[18/3/2010] "Para que o Brasil se desenvolva nos próximos anos, é necessária a formação de pós-graduandos capazes de produzir pesquisas competitivas internacionalmente. E a Unicamp é altamente comprometida com a produção científica e com a formação de doutores em diversas áreas do conhecimento”, disse o reitor da Universidade, Fernando Ferreira Costa, durante a aula inaugural proferida aos alunos de pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), ocorrida na tarde desta quinta-feira (18), no auditório da faculdade.
Fernando Costa ressaltou que a Unicamp oferece em torno 140 cursos de pós-graduação e possui, aproximadamente, 16 mil alunos matriculados nos programas. Somente na FCM são oferecidos 11 cursos de pós-graduação que contam com 1.200 alunos inscritos. Anualmente, segundo o reitor, são produzidas 1.400 dissertações de mestrado e 800 teses de doutorado na Unicamp. “Poucas universidades do mundo têm uma produção como essa".
Ao apresentar os números, Fernando Costa destacou a importância dos programas de pós-graduação implantados no país como ponto de partida para o crescimento da produção científica nacional. “Há uma relação direta entre a formação de novos mestres e doutores com o aumento na publicação de artigos científicos”, observou. O reitor, que tem cerca de 200 trabalhos publicados em periódicos de circulação internacional e recebeu vários prêmios por seu desempenho como pesquisador na área médica, também chamou a atenção para o aspecto qualitativo dos trabalhos. “Todo conhecimento novo e relevante deve ser divulgado em revistas de circulação internacional, o que exigirá do autor não apenas o domínio de língua estrangeira, mas também a capacidade de escrever com clareza para que todos o compreendam”, ensinou.
A primeira defesa de tese de doutorado ocorreu na FCM em 1972, no Departamento de Pediatria. O trabalho apresentado foi “Crescimento e desenvolvimento intraútero de recém-nascidos”, do professor emérito da Unicamp José Martins Filho. Segundo José Antonio Rocha Gontijo, diretor da faculdade, até o ano de 2000, o número de teses de doutorado e dissertações de mestrado defendidas chegavam a mil. Passados 38 anos da primeira defesa, esse número chegará perto dos cinco mil trabalhos até o final de 2010. “Estamos próximos de quatro mil teses defendidas em menos de dez anos. Esse crescimento é expressivo. De cada 700 trabalhos produzidos, dois e meio viram publicações em revistas e periódicos nacionais e internacionais”, explicou Gontijo.
Durante a aula inaugural, foi apresentado aos alunos de pós-graduação o projeto da criação da Associação de Alunos de Pós-Graduação da FCM. De acordo com a fisioterapeuta e aluna de mestrado do Programa de Saúde Coletiva, Ana Luiza de Oliveira e Oliveira, a ideia é constituir uma associação para ter representação efetiva e democrática dentro da faculdade e discutir experiências dos 11 programas oferecidos. “Nossa proposta também é de nos articularmos na Associação Nacional de Pós-Graduandos que tem cadeira na Capes, no CNPq e representação no Conselho Nacional de Saúde” explicou Ana Luiza.