Missão de Acreditação Canadense indica
Hospital Estadual Sumaré para a
certificação internacional

29/03/2012 - 08:20

James Robblee, da Universidade de Otawa, e diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp,

Após três dias de avaliações (26, 27 e 28/3) que adentravam a noite, a equipe de avaliadores do Instituto Qualisa de Gestão (IQG), liderada pela avaliadora Ana Flávia Felix e pelo médico James Robblee, chefe da Divisão de Anestesiologia e Cardiologia da Universidade de Ottawa, vai recomendar ao Canadian Council for Health Services Accreditation (CCHSA), a certificação internacional do Hospital Estadual Sumaré. O anúncio ocorreu no final da tarde desta quarta-feira (28), no anfiteatro do hospital, lotado de funcionários que aguardavam ansiosos pelo pronunciamento do consultor canadense. Os documentos do hospital ainda serão avaliados pelo CCHSA e o HES-Unicamp pode ser o primeiro do interior do País a conquistar o título.

“O Hospital Estadual Sumaré é um hospital de ensino que cumpre os padrões internacionais de qualidade”, disse Robblee em sua apresentação, quando aproveitou para parabenizar os colaboradores do hospital. Segundo James Robblee, o principal requisito dentro da Acreditação Canadense é a atenção aos cuidados do paciente que foi comprovada pela equipe de avaliadores. Robblee listou alguns desafios para a direção do HES-Unicamp, entre eles, intensificar a comunicação com municípios atendidos pelo hospital, implantar quatro novos protocolos clínicos, fluxo emergencial e renovação da estrutura tecnológica.

No período da manhã do último dia de avaliações, o médico e também professor universitário James Robblee se reuniu com o diretor da Faculdade de Ciências Médicas, Mário Saad e com docentes que atuam no HES-Unicamp para analisar a questão do ensino com a assistência. Saad ressaltou em sua conversa com Robblee, que o momento da acreditação internacional tem um motivo especial, pois foi durante sua primeira gestão que inaugurou o hospital e, 12 anos depois retorna para participar de uma avaliação de qualidade sobre a instituição com resultados para impressionar qualquer hospital particular.

“A oportunidade desta reunião que muito me honra e alegra, dá ensejo ao apoio incondicional que a FCM deu na incorporação desse hospital sob minha gestão e hoje é motivo de orgulho para todos nós - docentes - residentes, alunos e principalmente usuários”, enfatizou Saad. Robblee concordou com Saad sobre a dificuldade exigida na implantação de um hospital de ensino. “Nem sempre o melhor médico pode cuidar sozinho de um paciente. Hoje a atenção tem de ser interdisciplinar e o HES reúne todas essas características”, afirmou o canadense.

Acreditação Canadense é focada na integralidade do cuidado ao paciente, um dos principais desafios da assistência hospitalar. A qualificação da gestão administrativa e assistencial passa a ser baseada na centralidade do paciente, na organização e a na segurança do paciente, garantida com medidas mais seguras a cada intervenção e ou ponto do cuidado. “O foco da acreditação é ajudar as organizações a compreender o que estão fazendo bem e as oportunidades que estão disponíveis para a melhoria”, comentou Robblee.

De acordo com o diretor-superintendente Lair Zambon, os padrões de qualidade do HES-Unicamp foram possíveis graças ao esforço dos coloboradores que estiveram extremanente compromissados nos dois anos de preparação. “O Hospital Estadual Sumaré deve ser dito, com toda a clareza é um dos melhores de que dispomos no Brasil e agora pode estar funcionando no Canadá, Estados Unidos ou na Itália por exemplo”, destacou Zambon. “Existe uma atmosfera familiar aqui. Isso é muito importante para a relação com o paciente”, completou James Robblee.

O médico Robblee é presidente do Comitê Consultivo Médico Canadian Council for Health Services Accreditation (CCHSA) e já avaliou mais de 50 hospitais no Canadá, Europa e na Arábia Saudita. A equipe de avaliadores do IQG foi liderada por Ana Flávia Felix e composta por Ameliza Peruti, Gilcélia Almeida e Renata Machado, com apoio do tradutor Juliano Mendes.

No Brasil apenas três hospitais públicos possuem a Acreditação Canadense - todos da Grande São Paulo. O selo da IQG-CCHSA, do Canadá, válido por três anos, exige que as instituições brasileiras tenham a certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) em nível máximo. A certificação Canadense tem sido referência para vários países em todo o mundo e a certificação deve ser entregue ao hospital pelo embaixador canadense no Brasil dentro de 30 dias.

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