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Benedido Nunes, homem das letras.

Quantas forem as homenagens a Benedito Nunes ainda serão poucas. Isso pelo simples fato de ele ser um dos grandes pensadores brasileiros. O seu caminho na crítica, iniciado nos anos 40, foi simplesmente algo fora dos parâmetros, posto que, num momento em que o modernismo paulista já se gabava de ter ocupado as mentes literárias do país, Bené e alguns amigos como Haroldo Maranhão, Alonso Rocha e Max Martins fundaram a Academia dos Novos, lugar onde cultivavam uma literatura fortemente parnasiana. Depois que o mestre Francisco Paulo Mendes falou em modernismo, em palavras soltas, sem rimas, os jovens começaram a deixar o passadismo. Benedito Nunes, a partir desse momento iniciou seu novo estilo na poesia, a qual não deu muitos frutos, por que a seu ofício estava mesmo na filosofia de tendência existencialista e crítica literária. Pode-se ver um pouco dessa história intelectual da Amazônia na minha dissertação (O epicentro do Hotel Central: arte e literatura em Belém do Pará, 1946-1951), disponível no site do mestrado em História social da Amazônia da Universidade Federal do Pará. 
Dawdson Soares Cangussu

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