PRP) da Unicamp, professor Munir Salomão Skaf, os pesquisadores selecionados "estão de parabéns, pelo fato de terem sido ousados e apresentarem as propostas". Destaca que  a Unicamp, como instituição, deve auxiliar mais na concretização destes e outros projetos. Destacou ainda que ações como a do  Instituto Serrapilheira existem no exterior mas são novidade aqui. Lembrou que em uma nova fase o Instituto Serrapilheira vai financiar os que se destacarem. De acordo com a chamada pública, de 10 a a 12 projetos aprovados na segunda seleção terão o apoio de até 1 milhão de reais por três anos.

OS SELECIONADOS DA UNICAMP

Caio Oliveira
Atua no Laboratório de Síntese e Catálise Assimétrica, onde desenvolve novos catalisadores quirais para um espectro amplo de transformações enantiosseletivas em Síntese Orgânica, com interesse especial nas reações catalisadas por metais de transição e multimetálicas enantiosseletivas e sua aplicação para síntese total de moléculas funcionais. Tem experiência em síntese de moléculas de interesse farmacológico, síntese de heterociclos, reações de acoplamento cruzados, design e aplicação de ligantes e complexos metálicos quirais para catálise enantiosseletiva. É professor do Departamento de Química Orgânica, no IQ da Unicamp.
Saiba mais: Unicamp ganha sete prêmios Capes  


Daniel Martins-de-Souza
Desenvolve projetos de análise proteômica em tecido cerebral e periféricos provindos de pacientes com distúrbios psiquiátricos. Tem experiência em análise proteômica baseada em espectrometria de massas (shotgun proteomics), técnicas de etiquetamento isotópico, label-free proteomics, eletroforese de duas dimensoes e análise de biologia de sistemas in silico. É professor doutor no Departamento de Bioquímica, do IB da Unicamp, com pesquisa financiada pelo programa Jovem Pesquisador da Fapesp. Atua também como assessor da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP). 
Saiba mais: Método pode facilitar a escolha de droga para depressãoGrupo usa minicérebros no estudo da esquizofrenia

David Lapola
Desenvolve pesquisa em ecologia de mudanças globais, mudanças de uso da terra, serviços ambientais, impactos de mudanças climáticas sobre biodiversidade, modelagem do sistema terrestre e ciência da sustentabilidade. Preside o comitê científico do programa Amazon-FACE: experimento de CO2 atmosférico elevado e seus efeitos na ecologia da floresta Amazônica; e coordena o projeto OpenNESS-Cana que avalia a implementação de mecanismos de pagamento por serviços ambientais no cinturão paulista da cana-de-açúcar. É cadastrado nos programas de pós-graduação em Ecologia e Ambiente & Sociedade, ambos da Unicamp e Ecologia e Biodiversidade da Unesp e atua como pesquisador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura - Cepagri na Unicamp.
Saiba mais: Floresta amazônica, resiliência ou colapso?

Leia também:
Instituto privado de apoio à ciência investe na ousadia e na diversidade