Arqueologia, História e Estratégia
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PROJETO DE PESQUISA

 ARQUEOLOGIA E HISTÓRIA RURAL DA ÁTICA NO PERÍODO ARCAICO

                                                           Prof. Dr. André Leonardo Chevitarese      1999

 Abreviaturas Utilizadas ao Longo do Projeto.

 ABSA - The Annual of the British School at Athens. London, Univ. of London, Institute of Classical Studies.

AE - ARCAIOLOGIKH EFHMERIS. EN AQHNAIS, PERIODIKON THS EN AQHNAIS ARXAIOLOGIKHS ETAIREIAS.

AJAH - American Journal of Ancient History. Cambridge, Mass., Robinson Hall, Harvard University.

BCH - Bulletin de Correspondence Hellénique. Paris, de Boccard.

Chiron - Chiron. Mitteilungen der Kommission für alte Geschichte und Epigraphik des Deutschen Archäologischen Instituts. München, Beck.

CJ - The Classical Journal. Athens, Ga., University of Georgia.

ClAnt - Classical Antiquity. Berkeley, University of California Press.

CQ - The Classical Quarterly. Oxford, Oxford University Press.

CVA - Corpus Vasorum Antiquorum. Union Académique Internationale.

Eirene - Eirene: studia Graeca et Latina. Praha, Ceskoslovenská Akad. Véd.

G&R - Greece and Rome. Oxford, Clarendon Press.

Hesperia - Hesperia: journal of the American School of Classical Studies at Athens. Athens, American School of Classical Studies.

JHS - The Journal of Hellenic Studies. London, Soc. for the Promotion of Hellenic Studies.

Klio - Klio: beiträge zur alten Geschichte. Berlin, Akademie - Verlag.

Ktèma - Ktèma: civilizations de l’Orient, de la Grèce et de Rome Antiques. Strasbourg, Centre de Recherche sur le Proche-Orient et la Grèce Antique et Groupe de Rech. d’Histoire Romaine.

OJA - Oxford Journal of Archaeology. Oxford, Blackwell.

Opus - Opus: rivista internazionale per la storia economica e sociale dell’antichità. Roma, Opus, Cas. Post. 13157.

REA - Revue des Études Anciennes. Talence, Domaine Univ., Sect. d’Histoire.

RH - Revue Historique. Paris, Presses Universitaires de France.

RMAE - Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia. São Paulo, Universidade de São Paulo.

Teiresias - Teiresias: a review and continuing bibliography of Boiotion Studies. Montreal, McGill University.

Topoi (Lyon) - Topoi: Orient - Occident. Lyon, Univ. de Lyon II, Maison de l’Orient Mediterranéen. Paris, de Boccard.

 

PROJETO DE PESQUISA

 

1. Título.

Arqueologia e História Rural da Ática no Período Arcaico.

 

2. Ementa.

Elaborar um modelo explicativo acerca do significativo abandono da temática rural, particularmente na passagem da cerâmica ática de figuras negras para a de figuras vermelhas, entre o fim do período arcaico e o segundo quartel do quinto século, a partir de uma interpretação analítica dos textos antigos e dos vestígios materiais.

 

3. Apresentação da Problemática.

A pesquisa procura investigar um fenômeno muito pouco desenvolvido, porém de grande interesse para o especialista contemporâneo que se dedica ao estudo da sociedade políade grega. Trata-se de uma análise que busque explicar a mudança temática ocorrida entre o final da época arcaica e início da clássica, ao nível das representações imagéticas rurais. Seguindo por este caminho, duas questões conduzirão esta pesquisa: porque um certo tipo de imagem rural, utilizada nos vasos áticos de figuras negras, desaparecerá na virada do sexto para o quinto século antes de Cristo[1]? Porque outros temas rurais, não trabalhados no período arcaico, serão introduzidos na primeira metade do quinto século em vasos áticos de figuras vermelhas?

A análise que nos propomos a fazer é resultado direto das conclusões produzidas pela minha tese de doutorado, defendida em 1997[2]. Ao longo daquela pesquisa, quando da elaboração do catálogo de cenas rurais nos vasos áticos de figuras vermelhas, pude constatar[3], muito embora não tenha ido além da constatação, já que não era este o objeto do meu estudo, a ausência de diversos temas ligados à khóra ateniense trabalhados pelos pintores ao longo do período temporal anterior à organização do meu catálogo, isto é, no sexto século. Para o período arcaico foram identificados doze temas rurais, dos quais apenas cinco conheceram uma continuação na época posterior. Assim sendo, sete temas marcadamente rurais foram completamente abandonados pelos pintores áticos ao longo de todo o período clássico[4].

Torna-se pertinente, neste sentido, a elaboração de uma pesquisa que permita explicar o porque desta seleção de temas rurais entre os pintores de vasos áticos. Para que ela possa atingir os seus objetivos, no entanto, é necessário estabelecer dois pontos básicos. O primeiro deles é proceder a um levantamento exaustivo no Corpus Vasorum Antiquorum e na vasta bibliografia especializada, como forma de organizar um catálogo de cenas rurais nos vasos áticos de figuras negras. Esta tarefa tem por objetivo organizar e controlar melhor os inúmeros dados provenientes deste tipo de documentação. O segundo ponto é o de inserir este catálogo no interior do quadro histórico e arqueológico da Atenas arcaica. Esta etapa implica também uma leitura exaustiva dos textos antigos e dos relatórios parciais ou finais de escavações realizadas no território rural ático, no particular, e das póleis gregas, no geral. Este ponto já está bem adiantado, tendo em vista que, durante a elaboração da minha tese de doutorado, a maior parte desta documentação havia sido lida. Com a elaboração destes dois pontos, será possível organizar diferentes níveis de análise, entre as quais destacamos:

1. estabelecer uma organização metodológica entre os catálogos de cenas rurais dos vasos áticos de figuras negras e vermelhas (este último já organizado), ao nível:

1.1. dos temas que permaneceram;

1.2. dos temas que desapareceram;

1.3. das mudanças (se é que elas existiram) das técnicas agrícolas, como por exemplo: dos instrumentos utilizados para colheita de frutas, para a pesca; dos diferentes tipos de prensa usadas para a fabricação do azeite, da farinha e do vinho; dos instrumentos agrários utilizados pelos camponeses[5].

2. verificar, através do local de achado do vaso ático (quando este dado for disponível):

2.1. a circulação de temas rurais no interior da pólis ateniense e nas regiões da bacia Mediterrânica e do Mar Negro;

2.2. quem poderia ser o possível cliente para este tipo de repertório imagético;

2.2.1. haveria algum tipo de objetivo para que temas tão específicos e corriqueiros da vida cotidiana ática, como deveriam de ser os diversos aspectos da vida rural, fossem produzidos pelos pintores áticos de figuras negras.

3. como estavam distribuídos, ao nível da classificação dos vasos, os temas rurais ao longo do período arcaico. 

 

Os diferentes elementos apontados acima, quando analisados no seu todo, permitem uma aproximação maior daquelas duas questões chaves observadas anteriormente, as quais precisam ainda ser respondidas pelas pesquisas atuais: porque um certo tipo de imagem rural, utilizada nos vasos áticos de figuras negras, desaparecerá na virada do sexto para o quinto século? Porque outros temas rurais, não trabalhados no período arcaico, serão introduzidos na primeira metade do quinto século em vasos áticos de figuras vermelhas?

 

4. Critério de Relevância.

4.1. A Relevância Científica.

Considerando que o interesse dos arqueólogos e historiadores pelo território das póleis gregas é um fenômeno recente, principalmente se comparado com os trabalhos largamente desenvolvidos no âmbito das instituições, dos cemitérios e dos santuários ligados ao espaço urbano, esta pesquisa situa-se na ponta das atuais investigações desenvolvidas pelos principais centros de estudos do mundo. A nossa pesquisa adquire uma relevância significativa, neste sentido, já que ela se propõe a analisar um objeto muito pouco desenvolvido pela historiografia contemporânea, abrindo novos espaços para futuras pesquisas ao nível de pós-graduação.

 

5. Critério de Viabilidade.

5.1. Recursos Materiais.

A viabilidade do projeto assenta na existência de parte da documentação arqueológica, particularmente, aquela relacionada à coleção do Corpus Vasorum Antiquorum, a qual nós possuímos um número significativo que está espalhado em quatro bibliotecas brasileiras (no Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional; em São Paulo: Biblioteca Municipal Mário de Andrade, Biblioteca do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, Biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas) e da documentação textual antiga em inúmeras bibliotecas do país. Deve ser acrescentado que, com o atual avanço de redes de informática, dispomos de um número ainda maior de documentos antigos através da internet. Com relação aos periódicos e a bibliografia contemporânea, as bibliotecas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, bem como, a biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro oferecem um acerco bastante significativo, proporcionando um excelente ponto de partida para as pesquisas em antigüidade grega. Posteriormente, ao levantamento sistemático e exaustivo da documentação disponível no Brasil, pretendemos ir à Escola Francesa de Atenas, que ao longo dos seus mais de cento e cinqüenta anos, apresenta uma acervo documental que dispensa comentários. Neste centro de pesquisa, objetivaremos completar as nossas leituras, bem como analisar o material epigráfico pertinente à nossa pesquisa. Devem ser acrescentados, ainda, os contatos que venho estabelecendo com uma grande especialista francesa na área de arqueologia rural grega, Michèle Brunet, da Universidade Paris I. A referida professora tem me ajudado bastante, através das suas contribuições críticas, se colocando, desde já, disponível, para futuras orientações de pesquisa.

 

5.2. Tempo Disponível para a realização da Pesquisa.

Como professor do Departamento de História, do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, disponho de Dedicação Exclusiva. Neste sentido, consagro as minhas horas livres exclusivamente à pesquisa.

 

6. Objetivos do Projeto

Construir uma análise explicativa, a partir dos textos antigos e dos vestígios materiais, acerca das mudanças temáticas ocorridas entre o final do período arcaico e o segundo quartel do clássico, ao nível das representações imagéticas rurais nos vasos áticos.

 

7. Hipóteses de Trabalho.

7.1. As reformas política e econômica propostas por Sólon deixam transparecer uma pólis ateniense ainda em processo de integração, com forte ênfase nas atividades rurais. 

7.2. A variedade e quantidade de cenas rurais na cerâmica ática de figuras negras fazem parte do programa político, econômico, social e ideológico de integração dos espaços rural (khóra) e urbano (ásty) desenvolvido pelos pisístrades.

7.3. As reformas políticas propostas por Clístenes produziram muito pouco impacto na mudança de tratamento do espaço rural pelos pintores áticos.

7.4. A derrota persa para os gregos e a construção do império marítimo ateniense trouxeram a valorização do espaço urbano (ásty) em detrimento do espaço rural (khóra), implicando a passagem de uma seqüência lenta de distanciamento para um processo acelerado de abandono da temática rural da cerâmica ática, a partir da segunda metade do quinto século.

 

8. Teoria e Método.

8.1. Teoria.

O período arcaico ateniense está diretamente relacionado aos nomes de Sólon, Pisístrato e Clístenes. Cada um deles, em momentos específicos, ao longo do sexto século, vai intervir na sociedade, como agentes políticos, propondo um conjunto de medidas com o intuito de superar situações extremamente tensas que, se já não caracterizavam, caminhavam muito rapidamente para a guerra civil[6]. As ações colocadas em prática, pelos respectivos agentes públicos, deixam transparecer uma sociedade predominantemente rural, onde o calendário que regulava a vida no seu interior estava baseado nas atividades agrícolas, onde a terra era exclusiva do cidadão e onde o proprietário fundiário gozava de um importante status sócio-político, econômico e ideológico no interior da sociedade ateniense[7].

As posições assumidas na parte final do parágrafo anterior, em particular, aquelas que destacam uma Atenas marcadamente rural, com forte ênfase na terra e nas diferentes atividades desenvolvidas na khóra, definem duas questões de natureza distintas. A primeira delas, de cunho mais histórico, atribui às elites, com longa tradição, prestígio e interesse no espaço rural, uma participação destacada no gerenciamento da pólis, encaminhando propostas políticas de acordo com os seus interesses de grupo, em detrimento de outros setores, principalmente os camponeses e a população citadina, centrada na atividade comercial e na artesanal[8]. A segunda questão é de ordem teórica, já que aponta a pesquisa em direção à uma posição marcadamente primitivista[9]. Esta escolha é o resultado direto de um conjunto de questões formuladas por autores afinados com esta proposta teórica. Elas nos permitem conceber melhor a realidade histórica que estamos tratando.

De imediato, seria oportuno destacar dois importantes postulados teóricos esboçados por estes autores. Estes postulados falam de diferenças entre as sociedades situadas no período anterior e posterior da revolução industrial e da consolidação do capitalismo. Estas diferenças trazem à tona especificidades presentes nas sociedades pré-capitalistas, em particular, na sociedade arcaica ateniense, que é aquela que nos interessa, que não podem ser esquecidas ou negligenciadas pelas excessivas (e muitas vezes simplificadas) generalizações históricas. Estas diferenças podem ser agrupadas em duas importantes questões: de imediato, a inexistência de uma palavra, no antigo grego, que viesse a designar o conceito de economia, tal qual concebemos nos dias de hoje. A segunda questão diz respeito à falta de uma economia de mercado em sociedades anteriores ao advento do capitalismo. Analisemos, em separado, cada uma delas.

Para o caso da inexistência de um termo no antigo grego que viesse a designar o conceito de economia, como foi concebido a partir da modernidade, seria oportuno começarmos pelo próprio significado de oi*konomi?a, palavra grega que originou o vocábulo economia. De acordo com Wartelle, responsável pela tradução francesa e comentários da obra Oi*konomikovV, do corpus aristotélico[10], ela se compõe etimologicamente de dois elementos: o primeiro, oi!koV, cujo significado vai além daqueles significados expressos pelos termos oi*kiva ou dw`ma. A ênfase, neste caso, reside fortemente no conjunto dos bens que a família possui e não apenas no local de habitação[11]. O segundo elemento, prossegue Wartelle, corresponde ao verbo nevmein que significa administrar, gerir, dirigir, regulamentar, administrar e organizar[12]. A palavra oi*konomiva adquire, neste sentido, o significado de gerir, dirigir, administrar [...] o conjunto de bens possuídos privadamente por uma dada família. De acordo com Wartelle, esta palavra parece ter sido empregada pela primeira vez, no sentido definido acima, por Xenofonte no seu tratado denominado Oi*konomikovV. Verifica-se, nesta obra, que o seu objetivo era o de ser um guia prático para os proprietários fundiários, principalmente para aqueles mais ricos. O referido tratado, diferentemente do que poderíamos ser levados a pensar, a partir dos próprios títulos das traduções modernas (The Oeconomicus; Économique, O Econômico), tem como fundo narrativo, uma forte ênfase no campo da moral e da ética, mas, não no da esfera econômica[13]. A falta de um vocábulo, como bem observou Moses Finley, não quer dizer que os gregos não “trabalhavam a terra, negociavam, fabricavam objetos, escavavam as minas, decretavam impostos, depositavam dinheiro e faziam empréstimos, tinham lucros ou entrevam em falência”[14]. Esta ausência seria decorrência da integração do processo econômico em instituições extraeconômicas[15] ou a não combinação das atividades especificadas acima em um sistema diferenciado de sociedade[16]. Constata-se, portanto, que o conceito moderno de economia, visto enquanto um sistema autônomo e subordinador dos demais sistemas e subsistemas constitutivos das sociedades contemporâneas, não existe fora do âmbito do sistema capitalista. Em sociedades anteriores ao seu advento, a economia é parte integrante e interdependente dos demais sistemas e subsistemas, estando mesmo subordinada aos fatores políticos, sociais, culturais, jurídicos e ideológicos[17].

A segunda questão diz respeito à inexistência de uma economia de mercado em sociedades anteriores ao advento do capitalismo. Karl Polanyi a definiu como sendo uma estrutura institucional ou um sistema auto-regulável de mercados[18]. O referido autor reconhece tímidos começos ou uma instituição bastante instável de transações de mercado no mundo antigo grego[19], destacando a própria ágora ateniense que, na época de Aristóteles, teria sido um dos primeiros a ser criado[20]. Com relação à pólis ateniense, em termos mais atuais, a historiografia tende a reconhecer a existência de mercados apenas na ásty, no porto do Pireu e na região mineira do Soúnion. A quase totalidade do território ático, no entanto, caracterizou-se por uma ausência notável de evidências materiais que indicassem a presença de mercados locais[21]. Os três mercados citados acima, no entanto, devem ser compreendidos num raio de ação local, não indo muito além dos seus próprios marcos fronteiriços. O que não deve ser perdido de vista, no entanto, é que uma economia dirigida pelos preços do mercado e nada além dos preços de mercado estava longe de ser a realidade da pólis ateniense, principalmente no período arcaico, momento histórico em que a nossa pesquisa está situada. Moses Finley foi mais longe, propondo, inclusive, como hipótese de seu trabalho que um tipo de economia calcada em tais pressupostos nunca surgiu na antigüidade, tendo em vista que a “sociedade nunca possuiu um sistema econômico que fosse uma enorme conglomeração de mercados interdependentes”[22]. Logo, economia de mercado está diretamente associada com o advento e o posterior desenvolvimento do capitalismo[23].

Em vista da especificidade que as sociedades anteriores ao advento do capitalismo apresentam, é necessário controlar as possíveis generalizações, bem como perceber uma série de questões presentes no período arcaico ateniense, as quais serão extremamente importantes para o nosso objeto de pesquisa. Buscaremos especifica-las a partir de dois grupos.

 a. Constata-se uma forte vinculação entre o conceito de liberdade e o de auto-suficiência da pólis e do polítes. A verdadeira eleuthería estaria diretamente relacionada com a plena autárkeia. Liberdade e auto-suficiência proporcionariam a eudaimonía, não no sentido restrito do termo felicidade mas, na sua concepção mais ampla, capaz de proporcionar uma vida feliz ao corpo cívico, logo a todo o Estado. Observa-se, portanto, que o sentido dado à palavra pólis acaba se equivalendo ao termo autárkeia, já que o objetivo final da primeira seria o de alcançar a segunda. A relação de equivalência, neste sentido, redimensiona o conceito de pólis, transformando-o em um conjunto de bens auto-suficientes que visam proporcionar o bem-estar dos cidadãos. Este redimensionamento sugere, portanto, que todos os bens de um dado território, principalmente a terra, pertencem à comunidade, logo sendo propriedade exclusiva do corpo cívico[24]. Assim sendo, apenas o cidadão terá garantido o direito de propriedade no interior da pólis, enquanto que, para todos os demais membros da comunidade, salvo por decisão da ekklesía, durante o período clássico, tal prerrogativa será vedada. O Estado deverá proporcionar a cada cidadão o direito de usufruir dos bens disponíveis no território, dotando-o, desta forma, com os meios necessários para alcançar a auto-suficiência.

A idéia do bem-estar ser proporcionado ao cidadão pelo Estado, em oposição à sua simples existência, está presente nas obras de Aristóteles. Ela goza de um papel de extrema importância na sua doutrina política e ética, já que ela visa demonstrar que a condição de bem-estar é a mesma que pertencer a pólis[25]. Deve ser observado, no entanto que mesmo para Aristóteles, que tanto insistiu na análise deste objeto, o pressuposto da auto-suficiência, responsável por gerar uma vida feliz, deve ser observado sob o ponto de vista de um ideal que toda a comunidade políade deve alcançar[26].

Há uma passagem no texto de Tucídides que, se acrescida aos pressupostos enunciados acima, possibilitará entrevermos o tipo de homem forjado no seio da cultura arcaica ateniense. Antes, porém, citemos a passagem:

“Por causa, então, da sua longa vida de independência (au*tonovmw/) no espaço rural (cwvran), a maioria dos atenienses, desde os tempos imemoriáveis e dos seus descendentes até o início desta guerra, por força do hábito, mesmo depois da sua união política com o espaço urbano (xunw/kivsqhsan), continuou a viver, com suas famílias, no campo onde eles tinham nascido. Não lhes foi fácil, portanto, abandonar os lares, ainda mais porque haviam reparado pouco tempo antes os danos ocasionados pelas guerras com os persas. Deixavam para trás, abatidos e entristecidos, suas casas (oi*kivaV) e seus objetos e lugares sagrados (i&eraV) - herdados do antigo modo de vida dos seus pais (e*k th~V kataV toV a*rcai~on politeivaV pavtria) - e, ao renunciarem à sua maneira de viver, era como se cada um deles estivesse privado de sua cidade (povlin).[27]

 

Esta longa passagem se insere no momento de evacuação de uma parte da população rural do território ático em direção à ásty. O seu contexto histórico é o início da guerra do Peloponeso. Ela fornece interessantes indícios sobre o modo de vida que os atenienses levavam desde os tempos antigos, um tempo quase imemoriável. A citação fala da intimidade que a maior parte dos habitantes da Ática tinha com o espaço rural e da sua expectativa de vida ligada à terra. A colocação de Tucídides se aproxima, portanto, daquela visão apresentada por Aristóteles quase um século depois. A sua diferença, ou melhor, o elemento novo que ela trás consigo é a menção feita aos objetos e lugares sagrados tão próximos dos atenienses. Tomando pois este último elemento e acrescentando a relação entre propriedade fundiária e cidadania apresentada por Aristóteles, podemos caracterizar o homem da época arcaica (e clássica) ateniense como um ser social e político, movido por um forte sentimento religioso. Ele tem na família, na busca pela auto-suficiência e sobrevivência do seu oi#koV, na sua intimidade com o religioso e no seu envolvimento com o público a sua base de ação e de inserção no universo políade. Ele é muito diferente, portanto, daquele homem descrito por Adam Smith, segundo o qual estaria propenso para a barganha, a permuta e a troca de uma coisa pela outra. Como bem observou Karl Polanyi, este tipo de ser humano seria fruto exclusivo do capitalismo, tendo em vista que a sua caracterização é exclusivamente econômica[28].

b. A existência de fortes relações interpessoais presentes no cotidiano arcaico (e clássico) ateniense. A força motriz que as impulsionaria seria não apenas os fatores econômicos, como, também aqueles extraeconômicos. Elas parecem estar apoiadas em duas bases distintas: a primeira delas seria a reciprocidade. Este tipo de relação perpassa os campos da amizade, da vizinhança e do parentesco. Deve ser observado, porém, que estes campos interagem a partir dos valores de honra e vergonha[29]; a segunda base estaria assentada nos valores assimétricos entre indivíduos com status diferentes na sociedade arcaica (e clássica) ateniense. Tais relações não devem ser pensadas a partir do binômio cidadão / escravo, mas, preferencialmente, a partir de um outro, qual seja, entre cidadão / cidadão. Esta última situação pode ser plenamente visualizada no âmbito da patronagem[30].

Ao estabelecermos a caracterização da sociedade arcaica ateniense, definimos também aqueles elementos que julgamos mais relevantes, sob o ponto de vista da leitura, que devam ser levantados na documentação antiga. Quanto a forma e a maneira de levantarmos estes dados e o tratamento dispensados para a sua organização, veremos a seguir.

 

8.2. Método.

A pesquisa propõe analisar os textos antigos e os vestígios materiais da Atenas arcaica com o objetivo de compreender e explicar dois questionamentos: porque um certo tipo de imagem rural, utilizada nos vasos áticos de figuras negras, irá desaparecer na virada do sexto para o quinto século? Porque outros temas rurais, não trabalhados no período arcaico, serão introduzidos na primeira metade do quinto século nos vasos áticos de figuras vermelhas?

Começaremos, de imediato, a fazer uma análise crítica dos textos antigos. Esta análise pressupõe diferentes etapas, indo desde o levantamento de informações e indícios relativos ao mundo rural, até o cruzamento dos dados obtidos das várias leituras da documentação literária. Neste momento, procederemos a seleção das informações obtidas. A seguir faremos uma análise minuciosa dos vestígios materiais relativos ao período por nós delimitado. Esta análise permitirá classificar os diferentes tipos de vestígios, identificar o seu local de achado (quando isto for possível), estudar a aplicação da técnica agrícola através das comparações realizadas entre os utensílios agrícolas encontrados e as suas representações nos vasos áticos, a fim de perceber ou não variações no desenvolvimento da técnica no corte temporal estabelecido pela pesquisa. Por fim, buscaremos comparar os dados advindos dos textos antigos e dos vestígios materiais. Esta é uma necessidade básica, levando-se em consideração o conjunto extremamente reduzido de informações sobre o mundo rural legado pelos autores antigos gregos. Apesar de ser uma exigência, devemos buscar um controle efetivo desta transdisciplinaridade, a fim de preservar as especificidades da História e da Arqueologia[31].

Por mais óbvio que pareça esta necessidade de se utilizar a Arqueologia como um importante caminho para a obtenção de valiosas informações, Greene demonstrou recentemente que o óbvio muitas vezes não se materializa em termos de uma exigência. Este pesquisador observou que um dos mais importantes objetivos do seu livro era aumentar o conhecimento crítico dos trabalhos dos arqueólogos entre os não arqueólogos[32].

Deve ser observado, no que diz respeito especificamente aos vasos áticos de figuras negras, que iremos seguir de perto o modelo de classificação, análise e interpretação proposto por Malagardis. Ela trabalhou quase que exclusivamente com este tipo de cerâmica, estabelecendo os principais tópicos sobre o mundo rural ático durante o período arcaico. Os temas que ela identificou foram: cenas pastoris, de caça, de caça aos pássaros, de pesca, de lavrar e de semear os campos, de fabricação de farinha e do pão, de culturas arbustivas, de colheita das oliveiras, de fabricação do azeite, de vindimas e do pisoamento das uvas, de colheita de frutas e de apicultura. O que desejamos é o mesmo que Malagardis desejava, isto é, através da utilização dos vasos áticos de figuras negras e suas imagens:

“[...] tentar lançar simplesmente alguma luz sobre as condições materiais das pessoas da terra, chegar mais perto das suas técnicas, no interior da sociedade rural que é a sua, ver se aquilo que as outras fontes nos apresentam pode se confirmar[33]”.

 

O seguir de perto um determinado modelo não implica, contudo, a sua total aceitação. Verifica-se, no referido trabalho de Malagardis, uma proposta de utilizar apenas as cenas, cujos personagens sejam humanos, excluindo todas as demais imagens rurais onde sátiros estejam envolvidos na presença ou não de uma divindade[34]. Esta preocupação da autora pode até parecer compreensível em um primeiro momento, tendo em vista que o seu objetivo é o de buscar recuperar ‘[...] as condições materiais das pessoas da terra, chegar mais perto das suas técnicas [...]’. Constata-se, porém, ao nosso ver, a emergência de alguns entraves, se limitarmos o nosso foco de análise apenas as cenas envolvendo personagens humanos. Estes limites podem ser agrupados em dois pontos: tendo em vista o pequeno volume de informações sobre as atividades desenvolvidas na khóra ática, corremos o sério risco de abrir mão de um conjunto de dados contidos nas imagens da cerâmica ática de figuras negras. Este risco pode ser plenamente compreendido quando exemplificado pelo processo de apisoamento das uvas nos vasos áticos de figuras vermelhas. Se a nossa análise ficasse restrita às imagens com representações humanas, apenas dois vasos, de um total de dezesseis produzidos entre o final do sexto e o terceiro quartel do quinto século, poderiam ser estudados, deixando de fora da análise a quase totalidade das representações[35]! O segundo ponto diz respeito à uma observação importante feita por Schnapp. Segundo este autor, as representações envolvendo comportamentos da vida de heróis e / ou deuses não podem existir no imaginário senão pelo seu contrário[36]. Neste sentido, partimos do pressuposto que muitas imagens envolvendo elementos não humanos projetam ações presentes no espaço rural ateniense. Este procedimento garante um aumento considerável de informações sobre o nosso objeto de pesquisa.   

Após obtermos os resultados das análises advindas da documentação, iremos comparara-las aos dados provenientes das pesquisas contemporâneas desenvolvidas no campo da História e da Arqueologia acerca da khóra ática. Com a conclusão desta fase, estaremos aptos para apresentar os resultados finais da nossa pesquisa.

Estamos cientes das dificuldades metodológicas em operacionalizar documentos com naturezas diversas. Esta diversidade implica o conhecimento de algumas questões prévias, como por exemplo: ao nível dos textos antigos. Trata-se de um documento público ou privado; o documento em questão conheceu uma circulação pública ou privada; trata-se de uma fonte direta ou indireta ao documento estudado; qual a relação estabelecida entre emissor (autor) / receptor (público ouvinte ou leitor)[37]. Ao nível arqueológico. Primeiro: reconhecemos, de imediato, que a imagem presente no vaso ático é uma construção, uma obra relacionada com a cultura (políade), e não um decalque, uma reprodução fotográfica do real[38]. Segundo: a cerâmica ática figurada, vista aqui como um importante suporte de informação, permitindo-nos compreender e explicar a sociedade ateniense, apresenta, da mesma forma como assinalado mais acima para os textos antigos, um conjunto de problemas ainda não resolvidos. Apesar de reconhecer os enormes avanços produzidos nas últimas décadas, Moses Finley levantou uma série de questões que ainda não foram suficientemente respondidas pelas atuais pesquisas acerca da cerâmica. Muito embora ele estivesse se referindo à cerâmica romana, tanto italiana, quanto gaulesa e / ou norte africana, acreditamos que muitas delas, senão todas, podem ser aplicadas também ao mundo antigo grego. Estas questões começam pelo número ainda pequeno de identificação de lugares onde era feita a cocção, faltando inclusive, naqueles lugares já identificados, uma investigação sistemática. Em segundo lugar, continua o autor, a propriedade das oficinas e da sua mão de obra são desconhecidas, excetuando alguns pequenos casos que indicam a presença ou ausência de escravos entre a mão de obra. A nossa ignorância continua em aspectos centrais, como na relação entre os oleiros e as oficinas com a propriedade da terra (incluindo os leitos de argila), com os homens envolvidos no comércio, ou com as “sucursais” em outros lugares[39].

Nosso projeto apresenta dois importantes pressupostos metodológicos: o primeiro diz respeito ao documento analisado. Este, independentemente da sua natureza, apresenta frações indiretas de informação da realidade que se quer explicar. O segundo pressuposto está relacionado ao pesquisador e aos níveis de realidade que o perpassam, isto é, a teórica, a dos saberes (historiográfico e arqueológico) e a documental. Analisemos em separado cada um deles.

A construção teórica pressupõe um conhecimento formal e preestabelecido. Este conhecimento é representado por um conjunto de conceitos e de categorias que pretendem evocar os fenômenos sociais. Por exemplo: concebemos, a priori de qualquer pesquisa, que toda sociedade seja formada pelo conjunto de relações entre diversos sistemas e subsistemas que a compõem. O sistema é um conjunto de fenômenos da mesma natureza, interligados, interdependentes e complementares, abertos para entrada e saída de comunicação entre os demais sistemas. Este conjunto de relações sistêmicas interagem num movimento de permanência, mudança ou auto-regulação do conjunto. Podemos observar que o nível teórico da realidade que se irá pesquisar consiste de conceitos e de categorias preestabelecidos que fornecem ao pesquisador referências de observação e de análise[40].

A realidade dos saberes (historiográfico e arqueológico) consiste no conjunto do conhecimento produzido acerca do fenômeno que se pesquisa. Um conjunto de discursos construídos pelos especialistas que se apresenta como verdade científica, que traz em seu bojo as variações do próprio conhecimento científico e de questões pertinentes ao tempo social e histórico a que pertence.

A realidade documental subentende um conjunto de informações potenciais de diversas naturezas: textos antigos diversificados e vestígios materiais heterogêneos. Os documentos são suportes de possíveis informações. Os dados que são extraídos devem estar relacionados ao objeto de pesquisa. Os dados são elementos de construção do que se quer explicar. Cada informação só tem significado se houver correspondência entre o fenômeno que se quer interpretar e os três níveis de realidade que se apresentam ao pesquisador. Deve-se ressaltar que em nenhum momento da pesquisa o documento e as informações correspondem exatamente ao objeto estudado: este é uma construção interpretativa do pesquisador[41]. Podemos até admitir que acontecimentos apareçam nos documentos, mas eles não se confundem com o fato em pesquisa e, para nós, ele só nos interessa se nos trouxer alguma informação. Não temos a menor dúvida que o fato histórico não se identifica com o documento, nem com os acontecimentos que apareçam representados nos textos antigos ou nos vestígios materiais. O fato histórico é construído e pertence ao nível da ação discursiva do pesquisador. Ele é a explicação global de uma determinada problemática levantada pelo pesquisador.

Os três níveis de realidade devem se aproximar. Compete ao pesquisador procurar manter uma relação de identidade entre a realidade documental e os dois outros níveis durante a pesquisa e na fase de interpretação final. Para tal, ele pode alterar a teoria, refutar a literatura pertinente à questão ou mesmo modificar as suas hipóteses.

 

9. Organização e Tratamento da Documentação.

Os documentos estão sendo classificados inicialmente em duas espécies: textos antigos e vestígios materiais.

Os textos antigos sofreram, ao longo das suas leituras, uma nova classificação, de acordo com o gênero discursivo: poesia, prosa e epigrafia. Os vestígios materiais foram subdivididos, ao nível da forma, em objetos e suas expressões figuradas ou não. A fim de padronizar as informações num só tipo de categoria, transformaremos os documentos arqueológicos em linguagem através de descrições e correspondentes registros gráficos e fotográficos. Deve ser observado, uma vez mais, que os textos antigos e os vestígios materiais estão situados em diferentes níveis de abstração[42].

Estes documentos estão sendo hierarquizados segundo o grau de ligação com a representação do conhecimento da realidade a que se referem. Os textos antigos iniciam-se com as narrativas dos historiadores e com a epigrafia pública - leis e decretos, por exemplo - e privada. Depois, aparecem os discursos dos filósofos. A seguir, vêm os biógrafos e tratadistas. Por fim, os poetas. Quanto aos vestígios materiais, verifica-se que eles podem, muitas vezes, refutar as explicações propostas pelos textos antigos, em particular, as narrativas dos historiadores[43]. Como forma de estabelecer uma hierarquia, seguindo o mesmo princípio de aproximação com a realidade, situamos os vestígios materiais na mesma escala dos biógrafos e tratadistas, já que eles são norteados pelas regras do conjunto cultural, das leis das técnicas e das de uso.

Historiadores, filósofos, biógrafos, tratadistas, artesãos (entendidos aqui como criadores de objetos materiais), poetas e artistas fazem parte de uma realidade determinada no tempo e no espaço. Historiadores e filósofos têm compromisso com a verdade, de acordo com a regra do saber. Eles estão compromissados, no entanto, com as regras estéticas de sua época, já que vivem em uma sociedade e, por mais livre que sejam as suas criações, eles estão ligados ao tempo social e histórico. Biógrafos, tratadistas e artesãos vivem e compreendem a sociedade, criam imagens através das quais agem, mas, de alguma forma, eles são regidos por regras das técnicas que predominam em sua cultura. Os artistas e poetas, por seus trabalhos, deixam transparecer as constatações e aspirações sociais. Eles, durante a elaboração das suas obras, criam alguma coisa que é, no fundo, síntese dos movimentos sociais[44], participando na construção de uma realidade simbólica de valores que serão a referência existencial de sua comunidade[45]. A criação artística é o resultado da dinâmica e, ao mesmo tempo, encorajadora de novos movimentos. O mesmo se dá com o trabalho do artesão. Ele produz o que a sociedade precisa, de acordo com a cultura e a técnica conhecidas, porém, ao mesmo tempo, ele acaba criando novas necessidades. O artesão pode produzir um escudo em torre, em oito ou redondo. No momento, porém, em que ele produz um escudo redondo, com duplo punho, por exemplo, ele sinaliza e informa toda uma estrutura social, cuja mentalidade gira em torno do cidadão-soldado (o&plivthV) e não mais o herói-guerreiro.

É interessante observar, neste sentido, como fez Carandini, que os textos antigos e os vestígios materiais não devem ser encarados apenas como um produto dos sistemas intelectuais ou trabalhos abstratos. Eles trazem, em suas essências, uma clara anatomia social, de classe, reveladora das diferenças existentes no interior de uma dada sociedade[46].

Historiadores, filósofos, biógrafos, tratadistas, poetas e artistas, bem como suas obras, neste sentido, passam a ter uma significação pelas relações que estabelecem entre si e entre o conjunto sócio-econômico dos quais participam. Eles transmitem informações a respeito da sociedade políade grega e do objeto que norteia esta pesquisa - Arqueologia e História Rural da Ática entre o Início do Sexto Século até a Construção do Primeiro Império Marítimo Ateniense.

 

10. Plano Temático.

1. Introdução.

2. Análise do Processo Histórico e a Consolidação da Pólis Ateniense no Sexto Século.

2.1. O Impacto das Reformas de Sólon sobre os Pevnai Rurais.

2.2. Os Pisístrades e o Programa de Integração dos Espaços Urbano e Rural.

2.3. As Reformas de Clístenes e a Consolidação do Cidadão-Camponês.

2.4. A Mudança nos Rumos: as Guerras Médicas e a Consolidação do Império Marítimo.

3. As Imagens Rurais na Cerâmica Ática de Figuras Negras.

4. Organização Metodológica e Discussão dos Quadros Comparativos.

4.1. As Imagens Rurais nos Vasos Áticos de Figuras Negras e de Figuras Vermelhas.

4.1.1. Classificação das Imagens por Tema nas Épocas Arcaica e Clássica.

4.1.2. Classificação dos Vasos por Tema nas Épocas Arcaica e Clássica.

4.1.3. As Permanências e Mudanças de Temas nas Épocas Arcaica e Clássica

5. Os Vestígios Materiais Rurais e as Imagens nos Vasos de Figuras Negras e Vermelhas.

5.1. Estagnação ou Progresso das Técnicas Agrícolas na Passagem do VIº ao Vº séculos?

6. Conclusão.

 

 

 

 

 

 

 

11. Cronograma.

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12. Bibliografia.

12.1. Textos Antigos.

Devido ao fato das informações sobre o mundo rural ático, referentes ao período arcaico, serem escassas e estarem dispersas ao longo dos textos antigos, buscamos estabelecer critérios para a sua seleção e para a organização e análise dos dados a serem obtidos.

A sua seleção tomou por base a adoção de edições bilíngües em inglês / grego (Loeb) e em francês / grego (“Les Belles Lettres”). Esta é uma necessidade básica, já que nós temos a preocupação em conhecer corretamente o significado dos termos utilizados pelos autores antigos, no momento em que descrevem as diferentes situações envolvendo a khóra.

Ao mesmo tempo em que definimos este critério, fizemos também a opção em adquirir, quando disponível, estes textos. Consideramos importante tê-los ao alcance das mãos para tirarmos qualquer tipo de dúvida ou para fazer uma checagem imediata de uma possível análise que um dado autor contemporâneo, o qual estejamos lendo, possa estar fazendo a partir deles.

O corpus foi estabelecido a partir de dois critérios básicos: o primeiro está associado ao conhecimento prévio que nós temos deles. Este conhecimento é o resultado direto das leituras que fizemos não só ao longo do Mestrado e do Doutorado, como, também, como professor de História Antiga Grega, no Departamento de História, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desta forma, sabemos que é imprescindível rele-los, a fim de obtermos informações relativas ao espaço rural ático, no período arcaico. Este corpus deve ser visto, neste momento, como provisório, já que ele está em processo de formação. O seu crescimento vai depender, e aí reside o segundo critério, das sugestões críticas que iremos receber dos nossos pares, das leituras que iremos realizar em artigos e livros específicos sobre o mundo rural antigo grego. Este último aspecto é importante, já que os autores destes trabalhos podem nos colocar a par de textos antigos pouco citados, especificamente, os fragmentos. Sugestões críticas e leituras de trabalhos recentes irão nos proporcionar uma melhor compreensão sobre a dinâmica e o funcionamento da khóra ática entre o fim do período arcaico e início do clássico. Citamos, a seguir, aqueles textos considerados básicos para o estudo do espaço rural na época arcaica.

AESCHYLUS. Suppliant Maidens, Persians, Prometheus, Seven Against Thebes. London: William Heinemann, vol. 1, 1956.

___________. Agamemnon, Libation-Bearers, Eumenides, Fragments. London: William Heinemann, vol. 2, 1992.

ARISTOTLE. Historia Animalium. London: William Heinemann, 3 vols., 1990.

__________. Metéorologiques. Paris: Les Belles Lettres, 2 vols., 1982.

DIODORUS SICULUS. Library of History. London: William Heinemann, vol. 4, 1970.

HERODOTUS. History. London: William Heinemann, vol. 1 (1990); vol. 2 (1995); vol. 3 (1994); vol. 4 (1981).

HESIOD and THE HOMERIC HYMNS. London: William Heinemann, 1980.

HOMER. The Iliad. London: Willian Heinemann, 2 vols., 1993.

______ . The Odyssey. London: William Heinemann, 2 vols., 1995.

PAUSANIAS. Description of Greece. London: William Heinemann, vol. 1 (1992); vol. 2 (1993); vol. 3 (1988); vol. 4 (1995); vol. 5 (1995).

PLUTARCH. Theseus, Solon. London: William Heinemann, vol. 1, 1993.

__________. Themistocles, Aristides, Cimon. London: William Heinemann, vol. 2, 1948.

POETAS LÍRICOS. Greek Lyrics. London: William Heinemann,  vol. 1 (1994); vol. 2 (1988); vol. 3 (1991); vol. 4 (1992).

P. ARISTOTE. Constitution D’Athènes. Paris: Les Belles Lettres, 1985.

___________ . Économique. Paris: Les Belles Lettres, 1968.

THUCYDIDES. History of The Peloponnesian War. London: William Heinemann, volume 1, 1991.

XENOPHON. Oeconomicus. London: William Heinemann, 1992.

 

12.2. Dicionários, Obras de Referência, Livros Específicos.

A bibliografia contida neste projeto deve ser vista como provisória, já que ainda será realizado um levantamento exaustivo dos periódicos nas principais bibliotecas brasileiras e, posteriormente, na biblioteca da Escola Francesa de Atenas. As obras aqui relacionadas estão associadas não apenas ao conjunto de trabalhos que conheci ao longo dos meus cursos de Mestrado e de Doutorado, como, também, aos permanentes contatos que mantenho com as editoras no exterior, a fim de me manter atualizado em termos daquilo que é publicado relativo ao espaço rural ático.

A bibliografia está organizada em categorias, como forma de tornar mais claro os diferentes procedimentos por nós adotados. Com relação às pesquisas contemporâneas, elas foram organizadas a partir de quatro critérios básicos[47]:

1º. pesquisas arqueológicas relativas ao estudo do território ático. Estas pesquisas, por serem ainda em pequeno número, não sofreram um corte temporal tão radical. Assim sendo, mesmo aquelas pesquisas que estão situadas para além do período arcaico foram citadas, já que, a partir delas, é possível obter uma série importante de informações da época em que estamos estudando;

2º. trabalhos referentes à pólis ateniense. Também aqui foi mantido o critério adotado acima. Aquelas pesquisas mais significativas, que representam o ponto de virada nas pesquisas sobre a khóra ateniense, permaneceram citadas. É possível, a partir delas, obter uma série de dados sobre o território rural arcaico da pólis ateniense;

3º. pesquisas desenvolvidas, no âmbito da Arqueologia rural, em diferentes partes da Hélade. Elas permitem compreender melhor, a partir de uma série de indícios, a dinâmica e o funcionamento da Atenas rural no período arcaico;

4º. trabalhos que tratam da agricultura antiga grega, de uma forma geral.

 

12.2.1. Dicionários.

BAILLY, A. Dictionnaire Grec - Français. Paris: Hachette, s/data 

DAREMBERG, C.H. et SAGLIO, EDM. Dictionnaire des Antiquités. Paris: Hachette, 9 vols., s/data.

 

12.2.2. Obra de Referência.

CURTIS, E. and KAUPERT, J.A. Karten von Attika. Berlin: Dietrich Reimer, 1881 - 1900.

OSBORNE, M.J. and BYRNE, S.G. (Ed.) A Lexicon of Greek Personal Names - volume II. Oxford: Claredon Press, 1994.

 

12.2.3. Pesquisas Arqueológicas Relativas ao Território Ático.

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YOUNG, J.H. Studies in South Attica. Country Estates at Sounion, in: Hesperia 25 (1956) 122 - 146.

 

12.2.4. Trabalhos Referentes à Pólis Ateniense.

ANDERSON, J.K. Hunting in the Ancient World. Berkeley: Univ. of California Press, 1985.

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12.2.5. Pesquisas Referentes à Arqueologia Rural na Hélade.

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12.2.6. Trabalhos relativos à Agricultura Antiga Grega.

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[1] Todas as datas contidas nesta pesquisa são antes de Cristo (a.C.), salvo aquelas por mim especificadas.

[2] CHEVITARESE, A.L. Arqueologia, Antropologia e História Rural da Ática no Período Clássico. Tese defendida no Departamento de Antropologia, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Universidade de São Paulo. 2 volumes, 1997.

[3] Esta constatação era o resultado direto do importante estudo realizado por: MALAGARDIS, N. (1988) 95-134.

[4] Com relação à esta questão, ver: CHEVITARESE, A.L. (1997) 192-93.

[5] O termo camponês é empregue aqui levando em consideração as significativas mudanças produzidas pela democracia ateniense, a qual atenuou em muito as fortes pressões políticas, econômicas e sociais dos setores mais ricos da cidadania em detrimento daqueles cidadãos mais pobres. Sobre esta questão, ver: WOOD, E.M. (1989) 81-125.

[6] Sobre o emprego do termo sta?siV pelos autores antigos, caracterizando violentos conflitos em cada uma das intervenções mencionadas acima, ver, por exemplo: em Sólon: P. ARISTÓTELES. Constituição de Atenas 5.2, 13.1-2; em Pisístrato: P. ARISTÓTELES. Op. Cit. 14.4, HERÓDOTO 1.59-61; em Clístenes: P. ARISTÓTELES. Op. Cit. 20.1, 20.4; HERÓDOTO 5.70, 5.72.

[7] A agricultura sendo a base econômica da pólis, ver, por exemplo: MALAGARDIS, N. (1988) 96; WOOD, E.M. (1989) 106; OSBORNE, R. (1987) 16; OSBORNE, R. (1991a) 142; o calendário agrícola regulando a dinâmica da sociedade ateniense, ver: OSBORNE, R. (1987) 13-16, 21, 138, 165, 172-74; a terra sendo exclusiva do cidadão, ver, por exemplo: OSBORNE, R. (1987) 142, 185; RIHLL, T.E. (1991) 105; AUSTIN, M. e VIDAL-NAQUET, P. (1986) 99-102; FINLEY, M.I. (1991) 92; MACDOWELL, D.M. (1987) 133; BURFORD, A. (1993) 24; ANDREWES, A. (1984) 97

[8] As lutas travadas entre ricos e pobres antes e depois da intervenção de Sólon, bem como a sua organização censitária, marcadamente timocrática, são bons exemplos dos fortes interesses que os ricos tinham no espaço rural e na política. Sobre estas questões, ver: P. ARISTÓTELES. Op. Cit. 5.1-12.5; mesmo a democracia ateniense parece não ter alterado profundamente os dois interesses dos ricos. Sobre este último ponto, ver, por exemplo: P. ARISTÓTELES. Op. Cit. 27.3; PLUTARCO. Cimon 10.1-2; XENOFONTE. Econômico 6.13-21.12.

[9] ANDREAU, J. Présentation: Vingt ans après L’Économie Antique de Moses I. Finley, in: Annales 50, 5 (1995) 947 - 60; DESCAT, R. L’Économie Antique et la Cité Grecque, in: Annales 50, 5 (1995) 961 - 80.

[10] (P.) ARISTOTE. Économique. Paris: Les Belles-Lettres, 1968, p. VII, nota 1.

[11] Estando completamente de acordo com Wartelle, ver: FINLEY, M.I. (1986) 21.

[12] Para os três últimos significados ver: FINLEY, M.I. (1986) 19.

[13] IBIDEM. 20-24.

[14] IBIDEM. 24-25.

[15] POLANYI, K. Comercio y Mercado en los Imperios Antiguos. Barcelona: Labor, 1976 (1957), p. 118; POLANYI, K. A Grande Transformação. As Origens da Nossa Época. Rio de Janeiro: Campus, 1980 (1944), p. 61.

[16] FINLEY, M.I. (1986) 25.

[17] Concordando teoricamente com as colocações apontadas acima por K.Polanyi e por M.I.Finley, ver: AUSTIN, M. e VIDAL-NAQUET, P. (1986) especialmente páginas 15-31.

[18] POLANYI, K. (1980) 55, 57-60.

[19] ___________. (1976) 113, 132.

[20] ___________. (1976) 130.

[21] OSBORNE, R. (1987) 79, 108, 130; concordando criticamente com este ponto de vista, ver: WOOD, E.M. (1989) 108.

[22] FINLEY, M.I. (1986) 26. A inexistência de uma enorme conglomeração de mercados interdependentes pode ser explicada pelo fato do campesinato, sendo a maioria da população políade, representar o mais baixo e o menos elástico mercado possível para a produção urbana. Estes dois fatores estão diretamente associados às restrições de concentração de renda sofridas por esse grupo social. Sobre esta questão, ver: FINLEY, M.I. (1986) 171-205, especialmente pp. 171-192; WOOD, E.M. (1989) 106, 111.

[23] Estando em concordância direta com as colocações teóricas apresentadas acima, sem que no entanto tenha se pautado nas argumentações de Karl Polanyi ou de Moses Finley, ver: KULA, W. Problemas y Métodos de la Historia Económica. Barcelona: Península, 3ª. ed., 1977 (1963), capítulo VI, especialmente pp. 165-167, 171, 173-75 e capítulo VII, particularmente pp. 193-95. 

[24] BURFORD, A. (1993) 16-33; RIHLL, T.E. (1991) 104-110, especialmente p. 105; para um maior desenvolvimento desta questão, ressaltando exemplos em textos antigos gregos, ver: CHEVITARESE, A.L. (1997) 164-165.  

[25] ARISTÓTELES. Política 1252b 30, 1257b 41, 1258a 1-3, 1258b 28 - 1253a 1, 1278b 20-29, 1280b 34 - 1281a 2, 1326b 4; Ética a Nicômaco 1097 b 9-17; Econômico 1343a 10.  

[26] Ver, por exemplo: OBER, J. (1985) 17; De STE, G.E.M. (1989) 47.

[27] TUCÍDIDES. 2.16.1-2.

[28] Sobre as críticas ao homem descrito por Adam Smith, ver: POLANYI, K. (1980) 59.

[29] Quanto a aplicabilidade do conceito de reciprocidade em sociedades pré-capitalistas, ver: POLANYI, K. (1980) 64-65; sobre a importância que o antigo grego dava aos valores de amizade, vizinhança e parentesco, ver, por exemplo: OSBORNE, R. (1991) 127-153; GALLANT, T.W. (1991) 144-169; quanto a importância dos valores de honra e vergonha nas sociedades mediterrânicas, ver: PERISTIANY, J. G. (Ed.) (1988), com destaque para as páginas 141-155.

[30] Apesar de existir uma forte resistência ao emprego de conceito patronagem no âmbito da antigüidade arcaica e clássica ateniense, a historiografia contemporânea tem oferecido interessantes análises acerca deste objeto, ver, por exemplo: FINLEY, M.I. A Política no Mundo Antigo. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, pp. 54-65; WALLACE-HADRILL, A. (1990) 15-47; quanto ao emprego de tal conceito nas relações entre os ricos e poderosos e os autores de textos literários antigos gregos, ver: GOLD, B.K. (1987) 15-38; para uma visão mais cautelosa, muito embora a sua aplicação não seja negada pelo autor, ver: GARNSEY, P. (1989) 84-85.

[31] BRUNEAU, Ph. Source Textuelles et Vestiges Matériels: Réflexions sur l’Interprétation Archéologique, in: Suppl. BCH (1974) 31; CARANDINI, A. Archeologia e Cultura Materale. Lavori senza Gloria nell’Antichita Classica. Bari: De Donato, 1979, 16.

[32] GREENE, K. The Archaeology of Roman Economy. London: B.T.Batsford, 1986, 16.

[33] MALAGARDIS, N. (1988) 97.

[34] IBIDEM. 106.

[35] Sobre este ponto, ver: CHEVITARESE, A.L. (1997) 210-212 e as fichas 73 a 88 contidas no volume 2.

[36] SCHNAPP, A. (1987) 121.

[37] FINLEY, M.I. (1985) 27-46; MOMIGLIANO, A. Los Historiadores del Mundo Clásico y su Público: Algunas Indicaciones, in: La Historiografia Griega. Barcelona: Crítica, 1984, pp. 105-121.

[38] MALAGARDIS, N. (1988) 107.

[39] FINLEY, M.I. (1985) 23-24; para uma discussão recente acerca do estatuto social dos artesãos envolvidos na fabricação dos vasos áticos, ver: SARIAN, H. (1993) 105-120.

[40] GARDIN, J.-C. La Logique du Plausible. Essais d’Epistémologie Pratique en Sciences Humaines. Paris: M.S.H., 1987.

[41] MOBERG, C.A. Introdução à Arqueologia. Lisboa: Ed. 70, 1986, pp. 61-62.

[42] Ver, além da nota 31: FINLEY, M.I. (1985) 21-22; SNODGRASS, A.M. Archaeology, in: CRAWFORD, M. (Ed.) Sources For Ancient History. Cambridge: Cambridge University Press, 1ª reimp., 1985, pp. 137-184; sobre a existência de uma falácia positivista presente ainda hoje nos trabalhos dos especialistas contemporâneos que tentam ver a informação arqueológica e a histórica como permeáveis, como se Arqueologia fosse História e vice-versa: SNODGRASS, A.M. An Archaeology of Greece. The Present State and Future Scope of a Discipline. Berkeley: University California Press, 1987, pp. 37-41.

[43] Para os vários exemplos que ajudam a elucidar esta questão, ver: SNODGRASS, A.M. (1987) 36-66.

[44] DURAND, G. As Estruturas Antropológicas do Imaginário. Lisboa: Presença, 1987, p. 27; FRANCASTEL, P. A Realidade Figurativa. São Paulo: Perspectiva, 1982

[45] TALCOTT, P. El Sistema Social. Madrid: Alianza, 1951, p. 16.

[46] CARANDINI, A. Op. Cit. p. 16.

[47] Gostaria de agradecer a Michèle Brunet, professora de Arqueologia Antiga Grega, na Universidade Paris I, por esta sugestão.