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em:
Os debates historiográficos sobre a Antigüidade Clássica e as
ciências humanas: Filologia, Literatura e Lingüística,
Anuari de Filologia, Studia Graeca et Latina, 20, D, 8,
29-38 (publicado em 1999).
FILOLOGIA,
LITERATURA E LINGÜÍSTICA E OS DEBATES HISTORIOGRÁFICOS SOBRE A
ANTIGÜIDADADE CLÁSSICA
PEDRO PAULO
A. FUNARI
A amplidão do tema, “debates
historiográficos sobre a Antigüidade Clássica e as ciências
humanas: Filologia, Literatura e Lingüística” desaconselharia
um exercício de estudo exaustivo, objeto não de um ensaio,
mas, ao menos, de um livro. Caberia, portanto, tratar de
algumas questões metodológicas centrais e de alguns casos,
tanto paradigmáticos como de caráter didático, a começar da
própria ligação umbelical, ab origine, entre a História
e a Filologia clássica e não me refiro, aqui, apenas àquela
referente à Antigüidade Clássica, mas à Historia tout court.
De início, a própria História surge como um gênero literário
no seio da narrativa literária grega, a começar de Hecateu de
Mileto e sua “historicização do mito” (Meister 1990: 23) e, de
maneira mais clara e ordenada, com Heródoto (Nesselrath 1996).
Tucídides estabelece uma continuidade entre o que chamaríamos
de “período mítico”e aquele histórico e não é casual que o
mais recente estudo abrangente sobre o autor da “Guerra do
Peloponeso” intitula-se, precisamente, zu Thukydides’
historischer Erzählung, “sobre a narrativa
histórica de Tucídides”, pois é de um gênero literário que se
trata, um estilo narrativo (Schwinge 1996). Deste estilo
narrativo faziam parte os discursos, os retratos, a retórica (Fox
1993), e os historiadores antigos literatos antes que
cientistas (Woodman 1983: 120), a História era concebida como
opus oratorium (Marchal 1987: 42).
Este o sentido primevo do liame entre
a História e a Filologia, enquanto gênero literário antigo. No
entanto, a História que todos nós, historiadores lato sensu,
praticamos, deriva, diretamente, da moderna reorganização do
saber acadêmico, fenômeno resultante da Ilustração e da
instauração das “ciências”, ramos do conhecimento, sentido
preciso de Wissenschaften. De fato, strictore sensu,
nossa disciplina não foi instaurada senão com Niebuhr e von
Ranke (pace Lozano 1987: 79), em particular com a
invenção da noção de documento a ser analisado, muito a
propósito, more philologico, “à maneira da Filologia”,
nascente disciplina que viria a fundar, em verdade, todas as
Ciências Humanas. Von Ranke (1826), em seu clássico
Geschichte der romanischen und germanischen Völker,
“Histórias dos povos romanicos e germânicos”, viria a formular
a frase fundadora da disciplina: Er will bloss zeigen wie
es eigentlich gewesen, “ele <scilicet o
historiador> quer claramente mostrar como, na realidade,
aconteceu”. Para tanto, fazia-se necessário conhecer o
documento, o texto escrito, a língua, o estilo narrativo,
tratava-se, pois, de ser antes filólogo para, em seguida,
poder tornar-se historiador (Historiker) (cf. Funari
1995: 14-36). O próprio estudo da História foi chamada de
Philologie, um tipo de Bildung “educação” (Niebuhr
1828-1831).
A primeira História a surgir, no
sentido moderno do termo, foi, desta forma, a História Antiga,
cuja assimilação à Filologia levou a que se intitulasse
“estudo do mundo clássico”, Altertumskunde,
Altertumswissenschaft, Classics, études classiques, studi
classici. História antiga que surge indissociável da
Filologia clássica, da qual continuaria a fazer parte (Bernal
1991 passim), à diferença de outros ramos da Historia,
cuja ligação com a Filologia pode ser muito tíbia, senão
inexistente. Em certo sentido, nunca delas se distanciou, como
lembra V. Bejarano (1975: 60): en realidad, nunca los
filólogos dejan de ser historiadores y muchos grandes
historiadores han sido al mismo tiempo excelentes filólogos,
como Th. Mommsen, E. Pais, M. Rostovtzeff, J. Carcopino,
Piganiol, R. Syme. É ainda verdade, portanto, que não há
História antiga sem estudo do latim e do grego. Toda a moderna
historiografia do mundo antigo está a demonstrar os elos entre
o estudo da História antiga e o campo da Filologia, lato
sensu. Qualquer estudo sobre a Antigüidade Clássica, e não
apenas por parte de historiadores, como de outros estudiosos
do mundo antigo, como arqueólogos e historiadores da arte,
parte de uma análise prévia, de uma ou de outra forma
filológica, do vocabulário antigo. Assim, as grandes sínteses,
como todo o conjunto de obras de Vernant ou Finley, para citar
dois estudiosos cuja ressonância ultrapassa em muito os
confins da historiografia antiga, constróem-se a partir de
estudos de vocabulário e do contexto de utilização de termos
gregos e latinos. Assim, “trabalho e natureza na Grécia
antiga” (Vernant 1988: 259-277), ainda que publicado,
originalmente, no Journal de Psychologie, constitui
obra mestra da hermenêutica histórica, fundada, passo a passo,
no estudo dos termos gregos: pónos, pedíon nómos, tékhne,
andreía, akhreía, thyraulein kaì ponein ... et j’en
passe! Finley (1983), autor de trabalhos clássicos não
somente para os estudiosos do mundo antigo, estando entre os
mais citados por aqueles que estudam a escravidão moderna,
também apresenta uma análise, antes de mais nada, filológica
da escravidão: doulos, seruus, pelatai, laoi, clientes,
coloni, dominus, erus, peculium, hektemoroi ...
Cabe, portanto, ao historiador da
antigüidade conhecer o sentido original dos conceitos antigos
(Momigliano 1984: 484) e pode dizer-se que isto tem sido feito
un pò da per tutto (cf. a hermenêutica de Koselleck
1979). Assim, pode estabelecer-se as bases para o
estudo de espaços, como os anfiteatros, no trocadilho de
Robert Etienne (1965), la naissance de l’amphithéatre: le
mot et la chose: de spectacula a amphitheatrum,
passando por théatron kynetikón; ou das uillae,
com suas membra rustica, urbana ornamenta, partes urbanae,
rusticae, fructuariae (Purcell 1996); ou das casas:
domus, taberna, cenaculum, aedes, pergula, às vezes
colocas para alugar (locantur) (Pirson 1997).
Categorias de artefatos também precisam ser estudados, como é
o caso dos vasos de cerâmica (Funari 1987) ou dos instrumentos
agrícolas (Guarinello 1987). Conceitos capitais, como o de
humanitas, também têm sido analisados (Veyne 1989; Funari
1996), bem como instituições essenciais e específicas, como
annona, frumentatio, uectigal, praefectus castrorum, primus
pilus, signifer, optio, beneficiarius etc (Remesal 1997).
Todas estes trabalhos não se constituem, apenas, em estudos
de termos, mas tratam da História econômica, social, política
e cultural do mundo antigo, sendo a análise do vocabulário o
ponto de partida antes que a meta (cf. Whittaker 1996: 17
sobre o estudo de Remesal sobre a annona). Um caso
paradigmático talvez seja o estudo de Alfons Bürge (1990)
sobre o mercennarius, categoria de trabalhador
assalariado...no entanto, die Arbeit der mercennarius
typische Skavenarbeit ist (“o trabalho do mercennarius
é tipicamente trabalho de escravo”). As conseqüências desta
ambigüidade, o assalariamento de escravos, não poderiam ser
maiores para a compreensão da própria estrutura social do
mundo antigo. Muitos outros exemplos poderiam ser citados,
como o caso da controversa questão das diferenças, ou não,
entre os juízos (Bolonyai 1993) e culturas da elite e do povo
(Funari 1991; Horsfall 1996).
Ainda no campo das línguas clássicas
caberia mencionar os estudos sobre o linguajar utilizado pelos
antigos, como é o caso do sermo humilis, o calão
popular, tão revelador de traços culturais, apenas acessível
pelo estudo da língua. O latim falado, representado por
Petrônio, por exemplo (Boyce 1991; Marmorale 1948; Maiuri
1948; Zehnacker, 1989), não pode ser dissociado do estudo dos
tituli graphio exarati (grafites) de Pompéia, com sua
latinidade vulgar, viva, está tão próxima dos vernáculos
românicos (Väänänen 1937), essa verdadeira “Civilização das
formas literárias”, nas palavras de Marcello Gigante (1979).
Da dupla negação (Perl 1979) ao vocábulo mais polissêmico,
como munus, em Munus te ubique (CIL IV, 8031;
cf. Funari 1991: 83-86), há todo um universo semântico de
conteúdo sócio-cultural a ser desevendado com a participação
da análise filológica.
Antes de terminar este breve apanhado,
não poderia faltar uma advertência: amicus Plato, sed
magis amica ueritas. Não se deixe de mencionar, ainda que
en passant, que esta ligação indelével entre a Historia
e a Filologia nem sempre apresenta aspectos louváveis, pois
tanto o racismo (Bernal 1993), como o fascismo (Giordano 1993)
aproveitaram-se de um culto distorcido à Antigüidade Clássica
para estabelecer interpretações, e políticas daí decorrentes,
discriminatórias, pouco afeitas ao próprio espírito científico
e, ainda menos, àquele humanista. Assim, a própria definição
do grego e do latim como línguas clássicas é um recorte
arbitrário em um mundo que se utilizava de outras línguas e
escritas, a começar da mais conhecida e preservada, o
hebraico/aramaico, cujo desconhecimento foi até mesmo
programático: rabbinica sunt, non legentur (Cohen 1987:
130). Ora, toda a literatura rabínica, do talmude ao midrash,
apresenta extensa documentação sobre a o mundo
helenístico-romano e apenas recentissimamente tem sido
estudada por “classicistas” (cf. Banon 1995; Goodman 1997).
Quanto à literatura, os estudos mais
tradicionais direcionavam-se para a História a partir das
obras literárias, ou para a busca dos autores antigos por
outros meios, como inscrições. Este é o caso da coletânea de
referências explícitas a Virgílio, encontradas nas paredes de
Pompéia, levada a cabo por Franklin (1997). No entanto, a
Historia dos últimos anos aproximou-se da Literatura, ou, como
propunha David Harlan (1989: 581), “o retorno da Literatura
lançou os estudos históricos em uma grande crise
epistemológica”. O caráter narrativo da História aproximou
ficção e História, res fictae e res factae,
voltou-se a poder entender História como gênero literário
(White 1973). “O estilo não concerne ‘o jeito’ mas a própria
‘substância’ da Historiografia”, segundo Gay (1975: 3; cf.
Ankersmit 1986; Munslow 1997: 140-162, sobre Hayden White
and deconstructionist history). Retomou-se a própria
terminologia clássica para descrever este caráter literário da
narrativa histórica, como sugere Paul Ricouer (1994: 11), ao
empregar inuentio, dispositio, elocutio, memoria,
pronuntiatio: trata-se de uma narrativa , Erzählung
(Kocka & Nipperdey 1979; Baumgartner 1979). Grandes temas da
historiografia contemporânea têm sido a textualidade (Maier
1984) e a linguagem do próprio historiador: die Sprache der
Quellen und die Sprache der interpretierenden Historikers
stehen in einem dialektischen Spannungsverhältnis, “a
língua das fontes e a língua do historiador que interpreta
estão em uma relação dialética” (Mommsen 1984: 66). Este mundo
como representação (Chartier 1989) apenas se pode exprimir por
palavras, em textos, cuja expressão literária é inelutável,
constituindo parte integrante e essencial da verstehen
histórica (cf. Funari 1997; Kittsteiner 1997).
No que se refere ao mundo antigo,
inúmeras conseqüências resultaram dessas preocupações, a
começar do estudo da própria “invenção” daquela Antigüidade
por nós, modernos. Não é à toa que Mark Golden e Peter Toohey
(1997) acabam de lançar um volume que organizaram sobre a
“Invenção da Cultura Antiga”. De fato, como já havia lembrado
Michael Shanks (1995: 34), em outra busca etimológica,
invenire e “invenção” significam, a uma só vez,
“descoberta” e “invenção”. Do mesmo modo, as próprias “fontes
literárias” têm sido perscrutadas de maneira a explorar temas
como as relações de gênero (e.g. Rabinowitz & Richlin 1993), a
espacialidade (Knights 1997), ou mesmo a cultura alimentar de
pronvinciais no mundo antigo (e.g. Carreras & Funari 1998).
Ressalte-se que, nos casos citados, não se trata de estudos
apenas a partir da literatura antiga, pois que se juntam
abordagens arqueológicas, históricas, antropológicas, mas
sempre envolvendo um reexame da tradição literária antiga à
luz daquilo que se convencionou chamar de linguistic turn
(cf. Schötter 1997, com bibliografia anterior).
Isto nos conduz ao último aspecto
deste ensaio, ligado aos dois primeiros: a Lingüística. De
fato, todas as ciências humanas foram influênciadas pela
Lingüística, como se observa nesta passagem de Gordon Childe
(1960:15-17):
“Sendo a linguagem um veículo tão
importante na formação e transmissão da tradição social, o
grupo assinalado pela posse de uma ‘cultura’ distinta
provavelmente falará também uma linguagem distinta...cada
língua é produto de uma tradição social e age sobre outras
formas tradicionais de comportamento e pensamento. Menos
familiar é o processo pelo qual as divergências de tradição
atingem até a cultura material.... ‘next Friday’, na
Inglaterra, transforma-se em ‘Friday first’ na Escócia...Na
Irlanda e no País de Gales os trabalhadores rurais usam pás de
cabos longos, ao passo que na Inglaterra e na Escócia os cabos
são muito mais curtos. O trabalho realizado é, em cada caso, o
mesmo, embora o manuseio do instrumento seja, evidentemente,
diverso. As divergências são puramente convencionais...As
divergências lingüísticas devem ser tão velhas quanto as
divergências culturais identificáveis no registro
arqueológico” .
No entanto, foi a partir das década de
1960, com o estruturalismo lingüístico, que esta influência se
generalizaria e já na década de 1970 podia afirmar-se que “a
preocupação central das ciências do homem é a linguagem” (Vogt
1989: 62). A Lingüística, no entanto, passou a incorporar
outras abordagens, em particular introduzindo uma noção
sócio-histórica de discurso, de maneira que as condições
sociais determinam mesmo as propriedades do discurso (Fairclough
1990: 17; 155). A introdução das classes sociais e dos
contextos históricos específicos (Kress e Hodge 1979) e a
valorização do exosemiótico, para usar um termo de Lagopoulos
(1986: 234), representou uma nova onda de influência
lingüística, a partir de autores como Rossi-Landi (1986).
O estudo da Antigüidade Clássica foi
influenciado muito diretamente por essa “tendência
lingüística”, em particular com a adoção de esquemas
analíticos derivados da analogia com a análise lingüística.
Dois exemplos bastam para tratar desta questão: em primeiro
lugar, o mais tradicional tema, que está na origem mesma da
Altertumswissenschaft, a busca dos indo-europeus.
Historiadores, arqueólogos e lingüistas debruçam-se sobre o
mesmo material, a partir de conceitos da lingüistica histórica
(Zvelebil 1995; Dolukhanov 1995; Häusler 1995). Em outro
sentido, estudiosos em busca de modelos analíticos para o
temas complexos como as casas e a sociedade antigas têm se
utilizado de esquemas derivados da Lingüística (e.g.
Wallace-Hadrill 1994: 38 et passim).
Pode concluir-se que as relações entre
a História da Antigüidade Clássica e as ciências humanas, em
particular, Filologia, Literatura e Lingüística, têm-se
mantido intensas, desde a origem do estudo moderno do mundo
antigo. Nos últimos anos, estas interações foram se
intensificando e, hoje, pode afirmar-se que não se pode deixar
de conhecer e utilizar, de forma crítica, os aportes destas,
como de outras áreas afins, ao estudo da História Antiga.
Agradecimentos
Agradeço aos seguintes colegas, que me
forneceram trabalhos e ajudaram de diversas formas: Martin
Bernal, César Carreras, Marc Mayer, Alexandros-Phaidon
Lagopoulos, Amy Richlin, José Remesal e Michael Shanks. A
responsabilidade, contudo, restringe-se ao autor.
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