1979 - 1989

1979 - Inicia-se a implantação do Instituto de Geociências (IG), que se concentra na pesquisa e na pós-graduação. Do Departamento de Música criado em 1971 surge o Instituto de Artes (IA), com diversas habilitações. Em fevereiro tem início o atendimento ambulatorial no Hospital das Clínicas (HC) do campus.

1980 - Em março tem início o curso de pós-graduação em nível de mestrado oferecido pelo Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Engenharia de Campinas (FEC). A Faculdade de Ciências Médicas (FCM) desenvolve programas visando cumprir os seus objetivos com a comunidade: Controle de Câncer de Útero e de Mama, Estímulo ao Aleitamento Materno, Atenção Materno-Infantil, Saúde Mental, entre outros. Realiza-se em novembro o IV Encontro Brasileiro de Lógica, organizado pelo Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLEHC).

1981 - Morre Zeferino Vaz em 19 de fevereiro, vítima de problemas coronarianos. Em outubro a Universidade entra em grave crise, tendo oito diretores exonerados e 14 membros da Associação dos Servidores da Unicamp (Assuc) demitidos. O Governo de São Paulo decreta intervenção na Universidade.

1982 - Professor da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), o ginecologista José Aristodemo Pinotti assume como reitor efetivo da Unicamp. É iniciada a reconstrução física do campus e implementado um amplo processo de institucionalização interna e de reforma dos Estatutos.

1983 - É instalada a Prefeitura do campus. Amplia-se a discussão da reforma institucional da Universidade, que funcionava com estatutos emprestados da Universidade de São Paulo (USP). A reforma das leis internas conta com a participação de professores, alunos e funcionários, num processo semelhante ao de uma Constituinte. Inaugurados o Parque Ecológico, responsável pela manutenção do campus e de sua área verde, e o Serviço Médico e Odontológico para a comunidade interna. Surge a Orquestra de Câmara da Universidade. Instalado o Centro de Informação e Difusão Cultural (Cidic), órgão que desencadeou a modernização do Sistema de Bibliotecas e a política de preservação da memória da Universidade. É assinado contrato de empréstimo junto à Caixa Econômica Federal (CEF)/Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social para término das obras do Hospital das Clínicas (HC). É oficialmente criado o Instituto de Geociências (IG).

1984 - É criado o Instituto de Economia (IE). São retomadas antigas obras paralisadas, que ao final da gestão dobram a área útil do campus. É criado junto à Reitoria o Escritório de Ex-Alunos.

1985 - Surgem novas unidades: a Faculdade de Educação Física (FEF), cujas primeiras atividades foram desenvolvidas pela Assessoria Técnica da Reitoria para Educação Física e Esportes (Atrefe), criada em 1972, e do desmembramento da Faculdade de Engenharia de Alimentos e Agrícola (FEAA) originam-se a Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) e a Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri).

1986 - O economista Paulo Renato Costa Souza assume como o novo reitor. São criadas cinco pró-reitorias: de Graduação, de Pesquisa, de Extensão e Assuntos Comunitários, de Desenvolvimento Universitário e de Pós-Graduação. São inaugurados o Hospital das Clínicas (HC) e o Centro de Saúde da Comunidade (Cecom). É desmembrada da Faculdade de Engenharia de Campinas (FEC) a Faculdade de Engenharia Elétrica (FEE). A Universidade adquire em novembro um importante centro de pesquisas das Indústrias Monsanto, localizado nas proximidades do campus, logo transformado no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA). O Conselho Universitário (Consu) substitui ao Conselho Diretor como órgão máximo da Universidade, que assim completa o seu processo de reforma institucional.

1987- Reformulado integralmente o exame vestibular da Unicamp. São abolidos os testes de múltipla escolha e valorizadas as questões dissertativas. No campo da pesquisa, a Unicamp define cinco áreas prioritárias: biotecnologia, informática, química fina, energia e novos materiais. Com o auxílio da Petrobras é criado o Centro de Estudo do Petróleo (Cepetro), onde são realizadas pesquisas e ministrados os cursos de mestrado em geoengenharia de reservatórios e engenharia de petróleo. Cria-se o curso de Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e o Sistema de Informação de Pesquisa (Sipe). É concluído o complexo hospitalar da Universidade, centro de referência para uma região de quatro milhões de habitantes. Físicos da Universidade participam de programa na Antártida.

1988 - É instalado o primeiro curso noturno da Universidade, o de Matemática. Como reflexo das mudanças no vestibular, o número de inscritos sobe de pouco mais de 13 mil no ano anterior para cerca de 35 mil. Começa o curso de graduação em Música Popular e de pós-graduação em História da Arte e da Cultura. A Unicamp promove em Campinas e no Rio de Janeiro a Feira de Tecnologia, visando estreitar suas relações com a indústria. Na Universidade realiza-se o Seminário Brasil Século XXI, que discute as perspectivas econômicas, sociais, tecnológicas e culturais do país para o próximo século. É implantado o quadro de carreiras dos servidores. O Hemocentro, criado em 1985, torna-se modelo para o programa de controle emergencial de hemoterapia e hematologia implantado em todo o Estado de São Paulo. É inaugurado o Espaço Nudecri (vinculado ao Núcleo de Desenvolvimento e Criatividade) e criada a Pré-Escola da Unicamp. A Faculdade de Engenharia de Limeira (FEL) muda-se para o campus de Campinas e passa a ter a denominação Faculdade de Engenharia Civil (FEC). No campus de Limeira passa a funcionar o Centro Superior de Educação Tecnológica (Ceset).

1989 - A Unicamp reequipa seus laboratórios. Adquire o computador IBM 3090, o primeiro a ser instalado numa universidade latino-americana, e inaugura em modernas instalações a Biblioteca Central, de onde são geridas 20 bibliotecas setoriais. Instalam-se a Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) e a Faculdade de Engenharia Química (FEQ), como desmembramento da antiga Faculdade de Engenharia de Campinas (FEC). São criados os cursos de pós-graduação em saúde mental, e artes e de graduação em engenharia da computação. Surgem o Centro Interno de Economia Sindical e do Trabalho (Cesit), o Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética (Cbmeg), que abriga importantes pesquisas, e o Centro de Documentação de Música Contemporânea (CDMC), além do Sistema de Arquivos (Siarq) e o Museu Ecológico de História Natural da Unicamp. Entram em funcionamento no Hospital das Clínicas (HC) o Centro Cirúrgico e a Unidade de Terapia Intensiva, que estavam em local provisório. O campus tem ampliada consideravelmente sua área física, principalmente no conjunto de Engenharia Mecânica. As universidades estaduais paulistas (Unicamp, USP e Unesp) conquistam a autonomia institucional e financeira do governo do Estado. São entregues as 30 primeiras casas da Moradia Estudantil.