
[20/8/2010] Investimentos da ordem de R$ 12 milhões em obras começam a dar fôlego novo ao Instituto de Artes (IA). Entre as ações previstas e em andamento destacam-se a reforma do Pavilhão de Artes Cênicas e Dança, um novo estúdio multimeios e a construção do Teatro-Escola de Artes Cênicas e Corporais. O objetivo é qualificar as condições de trabalho de professores e estudantes da unidade, cuja produção vem registrando crescimentos significativos nos últimos anos, com repercussão nos âmbitos local, regional e nacional.
“Nos últimos dois anos destinamos ao instituto 800 mil reais apenas em projetos já elaborados ou em elaboração”, relata o pró-reitor de Desenvolvimento Universitário, Paulo Eduardo Moreira Rodrigues da Silva. Foram realizadas melhorias no piso das salas de artes cênicas, no telhado do instituto, na cabine de força, nas instalações elétricas da sala de artes dramáticas e no tratamento acústico e térmico das salas de música. As demais obras, garante Rodrigues da Silva, estão com o dinheiro empenhado.
Uma delas é a reforma completa do pavilhão de Artes Cênicas e Dança, para as quais já estão reservados R$ 1,5 milhão. As obras incluem um novo layout para otimização dos espaços; troca da rede elétrica; troca de pisos das salas para as atividades de teatro e dança; reforma dos banheiros; instalação de plataforma de acessibilidade; e pintura geral do prédio. O espaço tem 1,4 mil metros quadrados de área construída.
Iniciada em novembro de 2009, a reforma deveria estar concluída até março deste ano, mas foi interrompida devido à falência da empresa que venceu a concorrência pública. Segundo o pró-reitor, devido ao imprevisto a reitoria esta cumprindo os procedimentos administrativos para dispensa de licitação e contratação emergencial de outra empresa para conclusão da obra. A reforma está prevista para durar quatro meses.
“Procuramos, enquanto isso, alugar espaços alternativos dentro ou fora do campus para as atividades dos alunos e chegamos a oferecer a montagem de uma tenda climatizada”, explica o pró-reitor. Antes dessa nova reforma, em 2008, a Universidade já havia investido cerca de R$ 300 mil em obras no pavilhão de Artes Cênicas e Dança, que incluíram a substituição de telhas convencionais por telhas termoacústicas, bem como melhorias e troca de piso em salas de aula.
A construção do Teatro-Escola, por sua vez, esta orçada em R$ 11,5 milhões. Desse total, R$ 7,8 milhões já estão garantidos pela Unicamp visando a primeira etapa da obra. Os R$ 3,7 milhões restantes serão cobertos pelo Banco Real ABN Amro, mediante convenio assinado em 2007. O novo teatro terá 5,7 mil metros quadrados de área construída e capacidade para 350 lugares.
Apresentado pelo Escritório UNA Arquitetos, o projeto foi escolhido durante concurso realizado em 2002. O prazo previsto para conclusão da obra é de dois anos. “O Teatro-Escola será um espaço de grande importância para divulgar o trabalho dos artistas da Unicamp”, diz o pró-reitor.
Segundo a diretora do IA, professora Sara Pereira Lopes, está sendo elaborado edital para a contratação de uma empresa visando, num primeiro momento, a construção da estrutura e cobertura da sala de espetáculos. “Não se deve esperar algo grandioso, já que falamos de um teatro-escola e não de uma casa para consumo externo”, completa o pró-reitor. Percebemos o empenho desta administração no sentido de realmente concretizá-lo”, diz a professora Maria de Fátima Morethy Couto, diretora associada do IA.
Entre as obras já concluídas no IA destaca-se o moderno estúdio multimeios entregue na quarta-feira (18). “Desde que o prédio do IA foi entregue, antes de 1984, já tínhamos o estúdio, havia partes revestidas de madeira e amianto e outras com lã de vidro, depois retiradas”, conta o professor Mauricius Farina, chefe do Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação. “Era preciso uma série de reformas físicas e elétricas, o que foi feito, com aporte financeiro importante da Reitoria, que apoiou integralmente as nossas necessidades”, completa.
Farina explica que o novo estúdio possui áreas de áudio e de captação e edição de imagens, permitindo uma melhor organização do largo espectro de atividades do departamento, que vai da graduação em midialogia a uma recente linha de pesquisa sobre multimeios e artes. “O próximo passo será a construção do nosso prédio próprio, aprovado desde a implantação do curso e que terá inclusive outro estúdio”, revela Farina. “Esperamos crescer muito, tanto no ensino como nas pesquisas”. O pró-reitor de Desenvolvimento Universitário confirma que já estão reservados R$ 1,1 milhão para a construção do novo prédio da midialogia.
Esdras Rodrigues, chefe do Departamento de Música, informa que as reformas finalizadas em fevereiro completaram dois terços da infraestrutura termoacústica necessária ao curso. Segundo ele, foram atendidas salas individuais, que servem tanto para a prática pelos alunos como para aulas individuais de instrumentos. As salas eram pequenas e com pouca ventilação. “As condições, antes difíceis em termos de tolerância, agora estão incomparavelmente melhores”, afirma Rodrigues.