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Neste programa temático, especialistas em psicologia e neurociências falam sobre os processos que movem nossas escolhas. Eles mostram como as emoções e ações inconscientes podem tanto atrapalhar como também ajudar na tomada de decisões.

Oxigênio #66 aborda as bases de nossas decisões

 

 

Organizado pela National Education Opportunities Network, hoje, 28 de novembro, é celebrado o Dia Mundial de Acesso à Educação Superior. A Unicamp programou uma série de atividades para colaborar com a iniciativa. De acordo com o reitor Marcelo Knobel, a ideia é ter uma plataforma online com todas as iniciativas ao redor do mundo. Ouça a entrevista do reitor.

Marcelo Knobel, reitor da Unicamp

Os físicos Marcelo Knobel (à dir.) e Peter Schulz falam sobre a relação entre notícias falsas e divulgação científica na última edição do programa em 2018.

Luís Fernando M. Costa | Editora da Unicamp | Especial para o JU

A ciência é permeada por um falso conhecimento que imita seus métodos e sua linguagem. Com o intuito de compreender a relação entre fake news e divulgação científica, participaram da edição de novembro do Café com Conversa o secretário executivo de comunicação Peter Schulz e o reitor Marcelo Knobel, ambos físicos e docentes da Unicamp. A gravação do programa ocorreu na Casa do Professor Visitante (CPV-Unicamp), no dia 7.

Há várias formas de compreender a ciência, a religião e as artes, cada uma legítima em seu contexto. Contudo, há conhecimentos e ideias que, embora se apresentem como científicos, não possuem o rigor necessário para serem definidos como tal. Dentre eles, alguns são fenômenos culturais antigos que assumem um caráter de ciência para se adaptar à atualidade.

Peter Schulz falou sobre a permeabilidade das instituições científicas para as fake news. Segundo ele, uma forma de reconhecer um estudo como científico é a credibilidade das autoridades que o amparam, como universidades e revistas renomadas. No entanto, mesmo nesses espaços, é possível encontrar artigos que, se analisados profundamente, mostram-se inconsistentes e infundados.

Marcelo Knobel discorreu sobre diferentes formas de falsa ciência, semelhantes no uso que fazem de procedimentos não verificáveis e sem conexão com a realidade. Porém, nem sempre é fácil reconhecer as fake news. Segundo o reitor, nesse cenário, a responsabilidade da comunidade científica é a de apresentar argumentos respeitosos nas diversas mídias e nos diversos espaços de debate, promovendo o posicionamento crítico.

No que diz respeito à divulgação científica, Schulz criticou o fato de os avanços serem transmitidos como irrefutáveis e inalteráveis, uma vez que é próprio do conhecimento ser provisório e disposto à contestação. Já Knobel destacou a importância de aproximar o público da realidade das universidades e de seus pesquisadores. O trabalho realizado é árduo e lento, e não envolve grandiosas descobertas, como a mídia tende a fazer crer.

O debate teve como inspiração a coleção Meio de Cultura, publicada pela Editora da Unicamp, cujas obras tratam de divulgação científica. Composta por 15 volumes, ela é destinada ao público que se interessa por ciência e busca saber mais sobre temas relacionados a diferentes áreas.

O Café com Conversa é um espaço de debate que acontece mensalmente, tendo por base livros da Editora da Unicamp. A iniciativa é resultante da parceria entre a Editora, a Secretaria de Comunicação da Unicamp (SEC) e a Casa do Professor Visitante. O evento é aberto à comunidade.

Este foi o último Café com Conversa de 2018, que retorna em março de 2019 para debater novos temas.

 

 

Os físicos Marcelo Knobel (à dir.) e Peter Schulz | Imagem: Reprodução

Nesta edição do programa, o historiador Marcelo Balaban fala sobre Bastos Tigre, poeta, cronista, dramaturgo e pioneiro da publicidade brasileira. Ele foi, ao mesmo tempo, reconhecido e renegado pelos intelectuais da época.

Oxigênio #63 | Bastos Tigre

 

 

 

Nesta edição do programa produzido pelo Labjor/Unicamp, a psicóloga Elaine Lucas dos Santos fala sobre a sua pesquisa acerca da percepção de mães, professores e adolescentes sobre o uso da droga, e sugere estratégias de prevenção.

Oxigênio #62 | abuso de álcool por adolescentes

 

Carlos Vogt e Alexandre Soares debatem o tema “Universidade: Ideias e inovação”, na edição de outubro do programa Café com Conversa.

Luís Fernando M. Costa | Editora da Unicamp | Especial para o JU

Desde o século XIX, o ensino e a pesquisa estreitaram seus laços no âmbito universitário. O filósofo Fausto Castilho inspirou a Unicamp com uma concepção que deu à pesquisa primazia em relação ao ensino. Com o intuito de discutir o tema “Universidade: Ideias e inovação”, participaram da edição de outubro do Café com Conversa o ex-reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Carlos Vogt, e o filósofo Alexandre Soares. A gravação do programa ocorreu na Casa do Professor Visitante (CPV-Unicamp), no dia 10.

Para Castilho, a universidade deve ter, como base fundamental, a pesquisa. O ensino, portanto, dispõe-se próximo da produção de conhecimento. Ao ingressar na universidade, o jovem se depara com um mundo que o profissionalizará, porém apenas após um processo de formação integral. Segundo o modelo de Castilho, o aluno primeiro se dedicaria, por alguns anos, ao “ciclo básico”, um estudo direcionado às áreas fundamentais – humanidades, artes e ciências básicas –, para depois se dedicar à sua profissionalização.

A própria composição espacial do primeiro campus da Unicamp foi influenciada pela visão do filósofo. Enquanto no interior se localizam as áreas fundamentais, no entorno se encontram as ciências aplicadas, que, teoricamente, aproveitariam o conhecimento produzido no centro. É sugerida uma prioridade dessas áreas tanto para o ensino quanto para a pesquisa em relação à profissionalização.

Alexandre Soares pontuou que a visão de Castilho se refere a um modelo de universidade constituído a partir do século XIX, quando o filósofo Humboldt (1769-1859) propôs a inserção da pesquisa em um espaço até então exclusivamente voltado ao ensino. A universidade de Princeton, por exemplo, exemplifica uma instituição que radicalizou esse conceito. Ao associar a pesquisa ao ensino, ela deixou de oferecer cursos como medicina, direito e administração.

Em sua contribuição, Carlos Vogt expôs o caso concreto da Unicamp em sua gestão (1990-1994). Nesse período, ocorreram progressos, como a obtenção da autonomia universitária, em 1989, que concedeu, à instituição, a liberdade de tomar decisões em relação às carreiras docentes e a todas as atividades de apoio técnico e administrativo. Além disso, criaram-se padrões de qualidade e mérito a fim de avaliar todas essas ocupações. Nesse mesmo período, surgiu a carreira de pesquisador.

Ambos os debatedores refletiram sobre a conjuntura atual. Soares indicou a importância do Estado na manutenção da pesquisa produzida pelas áreas fundamentais do conhecimento. Para ele, a atuação do setor privado só seria possível no desenvolvimento restrito às ciências aplicadas. Vogt assinalou a ameaça pela qual passa a autonomia universitária. O perigo decorreria tanto da posição tomada pelos governantes quanto de uma futura reforma tributária, que poderá prejudicar uma gestão financeira autônoma.

O Café com Conversa é um espaço de debate que acontece mensalmente, tendo por base livros da Editora da Unicamp. A iniciativa vem de uma parceria entre a Editora, a Secretaria de Comunicação da Unicamp (SEC) e a Casa do Professor Visitante (CPV-Unicamp). O evento é aberto à comunidade interna e externa.

A edição de outubro teve como pano de fundo os livros O conceito de universidade no projeto da Unicamp, de Fausto Castilho, e A solidez do sonho, de Carlos Vogt.

 

 

Alexandre Soares e Carlos Vogt | Imagem: Reprodução

Primeiro episódio do 37 Graus, iniciativa de três alunas de pós-graduação do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp, acompanha alunos do Cotuca selecionados para programa científico cujo foco é o espaço

Podcast 37 Graus | Reprodução


Beatriz Guimarães | Labjor | Especial para o JU

O primeiro episódio do 37 Graus, podcast recém-lançado por três alunas de pós-graduação do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp, acompanhou a participação de um grupo de alunos do Colégio Técnico de Campinas (Cotuca) no desafio Garatea-E, em que escolas do Brasil inteiro enviam experimentos científicos para a estratosfera. O lançamento, feito por meio de balões atmosféricos, foi realizado em agosto, no campus da USP em São Carlos.

A ideia da atividade é estimular o interesse dos alunos pela exploração espacial. Já que a estratosfera terrestre apresenta condições parecidas com a superfície de Marte, as equipes são desafiadas a produzir experimentos para entender como determinados materiais ou dispositivos se comportariam no planeta vermelho. A equipe do Cotuca, batizada de Brazinga, preparou uma engenhoca para medir a densidade do ar.

Além de acompanhar a trajetória do grupo Brazinga desde o preparo do experimento até a retirada dos dados após retorno da estratosfera, o 37 Graus conversou com o astrobiólogo Douglas Galante, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), para entender o porquê de Marte estar tão na moda. A proposta do podcast é acompanhar histórias relacionadas à ciência e à tecnologia, sempre explorando os potenciais da narrativa em áudio, com cenas, sequências de ações e descrição de personagens. O primeiro episódio, intitulado “Cafundós”, pode ser escutado no site 37grauspodcast.com, no Spotify ou em tocadores de podcast como Apple Podcasts, CastBox e Pocket Casts.

O trio que está por trás da iniciativa é composto por Sarah Azoubel Lima, Beatriz Guimarães, e Maria Letícia Bonatelli.

 

 

O desmatamento e as mudanças climáticas podem colocar em risco os ecossistemas e, consequentemente, os serviços que eles nos prestam. Nesta edição do Oxigênio, conversamos com Alexandre Uezu, Carlos Joly, Patricia Ruggiero, Cristiana Seixas, Oremê Ik-peng e Mercedes Bustamante.

Programa Oxigênio edição nº 60 | Labjor e RTV Unicamp

 

 

 

A historiadora Martha Abreu, professora da UFF, fala sobre a cena cultural que deu origem ao samba e que moldou a cultura brasileira. A docente é autora do livro “Da senzala ao palco: canções escravas e racismo nas Américas”.

Canções escravas | Reprodução


Antes mesmo da invenção do disco e do rádio, a indústria musical já prosperava com a venda de partituras para pianos. No final do século XIX, a sociedade abastada do Rio de Janeiro mostrava seu enriquecimento comprando pianos e um de seus maiores passatempos eram os bailes e os saraus feitos em casa. Foi a partir da comercialização das partituras de música que os ritmos afro-brasileiros começaram a ganhar popularidade nos teatros de revista, nos clubes dançantes e nas salas de estar das elites brancas. Mesmo tendo que lutar contra o preconceito, a música negra ajudou a criar todo um mercado e deu visibilidade aos descendentes de africanos. Nesta edição do Oxigênio conversamos com a historiadora Martha Abreu, professora titular do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), sobre a efervescente cena cultural que deu origem ao samba e que moldou a cultura brasileira como conhecemos. A pesquisadora é autora do livro “Da senzala ao palco: canções escravas e racismo nas Américas”. Publicado pela Editora da Unicamp, o e-book faz parte da coleção Históri@ Illustrada e resgata a música negra nas Américas após a Abolição.
 

 

 

No episódio de hoje do "Unicamp Direto ao Assunto", Marcelo Knobel demonstra sua preocupação com os atos de vandalismo na Universidade e revela as medidas que estão sendo tomadas para coibir essas manifestações.

Reitor Marcelo Knobel