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Dissertação sobre mídia presbiteriana vira livro

[16/4/2006] A historiadora Karina Kosicki Bellotti defendeu em 2003, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), a dissertação de mestrado "A Mídia Presbiteriana no Brasil: Luz para o Caminho e Editora Cultura Cristã (1976-2001)". O trabalho, orientado pela professora Eliane Moura na área de História Cultural acaba de virar livro. Seu lançamento acontece nesta terça-feira (18), às 18 horas, no auditório I do IFCH.

A Igreja Presbiteriana do Brasil, responsável pelas mídias estudadas por Karina, é uma federação de igrejas da família das igrejas reformadas ao redor do mundo, tendo surgido no Brasil em 1859, como fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos. Suas origens mais remotas encontram-se nas reformas protestantes suíça e escocesa, no século 16, lideradas por personagens como Ulrico Zuínglio, João Calvino e João Knox. Atualmente, de acordo com seu portal, a Igreja Presbiteriana do Brasil tem aproximadamente 3.840 igrejas locais, 228 presbitérios, 55 sínodos, 2.660 pastores, 370.500 membros comungantes e 133.000 membros não-comungantes (menores), estando presente em todos os estados da federação.

O livro de Karina Kosicki Bellotti é uma co-edição da Annablume e da Fapesp e traz o texto integral da dissertação de Karina. A autora prossegue sua pesquisa sobre mídia evangélica no Brasil, tendo retornado recentemente dos Estados Unidos, após seis meses de bolsa-sanduíche na Universidade do Texas, em Austin, pesquisando a mídia evangélica americana. O Portal Unicamp entrevistou Karina sobre o tema, conforme segue:

Portal Unicamp - Qual o campo de atuação das mídias presbiterianas estudadas em sua dissertação?
Karina Kosicki Bellotti - O grande forte é o mercado editorial, com Bíblias, livros sobre família, casamento, sexualidade, infantis e devocionais, além de programas de TV, rádio, internet, música e DVDs.

Portal - A mídia presbiteriana vende bem seus produtos?
Karina - Eu não tenho números, mas sei que ela se volta tanto para o público presbiteriano como o público em geral. Ao invés de me perguntar quantas pessoas essa mídia convertia ou o seu rendimento anual, analisei a atuação dessa mídia como meio de diferenciação cultural em um campo religioso competitivo, apostando na propaganda e na instrução para evangélicos e não-evangélicos.

Portal - Como anda o mercado editorial dos evangélicos? Você Tem números em relação à mídia tradicional nesta mesma área?
Karina - Anda em franca expansão, com megaeventos anuais como a Feira Internacional do Consumidor Cristão. Em 2004, segundo a Associação Nacional de Livrarias Evangélicas, o faturamento total foi de R$239 milhões. Atualmente encontramos livros, CDs e DVDs evangélicos em supermercados, indicando o potencial desse mercado.

Portal - E a mídia evangélica americana?
Karina - É um mercado gigantesco e segmentado, constituindo uma dos meios de sobrevivência do protestantismo americano na virada do século XX, quando se previu que a religião desapareceria do mundo moderno. Além disso, a mídia evangélica tem forte atuação política, ajudando a eleger presidentes como Jimmy Carter, Ronaldo Reagan e George W. Bush.
(Roberto Costa)
Fotos: Antonio Scarpinetti e divulgação (capa do livro)

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