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Tereza Mantoan fala sobre inclusão na escola em Café Filosófico

Edição das imagens: 
Luís Paulo Silva

Maria Tereza Egler Mantoan

[18/8/2009] A esperança de uma escola de fato inclusiva, que não faça excluídos dentro da própria sala de aula ou no pátio escolar faz professores universitários atuar além da academia, além do pensamento crítico e da investigação, procurando seu espaço no desenvolvimento e na participação de políticas públicas que garantam a participação efetiva de todas as pessoas na escola. A professora Maria Tereza Egler Mantoan mostrou, nesta terça-feira, durante palestra no Café Filosófico, idealizado e organizado por profissionais da área de audiovisual da Faculdade de Educação, que este sonho está muito próximo da realidade. As iniciativas na área de inclusão levaram-na ao cargo de coordenadora de Ensino a Distância da “Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva” do Ministério da Educação, ao lado de Edilene Aparecida Ropoli, também professora da Faculdade de Educação.

Por meio do projeto, administrado pela Secretaria de Educação Especial (Seesp) e pela Secretaria de Educação a Distância (Seed), do Ministério da Educação (MEC), as professoras já capacitaram 2 mil alunos e agora iniciam a formação de 3 mil profissionais na área de educação especial, que irão trabalhar com deficientes para complementar as informações que precisam ter para ter autonomia em sala de aula. “Não adianta termos excluídos numa sala de aula, realizando projetos, atividades diferentes das outras crianças. A diferença não pode mais ser valorada negativamente”, explicou a professora.

No âmbito da Universidade, Maria Tereza anunciou o lançamento do livro Atores da Inclusão na Universidade: formação e compromisso, organizado por ela e pela professora Maria Cecília Baranauskas, do Instituto de Computação da Unicamp, que será usado para a formação, num primeiro momento, de 30 pessoas da comunidade acadêmica interessados em atuar na área de educação especial. “A participação é aberta a professores, funcionários e alunos interessados na área”, explica a professora.

Entre os temas constantes da publicação, que serão também discutidos no curso, estão oficinas participativas inclusivas mediadas pelo modelo ACBP (Aprendizagem Colaborativa Baseada em Problemas); diferenças, identidades e inclusão; biblioteca acessível, acessibilidade na comunicação, acessibilidade na web e acessibilidade no ambiente físico.

Durante o café filosófico, a professora acrescentou que, para o ambiente ser considerado inclusivo, ele precisa acolher indistintamente a todos os que dele são parte ou nele transitam. “Só se pode excluir quando for para incluir. Se para incluir na sala de aula é preciso ferramentas que diferenciem do outro ou tratamento especial, o estudante terá de receber esses recursos para realizar as mesmas atividades dos colegas”, acrescenta.

O projeto Café Filosófico, com objetivo de permitir o acesso de funcionários aos temas abordados por pesquisadores e docentes da FE, é organizado pelos funcionários Carlos Alberto Paiva, Afonso Von Zuben, Clóvis de Souza, Geraldo e Robison Augusto Cardoso.