Arqueologia, História e Estratégia
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Núcleo de Estudos Estratégicos da UNICAMP

Núcleo de Antropologia Indígena da UNEMAT

Laboratório de Antropologia Biológica da UERJ

Projeto Interinstitucional

“Geoestratégia e questões indígenas”

 

O projeto congrega centros de pesquisas de três estados da federação (São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso), em atividade que integra núcleos de duas regiões, Centro-Oeste e Sudeste, em investigação de caráter transdisciplinar. No contexto das preocupações da Secretaria de Acompanhamento e Estudos Institucional, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Estadual de Campinas, o Núcleo de Estudos Indígenas da Universidade Estadual de Mato Grosso e o Laboratório de Antropologia Biológica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, congregam pesquisadores com larga experiência nas questões indígenas. Sob a coordenação de Pedro Paulo A. Funari (coordenador- associado do NEE/UNICAMP), Luciano Silva (diretor do NAI/UNEMAT) e Nanci Vieira Oliveira (diretora do LAB/UERJ), o projeto estuda a questão indígena a partir da interação de abordagens de diversas disciplinas formais, com destaque para o caráter estratégico da interação cultural.

 

Os parceiros do NEE/UNICAMP: NAI/UNIMAT e LAB/UERJ

 

 

 O NAI foi criado em 1998 e duas de suas linhas de atividades estão relacionadas à cultura material, se referem especificamente ao Acervo Arqueológico e o Acervo Etnográfico do NAI. O Acervo Arqueológico é constituído por materiais dos Sítios Arqueológicos Jatobá, Índio Grande, Descalvados, Jauru e Indiavaí. O material arqueológico pesquisado é composto de artefatos cerâmicos, líticos, malacológico, estruturas e anexos funerários. São procedentes de escavações arqueológicas nos seguintes sítios: Jatobá (1998 – BBN Agropecuária), Índio Grande (1999 e 2001/estes financiados pelo IPHAN e FAPEMAT respectivamente), Descalvados (2002 e 2003, financiados respectivamente pela Fundação Descalvados e FAPEMAT), Indiavaí ( GRIPHUS-Consultoria) e Jauru (NATRONTEC – Levantamento Arqueológico do Gasoduto Bolívia - Mato Grosso).

Essas ações de pesquisas e salvamento arqueológico foram realizadas na planície alagada da região de Cáceres e envolveram por meio de Termo de Cooperação Técnica as seguintes instituições e pesquisadores: NAI - UNEMAT (prof. Luciano Silva), IPHAN (Maria Clara Migliácio, mestre e doutoranda em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo - USP), UERJ (profª. Nanci Vieira de Oliveira, doutora em História pela UNICAMP e coordenadora do Laboratório de Antropologia Biológica) e UNICAMP (prof. Pedro Paulo Abreu Funari, livre-docente do Departamento de História). Além dessas atividades de pesquisa o NAI tem participado e realizado atividades referentes ao monitoramento e a delimitação de sítios arqueológicos da região de Cáceres (IPHAN, 2001 e 1999), além de apresentar trabalhos, publicar resumos e artigos por ocasião de eventos científicos como: Sociedade de Arqueologia Brasileira (Migliácio, Oliveira, Silva; Oliveira, Funari, Silva, Paz, 2001; Oliveira, Migliácio, Silva, 2003; Oliveira, Funari, Silva, Paz, 2003) e Simpósio Nacional de História (Migliácio; Silva, 2001 e Silva, 1999). O primeiro semestre de 2003 demonstra uma clara aproximação inter departamental e setorial nas áreas de atuação do NAI, entre os Departamentos de Biologia, Geografia, Enfermagem, Campus de Cáceres, os ICNT e ICSA, as Pró- Reitorias de Pesquisa e Pós-Graduação, Extensão e Cultura, Ensino de Graduação, Planejamento, Finanças e Reitoria. Na área da Arqueologia as discussões culminaram na realização do CEFAMA – Curso de Capacitação e Formação de Quadros para Análise de Material Arqueológico. O CEFAMA consiste na realização de 4 cursos de 40 horas cada um que serão ministrados por especialistas nas áreas específicas referente ao material arqueológico cerâmico, ossos e dentes humanos e líticos. A agenda deste curso é a seguinte: Cerâmica (28 maio a 03 de junho), Dentes (18 a 22 de agosto), Ossos (25 a 29 de agosto), Lítico (06 a 10 de outubro). O NAI elaborou o Projeto 3º Grau Indígena, que está em execução e é coordenado pelo prof. Elias Januário da UNEMAT. Ainda em 98 o NAI passou a atuar na área da Etnografia Indígena, aqui mais especificamente a cultura material, recebendo cerca de 1500 peças etnográficas que congregam arte plumária, cestaria, cerâmica e adornos corporais provenientes de diversos grupos indígenas do Estado de Mato Grosso e de outras regiões do país e também do exterior. O acervo etnográfico compreende artefatos confeccionados por artesãos de cerca de 30 grupos indígenas de Mato Grosso, dentre eles, Xavante, Paresi, Munduruku, Kaiabi, Kalapalo, Nambikwara., como também provenientes de 30 grupos de outras regiões do país, tais como Guarani, Kaingang, Wai Wai, Terena. Esses artefatos foram doados pelos professores indígenas que participaram da Conferência Ameríndia de Educação em 1997, realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso na cidade de Cuiabá – MT e promovido pela Coordenadoria de Assuntos Indígenas de Mato Grosso (CAIEMT). Em 2002 o NAI passou a atuar na área de Gestão Ambiental em Terra Indígena, participando de 2 Diagnóstico Ambientais nas Terras Indígenas Xavante  de Areões e Pimentel Barbosa (Edital 06/2001 - Fundo Nacional do Meio Ambiente/Ministério do Meio-Ambiente). No momento o NAI vem fomentando discussões que visem uma Política Institucional da UNEMAT em Gestão Ambiental em Terra Indígena. O NAI consolida-se nas suas áreas de atuação, fomentando discussões e atividades que acabam por nortear reflexões referentes a políticas públicas a serem definidas pela UNEMAT acerca da questão indígena, seja ela referente ao Patrimônio Arqueológico, a Etnografia, a Educação e Gestão Ambiental.

O Núcleo de Assuntos Indígenas (NAI) está ligado institucionalmente ao Departamento de História da Universidade do Estado de Mato Grosso. Tem como objetivos desenvolver atividades de pesquisa, ensino e extensão nas áreas de Arqueologia, Etnologia e Educação Indígena. O NAI vem atuando em programas de formação de professores indígenas, magistério e universitário, assim como desenvolvendo pesquisas em conjunto com pesquisadores de outras Universidades na área de Arqueologia. Atua também em Programas de Diagnósticos e Gestão Ambiental em Terra Indígenas, mais especificamente com a sociedade Xavante das Terras Indígenas de Areões e Pimentel Barbosa. Atualmente tem discutido e coordenado junto a direção da UNEMAT, atividades que promovam uma Política Institucional da UNEMAT nas áreas de Patrimônio Arqueológico e Gestão Ambiental em Terra Indígena. 

 

 

O Laboratório de Antropologia Biológica - LAB, que faz parte da estrutura orgânica do Instituto de Filosofia e Ciência Humanas – IFCH/UERJ, vem desenvolvendo desde a sua implantação no departamento de Ciências Sociais, projetos e ações que potencializam a relação  ensino/pesquisa/extensão. Nas atividades destes projetos estão inseridos alunos de graduação, objetivando capacitá-los no exercício da decodificação da linguagem acadêmica para o público leigo e na interdisciplinaridade exigida pelos projetos de pesquisa. As pesquisas e atividades desenvolvidas correspondem a temas relacionados à Antropologia Biológica, Arqueologia Pré-histórica e Histórica, Urbana, Etnohistória e Etnologia