[23/9/2004] O ministro da saúde, Humberto Costa anunciou nesta sexta-feira, no hospital Albert Einstein, em São Paulo, a implantação da Rede Pública de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário - Brasilcord. O projeto pretende reunir até 2006, cerca de 20 mil bolsas de sangue de cordão umbilical. Os hemocentros do Hospital Albert Einstein, da Unicamp e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto serão integrados ao Brasilcord por meio de convênio com o Albert Einstein, que por ser filantrópico deve investir parte dos recursos recebidos com a atenção e assistência à saúde no estado de São Paulo.
O Ministério da Saúde investirá R$ 46 milhões para criar e estruturar a Brasilcord. Até 2006 serão empregados R$ 18 milhões (R$ 9 milhões por ano) para implantar a estrutura física dos bancos. Durante o primeiro ano de funcionamento da rede, o Ministério da Saúde investirá mais R$ 28 milhões para coletar e manter quatro mil amostras de sangue do cordão umbilical. Nos anos subseqüentes, esse custo cairá para R$ 14 milhões.
Para coletar amostras de sangue de cordão umbilical capazes de representar toda a diversidade étnica brasileira, as dez unidades da Brasilcord serão instaladas em hemocentros distribuídos pelas cinco regiões do país. As cidades-sede dos bancos serão Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).
Em cinco anos, toda a diversidade étnica brasileira será coberta com 20 mil amostras. No entanto, o Ministério da Saúde pretende ter armazenados, em oito anos, 50 mil cordões para atender à demanda de crianças e adultos. Uma amostra serve para uma pessoa de até 50 quilos. Geralmente, um adulto necessita de dois ou mais cordões. Desse universo de amostras, 70% serão coletadas nas regiões Sudeste e Sul. O Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste contribuirão com os 30% restantes.
O banco de sangue de cordão do Hemocentro da Unicamp foi um dos primeiros no país e começou a funcionar em 1998. Já foram investidos cerca de 600 mil reais na estrutura do Hemocentro, que mantém cerca de 200 bolsas congeladas em botijões criógenos. A meta, explica a coordenadora do programa, Ângela Luzo, é coletar nos próximos 12 meses 1500 bolsas. Os recursos irão viabilizar, principalmente, a compra de material e reagentes para exames.