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Docente discursou ao receber o título de professor emérito da Unicamp, em novembro de 2011. Falecido dia 15, Porchat criou o Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) da Unicamp. 

A TV Unicamp recuperou e reeditou discurso de Oswaldo Porchat de Assis Pereira da Silva – falecido dia 15, aos 84 anos –, proferido em 23 de novembro de 2011, dia em que o filósofo recebeu o título de professor emérito da Unicamp, em cerimônia realizada na sala do Conselho Universitário (Consu). Em sua passagem pela Unicamp – Porchat foi também docente da USP –, criou o Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) e o Departamento de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH).

 

Oswaldo Porchat | Foto: Antonio Scarpinetti

Ana Salvagni e Eduardo Lobo, autores do CD "Canção do Amor Distante", são entrevistados pelo jornalista Jeverson Barbieri no programa produzido pela Rádio Unicamp.

Ana Salvagni e Eduardo Lobo | Divulgação

 

A TV Unicamp acompanhou a cerimônia de atribuição do nome do filósofo e professor emérito da Universidade, falecido em 2015.

Ainda em fase final de construção, a Biblioteca de Obras Raras e Especiais da Unicamp (BORA), já se chama “Fausto Castilho”, em homenagem ao filósofo e professor emérito da Universidade, falecido em 2015. A cerimônia de atribuição do nome foi dia 2 de outubro, com presença de representantes da Reitoria, docentes e ex-alunos. O evento fez parte do I Congresso Fausto Castilho de Filosofia, que vai até dia 6 no IFCH, organizado pelo Instituto de Estudos Avançados da Unicamp e Fundação Fausto Castilho.

Em 2015, o acervo de 15 mil volumes da biblioteca pessoal do filósofo – parte dela com obras originais de referência mundial – foi doado à Unicamp. Também há traduções, cursos e ensaios, produzidos nos mais de 60 anos de carreira do professor. Todo esse material, em breve, vai estar disponível na BORA.

Veja a matéria da TV Unicamp para mais detalhes.

 

 

 

Biblioteca de Obras Raras passa  a se chamar ‘Fausto Castilho’

Filósofo húngaro (foto) faleceu hoje aos 87 anos

Foto: BOITEMPO | DIVULGAÇÃO

Valério Paiva

O filósofo húngaro István Mészáros faleceu hoje (2), vítima de falência múltipla de órgãos decorrente de um acidente vascular cerebral. No podcast do Jornal da Unicamp, Maria Orlanda Pinassi, professora do Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp em Araraquara, Alvaro Bianchi, diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, e Plínio de Arruda Sampaio Junior, do Instituto de Economia (IE) da Unicamp, falam da importância da obra István Mészáros para o pensamento crítico sobre o capitalismo contemporâneo.

Nascido em 19 de dezembro de 1930 em Budapeste, István Mészáros era professor emérito na Universidade de Sussex, Reino Unido, onde ocupou a cátedra de filosofia. Mészáros residia em Ramsgate, no Reino Unido. Oriundo de uma família modesta, Mészáros trabalhou ainda adolescente como operário em indústrias de maquinários pesados. Por ter se formado no equivalente ao ensino médio com notas altas, aos 18 anos conquistou uma bolsa de estudos do governo da Hungria para estudar na Universidade de Budapeste. Foi discípulo de Georg Lukács, com quem trabalhou entre 1951 e 1956 no Instituto de Estética da Universidade de Budapeste, Hungria. Após a repressão das tropas soviéticas contra a revolução húngara de 1956, István Mészáros se exila na Itália, onde lecionou na Universidade de Turim.

Em 1959 se muda para o Reino Unido, atuando como professor no Bedford College da Universidade de Londres (1959-1961), Universidade de Saint Andrews, na Escócia (1961-1966), e na Universidade de Sussex, em Brighton, na Inglaterra (1966-1971). Em 1971 trabalha na Universidade Autônoma do México, e em 1972 foi atuar como professor ciências sociais da Universidade de York, em Toronto, no Canadá. Em 1977 retornou para Sussex, onde lecionou até 1995, quando se aposenta.

Em 1970 é laureado pelo Prêmio Deutscher Memorial pela obra A teoria da alienação em Marx. Em 1991 recebe o título de Professor Emérito da Universidade de Sussex. Já em 1995 é eleito para a Academia de Ciências da Hungria, e em 2006 recebe o título de Pesquisador Emérito da Academia de Ciências Cubana. István Mészáros é considerado um dos grandes pensadores do marxismo contemporâneo, além de sempre estar envolvido com movimentos sociais de todo o mundo. Um de seus livros mais relevantes, Para Além do Capital, teve coedição da Editora Unicamp e Editora Boitempo.

Atualmente István Mészáros estava dedicado a publicar sua obra mais abrangente, Para além do Leviatã: crítica do Estado, um tratado sobre o estado cuja produção durou os últimos quinze anos, cujo primeiro volume estava previsto originalmente para ser lançado em ainda em 2017 mas foi adiado. Nos últimos anos esteve várias vezes no Brasil, divulgado sua obra e participando de atividades em universidades e junto com movimentos sociais. Em 2002 durante uma confêrencia de lançamento do livro Para Além do Capital, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), Mészáros anunciou sua intenção de doar sua biblioteca para a Unicamp após sua morte.

 

Na segunda edição do #CafécomConversa, José Dari Krein (IE-Unicamp) e Fernando Teixeira da Silva (IFCH-Unicamp) contestam a legitimidade das medidas.

Luiza Moretti

Um bate-papo sobre temas da atualidade com convidados da Unicamp em um ambiente descontraído e, de preferência, com livros e um cafezinho. Essa é a proposta do programa de TV-evento #CafécomConversa, realizado em parceria entre a Editora da Unicamp, a Secretaria de Comunicação da Unicamp (SEC) e a Casa do Professor Visitante (CPV Funcamp), local onde são feitos os debates. A segunda edição do programa foi gravada dia 20 de setembro e está no ar. O tema é Reforma Trabalhista, série de medidas que entram em vigor a partir do mês de novembro e devem trazer muitas mudanças para trabalhadores, especialmente contratados no regime CLT, e empresas. Os professores José Dari Krein, do Instituto de Economia e CESIT (Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho), e Fernando Teixeira da Silva, do Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, foram os convidados dessa edição. Em tom bastante crítico, o debate passou por temas como relação capital-trabalho, fragilização do sistema de seguridade social, enfraquecimento das instituições, como a Justiça e sindicatos, além de severos impactos na vida da população ativa no país, a partir de novidades como a jornada intermitente, o fim da justiça gratuita e possibilidade terceirização por parte das empresas.

A Editora da Unicamp, em tempo, publicou a obra “Justiça do Trabalho e sua História”, com organização do próprio professor Teixeira, juntamente com a professora Ângela de Castro Gomes, do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF). Trata-se de uma coletânea de artigos com fontes provenientes da Justiça do Trabalho, divididos em cinco eixos temáticos. No programa, o historiador traça paralelos entre o livro e possíveis impactos da Reforma Trabalhista. Outra obra relacionada ao tema, também oferecida e recomendada pela Editora da Unicamp, é "Vida e morte no trabalho", de Tom Dwyer, também professor da Unicamp. Ele aborda a questão dos acidentes sob perspectiva sociológica. Saiba mais no site http://www.editoraunicamp.com.br/ A gravação do #CafécomConversa é mensal e aberta ao público. A plateia, aliás, participa ativamente dos debates com perguntas aos especialistas. Todo o conteúdo será disponibilizado no canal da TV Unicamp no Youtube. Os participantes também se dispõem a solucionar dúvidas que apareçam nos comentários pela internet.

Não perca as próximas edições, sempre às 16h30, na CPV:

18 de outubro: Meio ambiente e segurança alimentar

08 de novembro: Gêneros e feminismo

 

Entrevista com Fernando Teixeira da Silva sobre a Reforma Trabalhista:

Resenha do livro A Justiça do Trabalho e sua história:

 

 

 

José Dari Krein (IE-Unicamp) e Fernando Teixeira da Silva (IFCH-Unicamp) | Reprodução Youtube

“Conservação e recuperação do solo e da água” foi o tema debatido no Fórum Permanente de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizado dia 19. A TV Unicamp acompanhou.

Luiza Bragion Moretti

Os participantes do Fórum Permanente de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizado dia 19, debateram o tema “Conservação e recuperação do solo e da água”. Organizado pelo professor Adriano Luiz Tonetti e pela pesquisadora Jerusa Schneider, ambos da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, o evento, realizado no Auditório do Centro de Convenções, contou com a participação de especialistas de outros Estados e até de fora do país para debater a questão hídrica. Com palestras como “Gestão, conceitos e busca de fontes alternativas de água para a sustentabilidade hídrica”, “Reuso de efluentes na agricultura: efeitos sobre o solo e aspectos relativos ao desenvolvimento” e “Poluição e valores orientadores de metais pesados em solos do Brasil: onde estamos?”, os participantes trabalharam a ideia de que, para que a água possa ser conservada, todo o meio ambiente deve ser tratado com prudência.

A TV Unicamp acompanhou o evento:

 

Veja na íntegra o vídeo “De onde vem a água? (3o. episódio da websérie do projeto Volume Vivo - Caio Silva Ferraz), exibido durante o fórum.

 

 

Imagem: Reprodução

Assista ao documentário “Tradição e História do Quilombo de Galvão”, produção da RTV Unicamp premiada em 2007 no Gramado Cine Vídeo.

 

 

Quilombo no Vale do Ribeira | Foto: Reprodução

A videojornalista Ana Terra Athayde, produtora do documentário "Filhos de Ruanda", e Ana Carolina Maciel, coordenadora da Cocen, são entrevistadas no programa RTVDOC.

O documentário "Filhos de Ruanda", produzido em fevereiro deste ano, foi exibido em evento inédito promovido pela Cocen/Unicamp no último dia 11. A equipe da TV Unicamp aproveitou a oportunidade e conversou com Ana Terra Athayde, videojornalista e produtora do documentário, e com Ana Carolina Maciel, que, além de coordenar a Cocen (Coordenadoria de Centros e Núcleos da Unicamp), também é cineasta e documentarista. O filme, produzido em apenas uma semana, mostra como o país, marcado por um genocídio há 23 anos, se reconstruiu com a garra da população, em sua maioria muito jovem. Os 45 minutos da obra ainda despertam debates sobre a oralidade africana, protagonismo político feminino e conflitos étnicos. Veja mais no #RTVDOC, que inclui trechos do documentário.
 

 

 

RTV DOC - Filhos de Ruanda | Reprodução

Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis e Evaldo Piolli analisam as consequências da aprovação do projeto na Câmara de Campinas

Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis e Evaldo Piolli | Foto: Antonio Scarpinetii

VALÉRIO PAIVA

A Câmara Municipal de Campinas aprovou em primeiro turno numa votação tumultuada nesta segunda-feira (4) o projeto de lei 213/17, conhecido como "Escola sem partido", de autoria do vereador Nelson Santini Neto, o Tenente Santini (PSD) com 26 votos favoráveis e 4 contrários.

A sessão foi marcada por polêmicas como a decisão da mesa diretora em limitar o acesso do público às galeras da casa por meio de forte aparato policial, em especial de profissionais da área de educação, e pela falta de realização de audiências públicas para debater com educadores e pesquisadores do tema. Outro projeto de lei, o 236/17, apresentado pela vereadora Mariana Conti (PSOL) e chamado de “Escola sem censura”, foi elaborado para garantir a livre manifestação de pensamento dentro das escolas municipais. Apesar de tratar de temas semelhantes, foi considerado ilegal pelos membros da Comissão de Constituição e Legalidade e arquivado sem ir a voto.

O projeto “Escola sem partido” de Campinas é similar a outras iniciativas que estão sendo apresentadas nos últimos meses em câmaras municipais e assembleias legislativas, que preveem a restrição da liberdade de ensino e autonomia dos professores dentro do ambiente escolar, contrapondo outras legislações já existentes que prezam pelo pluralismo, respeito a diversidade e direitos humanos. Os defensores do projeto entendem que os educadores que induzam formas de pensamento crítico aos estudantes devam ser punidos. Em março deste ano o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu decisão liminar que estabelecia um programa similar no Estado de Alagoas por considerar inconstitucional a sua implementação.

A Faculdade de Educação da Unicamp se posicionou no mês passado sobre a tramitação do projeto “Escola sem partido” em Campinas por meio de uma nota pública que questiona o projeto legalmente e pedagogicamente, e no dia 23 de agostou a congregação da faculdade aprovou um parecer técnico onde apresenta a incoerência da proposta enumera os riscos que essas iniciativas podem ter para a educação brasileira.

O Jornal da Unicamp entrevistou os professores Evaldo Piolli e Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis, da Faculdade de Educação da Unicamp. Eles falaram sobre os riscos que projetos como o “Escola sem partido” podem ter na formação dos estudantes, no trabalho dos professores dentro e fora da sala de aula, e em toda sociedade.
 

 

Leia mais

Parecer técnico da Faculdade de Educação sobre projeto Escola Sem Partido

Nota pública contra Escola sem Partido em Campinas

 

Peça conta a história do cangaço do ponto de vista do empoderamento feminino

A peça “As Pelejas de Maria Bonita” transformou o espaço do Pavilhão do Básico (PB) da Unicamp em sertão do Nordeste para contar a história do cangaço sob o ponto da vista do empoderamento feminino.

A linguagem cômica da peça traz vida às questões da miséria na região nordestina e de como Maria Bonita enfrentou dificuldades no cangaço. Os atores do grupo Trupe Alumiada se apresentaram dia 4 de setembro, no PB da Unicamp, próximo à Biblioteca Central Cesar Lattes. O projeto "As Pelejas de Maria Bonita" tem apoio da 7ª edição do Programa Aluno-Artista, do Serviço de Apoio ao Estudante (SAE) da Unicamp.

Cena da peça " As pelejas de Maria Bonita" | Foto: Reprodução