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O Brasil estará melhor na China em 2008, diz Ciro Wincler

[28/9/2004] Ciro, à esquerda, em Atenas, com o corredor Aurélio Guedes dos Santos O atletismo do Brasil foi o responsável por quase metade das 33 medalhas obtidas em Atenas, nos Jogos Paraolímpicos, encerrados terça-feira (28). Nas pistas da Grécia o atletismo colecionou cinco medalhas de ouro, seis de prata e cinco de bronze, totalizando 16. Ciro Wincler, aluno de pós-graduação da Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp, tem participação direta nos resultados, embora tenha ficado à margem das disputas. Ele foi o coordenador técnico do atletismo brasileiro. "O Brasil hoje está melhor que em Sydney, mas estará em Pequim bem melhor que em Atenas", revelou Wincler ao Portal Unicamp, por e-mail, logo após o encerramento dos jogos.

Ciro não foi o único representante da Unicamp em Atenas. José Júlio Gavião de Almeida, diretor-associado da FEF, coordenou a modalidade de goalball. Leonardo Mataruna, outro aluno de pós, também esteve na paraolímpida como técnico dessa modalidade. Hesogy Gley foi o médico da delegação, que contou com mais de uma dezena de ex-alunos da FEF e o atleta Aurélio Guedes dos Santos.

Portal Unicamp - O atletismo do Brasil ganhou quase metade das medalhas no atletismo. A que atribui isso?
Ciro Wincler - A um trabalho de quatro anos junto aos
atletas, associado à pesquisa acadêmica e à capacitação de recursos humanos. Hoje temos a 15ª equipe do mundo em número de medalhas e com melhores possibilidades de crescimento para Beijim.

Portal Unicamp - Como a Unicamp contribuiu para estes resultados?
Ciro - A Unicamp contribuiu com a capacitação de recursos humanos e pesquisas associadas à melhora da performance motora. Tivemos em Atenas 15 alunos, ex-alunos e participantes dos projetos de extensão da universidade.

Portal Unicamp - O que é necessário para que os paraatletas melhorem seus rendimento ou surjam novos atletas?
Ciro- Planejar o futuro é algo importante. Vivemos hoje um momento em que temos de unir forças, pois precisamos difundir o esporte como um meio não só de performance esportiva, mas de melhora de qualidade de vida. Trazer mais pessoas para a prática esportiva, através da difusão de conhecimento, vai ajudar e muito a melhora esportiva, a partir desta situação. Associado com o conhecimento científico poderemos alcancar mais e nos manter no topo do esporte de alto rendimento.
(Roberto Costa)

* Leia mais sobre a Paraolimpíada na página do Comitê Paraolímpico Brasileiro

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