[7/11/2007]
A Comissão de Controle e Combate à Dengue da Unicamp realizou, na tarde de hoje, no anfiteatro da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), um treinamento de combate à dengue no campus. Destinado a membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), do Centro de Saúde da Comunidade (Cecom) e funcionários das unidades de ensino e pesquisa da Unicamp, o treinamento foi ministrado por pessoal especializado da própria universidade e da Vigilância em Saúde Regional - região norte de Campinas (Visa Norte), da prefeitura de Campinas, representada pelo biológo Ovando Provatti.
O presidente da Comissão, Edison Bueno, esclareceu que foi solicitado a cada unidade que indicasse um funcionário que pudesse atuar junto com o cipeiro da respectiva unidade na vistoria do ambiente interno das unidades, visando identificar e eliminar os criadouros do mosquito transmissor da doença. Bueno, que também é coordenador do Cecom, revelou que, ao mesmo tempo, existe uma situação complicada em Barão Geraldo, e em especial no bairro Cidade Universitária, onde os agentes de saúda da prefeitura de Campinas não conseguiram vistoriar 70% dos domicílios. "Vamos convidar pessoas da comunidade interna que moram na região que atuem como voluntários no apoio à prefeitura nesse trabalho", disse Bueno.
Com relação ao campus, o coordenador do Cecom afirmou que é impossível ter um controle total sobre a dengue. Dessa forma, a comissão trabalha com um esquema de 26 armadilhas. "Semanalmente fazemos o monitoramento para identificar a presença de larvas e sempre existem armadilhas positivas", revelou Bueno. Isso, segundo ele, tem duplo significado: existem criadouros e existe mosquito circulando.
A Unicamp, de acordo com Bueno, possui uma situação de risco muito peculiar. Pessoas circulam daqui para outros lugares onde existe a epidemia – e a região de Campinas atualmente é epidêmica – e pessoas podem trazer o vírus para dentro do campus. "Com o mosquito circulando aqui, teríamos uma situação muito grave de uma epidemia desencadeada a partir do campus, por isso nossa é preocupação é ainda maior", comentou.
Para Bueno, o que se espera dessa capacitação é que a comunidade se conscientize e ajude outras pessoas a fazer o controle em seus próprios domicílios, além de superar a situação existente na Cidade Universitária e, também, que as pessoas consigam multiplicar essas informações e as ações de controle.
(Jeverson Barbieri)
Foto: Antoninho Perri
Edição de imagem: Natan Santiago