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Ciência brasileira é cada vez mais respeitada no exterior, considera Sandoval Carneiro

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Everaldo Silva
Sandoval Carneiro Júnior, da Capes: órgão concederá 4.500 bolsas de estudos no exterior até o final de 2010

[3/9/2010] O Brasil não é mais visto apenas como o país do samba e do futebol pela comunidade científica internacional. Atualmente, mais e mais instituições estrangeiras estão interessadas em estabelecer cooperações com universidades brasileiras, com o objetivo de aprender ciência conosco. A avaliação foi feita na manhã desta sexta-feira (3) na Unicamp por Sandoval Carneiro Júnior, diretor de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério da Educação. Segundo ele, entre as áreas que atraem a atenção de outros países estão as relacionadas à exploração de petróleo e à produção de etanol. O dirigente da Capes esteve na Universidade para ministrar, na sala do Conselho Universitário (Consu), a palestra “Ações da Capes com ênfase na cooperação internacional”.

Plateia formada por docentes acompanha as explanações do dirigente da agência de fomentoDe acordo com Sandoval Carneiro, que é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o momento atual é extremamente propício às ações de internacionalização da ciência brasileira. Ele lembrou que algumas universidades têm feito esforços nesse sentido, entre elas a Unicamp. “Com a liderança científica que exerce no Brasil, é importante que a Unicamp conquiste esse espaço e promova cada vez mais a mobilidade internacional de seus alunos e docentes”, considerou. Durante a sua conferência, que foi acompanhada por um público formado majoritariamente por professores, o diretor de Relações Internacionais da Capes apresentou um balanço dos programas mantidos pelo órgão no âmbito da internacionalização.

Entre eles estão as bolsas de estudos no exterior, os projetos conjuntos de pesquisas e as parcerias institucionais. Todas elas, conforme Sandoval Carneiro, têm apresentado bons resultados. Ele estimou que a Capes deverá encerrar 2010 com a concessão de 4.500 bolsas no exterior, nas mais diversas áreas do conhecimento. Apenas para se ter uma ideia da evolução do programa, em 1998 foram concedidos 1.800 benefícios do gênero.  Na opinião do diretor da agência de fomento, um dos problemas que ainda causam alguma dificuldade para atrair estudantes e docentes estrangeiros ao Brasil é a carência de alojamentos.

Algumas universidades, acrescentou, têm feito o dever de casa, mas outras ainda não. As mais empenhadas, assinalou, se preocupam não apenas em recepcionar o visitante no aeroporto, mas também em fazer um levantamento dos aluguéis disponíveis. “São ações que devem ser adotadas por outras instituições”. Outro problema, segundo ele, é a violência urbana, tema que preocupa os estrangeiros. “São dificuldades que ainda precisamos superar, mas creio que estamos trilhando um bom caminho”, analisou.