
[17/3/2010] A Unicamp recebeu nesta quarta-feira (17) a visita do embaixador da Arábia Saudita no Brasil, Mohamad Amin Ali Kurdi, dando continuidade aos contatos para firmar acordos de cooperação em ensino e pesquisa com universidades e o governo daquele país. Faz menos de dez dias que uma comitiva de dirigentes da King Faisal University veio colher informações sobre a graduação, pós-graduação e quadro de docentes da Unicamp, bem como da produção científica, patentes e serviços prestados à população.
“Os sauditas estão buscando instrumentos para o desenvolvimento do país sem a dependência do petróleo, que um dia vai acabar. O embaixador veio discutir acordos entre a Unicamp e a Academia de Ciências de seu país, o que envolve as suas universidades e o governo”, informou o professor Mohamed Habib, pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários. O pró-reitor se encarregou de recepcionar o visitante, que foi recebido ainda pelo reitor Fernando Costa, que voltava de viagem.
Segundo Habib, os acordos se dariam em duas categorias: aqueles envolvendo ciência e tecnologia, e outros seguindo um projeto dos sauditas visando à internacionalização do conhecimento. “Eles possuem uma universidade que abriga jovens de mais 50 países, com a proposta humanista de incentivar a harmonia entre os povos e criar uma cultura de paz em nível global”.
As conversações conduzidas pela Coordenadoria de Relações Institucionais e Internacionais (Cori) da Unicamp deverão se acentuar até a visita ao Brasil do ministro de Educação Superior da Arábia Saudita, que ocorrerá em breve. “O reitor Fernando Costa expressou o grande interesse da nossa Universidade em firmar acordos não apenas de pesquisa e intercâmbio de estudantes e professores, como aqueles relacionados com ações humanísticas”, disse Mohamed Habib.
O embaixador Mohamad Amin Ali Kurdi conheceu ainda a forma de atuação da Agência de Inovação Inova Unicamp, criada para incrementar novas parcerias com empresas privadas, setor público e outras instituições de pesquisa. Dispostos a diversificar sua economia, os sauditas também estão interessados na encubação de empresas e na preservação de direitos intelectuais.