[23/9/2004]
No Dia do Doador de Órgãos e Tecidos (27 de setembro), às 9 horas, o heliporto da Unicamp servirá de pouso para um dos helicópteros da Polícia Civil do Estado de São Paulo destinados ao transporte da equipe de captação e retirada de órgãos. A utilização da aeronave é objeto principal de um convênio firmado entre a Unicamp e o Serviço Aerotático da Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Agência de Inovação da Universidade, que será apresentado na Superintendência do Hospital das Clínicas, logo após o pouso, às 9h30.
Segundo Eduardo Gurgel do Amaral, da Agência de Inovação, a medida vem agilizar a busca e a utilização do órgão em menor tempo, tornando os índices de rejeição menores, em decorrência do menor tempo para o implante. Os termos constantes do convênio não atendem especialmente a Unicamp, mas qualquer unidade ligada à Organização de Procura de Órgãos (OPO/HC/Unicamp), responsável pela procura, captação, orientação, treinamento e promoção de campanhas no sentido de aumentar a doação de órgãos em uma região de cobertura de aproximadamente 120 municípios.
A operação deve priorizar o transporte de órgãos que têm menor tempo de manutenção após a retirada. No caso do coração, por exemplo, este tempo seria de apenas quatro horas. O rim resiste 36 horas. O coordenador geral da OPO, Adriano Fregonesi, explicou que, ao ser retirado, o órgão deixa de ser oxigenado, alimentado. Para que o metabolismo não continue alto e a célula morra, é necessário abaixar a temperatura, colocando-o numa caixa com gelo. "O helicóptero ou o avião diminuem o tempo de transporte, o que otimiza o tempo do transplante. Quanto menor o período de isquemia, maior a chance de o transplante dar certo", esclarece.
(Maria Alice da Cruz)
Foto digital: Neldo Cantanti