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Divulgação científica é tema de evento internacional que será realizado na Unicamp

Edição das imagens: 
Everaldo Silva e Rádio e Televisão Unicamp

[18/11/2009] A Unicamp abrigará entre segunda-feira (23) e 25 de novembro o I Foro Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica. O evento, que conta com 180 trabalhos inscritos, discutirá questões teóricas, práticas e metodológicas relacionadas com a comunicação e a divulgação científica. De acordo com um dos organizadores do encontro, Carlos Vogt[VÍDEO], secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo e coordenador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor/Unicamp), durante os três dias serão realizadas atividades como conferências, mesas-redondas, apresentação de pôsteres e comunicações orais vinculadas a três eixos temáticos: comunicação científica, divulgação e informação científica e participação pública em C&T. “O foro é dirigido a um público amplo, formado por especialistas, pesquisadores e estudantes, além de interessados em geral”, afirma. A organização espera a presença de aproximadamente 300 participantes vindos de diversos países. As atividades ficarão concentradas no Centro de Convenções da Unicamp.

O I Foro Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica será promovido pela Organização de Estados Iberoamericanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI), Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), Fundação Espanhola para a Ciência e Tecnologia (Fecyt), Labjor/Unicamp, Conselho Superior de Pesquisas Científica da Espanha (CSIC) e Instituto ECYT da Universidade de Salamanca. De acordo com Vogt, a expectativa é que o evento abra uma linha de encontros para o debate das questões relativas à comunicação e à divulgação científica. Com o desenvolvimento da ciência e a sua inserção no cotidiano da sociedade, explica ele, as pessoas estão cada vez mais interessadas em saber, por exemplo, que impactos uma determinada tecnologia ou processo pode trazer para as suas vidas. “Ao informarmos corretamente a população sobre esses e outros assuntos, nós estamos contribuindo para que ela forme juízo acerca do que está acontecendo”.

A divulgação precisa e consequente, prossegue Vogt, também contribui para que a sociedade possa participar, por meio de suas entidades representativas, do processo de gestão da ciência. “A governança da ciência não pertence apenas aos cientistas e aos agentes públicos. A sociedade também pode participar ativamente das decisões relacionadas ao setor. Temas como as pesquisas com células-tronco, que são de interesse geral, devem merecer uma reflexão mais ampla. O estímulo a este protagonismo democrático deve estar entre as preocupações daqueles que atuam no âmbito da comunicação e da divulgação científica”, defende. Nesta quarta-feira (18), Vogt gravou o programa Palavras Cruzadas, produzido pela Rádio e Televisão Unicamp, durante o qual falou sobre vários assuntos relacionados ao I Foro Iberoamericano de Comunicação e Divulgação Científica. A produção irá ao ar às 12 horas do próximo domingo (22), e será repetido em diversos dias e horários ao longo da semana. Outras informações sobre o evento podem ser obtidas no seguinte endereço eletrônico: http://www.oei.es/forocampinas.

A Organização de Estados Iberoamericanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI), uma das promotoras do foro, é um organismo internacional de caráter governamental para a cooperação entre os países iberoamericanos no campo da educação, ciência, tecnologia e cultura no contexto de desenvolvimento integral e de integração regional. Os estados membros da OEI são Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, República Dominicana, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Guiné Equatorial, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, Uruguai e Venezuela.  A sede central e a secretaria geral da entidade estão localizadas em Madri. A OEI conta ainda com escritórios regionais na Argentina, Brasil, Colômbia, El Salvador, Espanha, México e Peru, assim como com escritórios no Chile, República Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Paraguai.