A história engajada de Nelson Werneck Sodré
Ligia Osório Silva
Instituto de Economia
Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp
No prefácio ao
livro Formação Histórica do Brasil, Sodré
afirma que a motivação para o estudo das raízes da nossa história era a
compreensão do momento presente. Buscar no passado histórico os elementos que
lançassem luz sobre os dilemas contemporâneos, uma vez que a sua sombra se
projetava ainda sobre o presente. Ao lado desta motivação primordial, Sodré,
afinado com a moderna historiografia, considerava que a vivência dos problemas
da sociedade brasileira da sua época levaria a reavaliar e aprofundar a
compreensão do passado. “Não pode surpreender”, afirma, “que uma fase de
profundas alterações encontre reflexos em todos os domínios, e que demande,
inclusive, uma revisão histórica”.[1]
Parte expressiva da sua obra historiográfica girou em torno desses dois eixos.
Os anos 50-60 -
período no qual uma parte significativa da extensa obra do historiador foi
elaborada - testemunharam a ocorrência de inúmeras transformações que afetaram
o destino dos povos do chamado mundo subdesenvolvido: por um lado, o avanço das
lutas de libertação nacional na Ásia e na África acelerou o processo de
descolonização e de afirmação nacional; por outro, a adoção de uma agenda
econômica desenvolvimentista especialmente na América Latina exigiu a
elaboração de reflexões criativas que enriqueceram a teoria econômica como um
todo.
Segundo
Gershenkron, autor de um livro clássico sobre o “atraso” econômico, os países
que chegaram mais tarde “corrida” industrialista tiveram que despender um
esforço ideológico de grande envergadura para enfrentar a tensão existente
entre o estado real das atividades econômicas e os obstáculos que se
interpunham ao desenvolvimento industrial.
Não deve, portanto, surpreender-nos o fato de que a industrialização apoiou-se
firmemente sobre as ideologias nacionalistas do século XIX, ou sobre as
ideologias socialistas, no século XX.[2]
Para a Inglaterra, berço da Revolução Industrial, as mudanças tecnológicas e na
organização do trabalho aconteceram sem que fosse preciso para estimulá-la uma
ideologia enaltecendo os predicados da industrialização vis a vis a atividade
agrícola e pastoril. E as vantagens de um sistema sobre o outro, em se tratando
do comércio internacional, se afirmaram na prática. Também não foi preciso
lutar contra a noção estabelecida de que o homem comum do povo não possuía as
qualidades indispensáveis de adaptação e de habilidade técnica para operar a
transformação que se anunciava. Nos
países onde a industrialização ocorreu por imitação e emulação inglesa, como
por exemplo, a França da segunda metade do século XIX, a situação era diversa e
coube aos saintsimonianos preparar
ideologicamente o caminho para a mudança, louvando as vantagens da indústria
para a grandeza da pátria e o engrandecimento dos franceses.
Para o mundo
subdesenvolvido, a situação era ainda mais complicada devido à persistência da
atmosfera mental produzida pela situação colonial de subordinação. Sujeito,
também, pela sua formação, a estas injunções históricas, o Brasil não
constituiu uma exceção; com efeito, logo após a Segunda Guerra Mundial, a
intensificação da industrialização que já se iniciara precisou do respaldo de
uma forte sustentação ideológica para superar as dificuldades da situação. Setores do empresariado e das Forças
Armadas, mas também, do movimento operário e do Partido Comunista apoiaram, em
diversos momentos, o enorme esforço necessário a completar a industrialização
retardatária e este apoio estava associado ao desenvolvimento de uma ideologia
nacional-desenvolvimentista. O desenvolvimentismo consistia no “projeto de
superação do subdesenvolvimento através da industrialização integral, por meio
de planejamento e decidido apoio estatal.”[3] A ideologia nacionalista reforçava a
tendência desenvolvimentista insistindo na presença do Estado nos setores
considerados estratégicos, como, entre outros, a mineração, energia,
transportes, telecomunicações. A alternativa às inversões estatais era o
recurso ao capital estrangeiro, visto, porém, com desconfiança pelos
nacionalistas. Numa vertente nacionalista mais radical encontravam-se os
socialistas lutando em duas frentes: de um lado, contra as forças internas
contrárias à industrialização ampla, de outro, se esmerando em evitar, por
considerá-la nefasta do ponto de vista econômico e atentatória à soberania do
país do ponto de vista político, a sua completa integração à órbita
norte-americana. Esta era, em poucas palavras, a base do programa de luta
anti-feudal e anti-imperialista[4]
do Partido Comunista do Brasil, que reunia em torno desses objetivos, além dos
seus militantes, muitos simpatizantes apartidários do socialismo.
O Instituto
Superior de Estudos Brasileiros, organismo de pesquisa e difusão cultural, foi
uma arena da luta ideológica que se travava em prol da industrialização.
Durante a primeira parte da sua existência, aquela que coincidiu com o período
do governo Kubitschek, a corrente nacionalista-desenvolvimentista
foi predominante. No período seguinte, de 1961-64, surgiu a crítica ao
nacional-desenvolvimentismo e uma crescente politização a favor das reformas de
base e da legalidade democrática.[5]
Seus membros produziram obras de reflexão sobre a consciência nacional, a
herança colonial e o futuro projetado do país. Nelson Werneck Sodré foi um
membro importante do ISEB desde sua fundação, mas certamente esteve mais
identificado com a instituição na sua segunda fase. Oficial reformado do
Exército, e membro do PCB, Sodré era um representante da corrente socialista
dentro das forças armadas, tendo iniciado sua militância no período
imediatamente posterior à segunda guerra mundial, destacando-se imediatamente:
“Do ponto de vista de
militância intelectual, a figura mais ativa já era, talvez, a do socialista
major Nelson Werneck Sodré. Com seu tom sempre menos inflamado que o de seus
colegas socialistas, com seu estilo professoral, persistia na argumentação de
que a industrialização correspondia ao processo histórico fundamental de
reestruturação da economia neocolonial brasileira.” [6]
Tendo como
horizonte e objetivo de longo prazo a instalação de uma sociedade socialista,
Sodré discutiu, nas suas obras históricas publicadas quando no ISEB, o
significado do processo de industrialização no seu conjunto, combatendo os
argumentos negativos produzidos pela ideologia do colonialismo que difundiam a
descrença no país e nos homens que o habitavam e propalavam a sua incapacidade
para produzir e conviver com formas avançadas de organização social e econômica.
Mesmo obras de
Nelson Werneck Sodré dedicadas à análise da economia da época moderna - pelos
temas abordados, pela problemática sugerida, e pelas conclusões propostas -
podem ser lidas como uma contribuição não só ao aprofundamento dos
conhecimentos sobre a época colonial, mas também como uma contribuição ao
debate coevo. Ao abordar aspectos da história econômica em livros escritos no
período do ISEB, Sodré buscou tratar de temas que serviam para enfatizar os
aspectos que na ótica do programa anti-feudal e anti-imperialista que defendia
se erigiam em argumentos falaciosos contra a industrialização ou em formas de
pensar que eram sobrevivências da situação colonial vivida pelo Brasil,
constituindo propriamente uma parte importante da chamada herança colonial.
A análise de Sodré sobre a economia da Época Moderna
sublinha o papel do capital mercantil na Europa e no Novo Mundo, penetrando na
produção e inviabilizando a pequena produção independente, mas sem a capacidade
de sozinho colocar em funcionamento o modo de produção capitalista. O caso de
Portugal, ao invés de fornecer argumentos para a tese do caráter capitalista da
colonização, ilustra a tese inversa, ou seja, que o desenvolvimento do capital
mercantil e a centralização política, que foram indispensáveis na fase de
construção do império colonial, na ausência de outras circunstâncias internas
favoráveis (Sodré destaca a fraqueza do artesanato e da manufatura, mas seria
possível agregar a ausência de uma revolução agrária), eram aspectos
insuficientes para desencadear o desenvolvimento do capitalismo.
O mercantilismo
foi frouxamente aplicado a Portugal, talvez devido à ausência de um setor
artesanal forte, e explica a fraqueza do mercado interno e a situação da
infra-estrutura, quase inexistente. Nestas circunstâncias, o ouro retirado do
Brasil servia para abastecer Portugal de gêneros alimentícios, como o trigo e
de produtos industrializados que não eram fabricados internamente. O livro
sobre o tratado de Methuen[7]
procura discutir as condições indispensáveis à industrialização integral. A
questão que o livro se esforça em responder é até que ponto o acordo econômico,
entre Portugal e Inglaterra, teve o poder de alterar os destinos da economia
portuguesa. A historiografia tradicional que acreditava na “precocidade” lusa
responsabilizava o tratado de Methuen pelo atraso econômico, bastante evidente,
no século XVIII. O tratado estaria na origem da desindustrialização de
Portugal, assim como da conversão das terras de pão em terras de vinha. A
evasão do ouro do Brasil em direção à Inglaterra, que desequilibrava a balança
de pagamentos, também seria conseqüência do tratado. As acusações ao acordo
econômico são apresentadas como motivo do declínio luso porque levaram à
condição de subalternidade portuguesa no desenvolvimento comercial do mundo
moderno. Sodré procura analisar cada uma das acusações e constata a ocorrência
dos fatos, mas questiona o papel do tratado no seu desencadeamento.
“Afirmar que essa evasão
derivou simplesmente do tratado de 1703 – que coincidiu, de fato, com a época
em que se desenvolveu a produção brasileira do ouro – é desconhecer os
rudimentos do moderno comercialismo. Estarão, hoje, os Estados Unidos com quase
todo o ouro do mundo porque tenham firmado com os demais países tratados do
tipo do que Methuen arrancou aos homens públicos portugueses do século XVIII?
Há diferenças substanciais entre uma situação e outra, sem dúvida, mas a razão
fundamental do atual primado norte-americano é, na essência, a mesma que firmou
a posição inglesa face a Portugal, no século XVIII: a superioridade de
estrutura econômica, no amplo quadro do desenvolvimento capitalista.
Com tratado ou sem tratado,
a verdade é que, no século XVIII, Portugal era já uma dependência econômica
inglesa.”[8]
O comércio
português de importação e exportação, assim como parte do comércio de retalho
era dominada por casas inglesas (somente em Lisboa eram 90). Só o comércio com
os portos brasileiros era exclusivo dos portugueses. As manufaturas do reino
eram limitadas e o mercado interno era suprido pela importação de produtos
ingleses, na maioria. Em conclusão, a subordinação portuguesa ao
desenvolvimento comercial inglês foi um episódio da expansão capitalista, que
ocorreu de modo desigual nas diferentes partes do globo e não foi causada pelo
tratado. Este apenas sancionou uma situação existente, no máximo acentuando-a.
Transformou as práticas comerciais vigentes em acordo comercial.
O caso do
“atraso” português no desenvolvimento do capitalismo, conforme analisado no
livro sobre o tratado de Methuen servia como objeto de reflexão para a
sociedade brasileira contemporânea do ISEB, uma vez que remetia, primeiro, para
o fato de que os aspectos econômicos e sociais que não desapareceram com a
independência política, precisavam ser enfrentados para que se alcançasse a
industrialização integral, se revolucionasse o campo e, finalmente, a tarefa de
formar um mercado interno forte e integrado se concluísse. Em outros termos,
era preciso liquidar a herança
colonial. Em segundo lugar, chamava
a atenção para a questão da desigualdade entre os países e o papel da
diplomacia, situação vivenciada pelo Brasil nos anos 1950-60. Ao afirmar que o
tratado não podia ser culpado de provocar o atraso econômico português e a
submissão do país à economia inglesa, Sodré levantava a questão dos
constrangimentos estruturais à industrialização integral. O imperialismo
americano substituíra o imperialismo de livre comércio da Grã-Bretanha[9],
mas a questão dos tratados internacionais e a troca desigual que operava entre
países industrializados e países ainda fortemente dependentes da exportação de
produtos primários para equilibrar sua balança de pagamentos permanecia a
mesma. Da ótica da sua argumentação, o problema de fundo não estava na
assinatura de tratados preferenciais, mas na estrutura de produção que
condenava alguns países a ocuparem um lugar subordinado no comércio
internacional.
E em terceiro
lugar, e talvez o aspecto mais importante, remetia para uma discussão sobre a
questão do protecionismo, procurando responder à pergunta: até que ponto uma
política tarifária de proteção à indústria era suficiente para promover ou
intensificar a industrialização?
No Brasil, desde fins do século XIX os debates sobre a
industrialização ou sobre o industrialismo, como se dizia na época ecoando as
práticas mercantilistas, estiveram centrados nas políticas protecionistas que
eram lembradas, sobretudo, nos momentos em que as crises econômicas atingiam as
indústrias existentes. Mas a adoção de uma política tarifária como método de
incentivo industrial era bastante controvertida ainda nas primeiras décadas
republicanas, até a década de 1930 pelo menos. Cada tentativa de reforma
desencadeava acalorados debates, dada a impossibilidade de conciliar tantos
interesses antagônicos. Como resultado, o sistema tarifário brasileiro não
tinha caráter definido – não era liberal, nem protecionista, fora elaborado com
finalidades fiscais, para cobrir déficits do Tesouro, oscilando durante todo o
período entre políticas protecionistas e livre-cambistas. Compreende-se que o
interesse fiscal preponderasse, uma vez que a arrecadação aduaneira
representava mais da metade da receita geral.
Para Nícia
Vilela Luz,[10] os
primeiros ensaios de industrialização foram frustrados pela política fiscal do
Império, que correspondia, grosso modo, aos interesses da lavoura. O moderado
protecionismo resultante das tarifas essencialmente fiscais não era suficiente
nem para impulsionar nem mesmo sustentar as indústrias que surgiam como reflexo
dos surtos de expansão do país. Além disso, o desenvolvimento dos meios de
comunicação e o progresso técnico da indústria européia inibiriam ainda mais,
na década de 1870, a estrutura industrial arcaica e incipiente do país.
Os primeiros
nacionalistas econômicos surgiram justamente para se opor à política de não
intervenção do Império no âmbito da indústria. Pleiteando o amparo
governamental tinham os industrialistas em mente uma proteção baseada
essencialmente na tarifa aduaneira. Suas reivindicações, na década de oitenta, encontravam
ressonância nas manifestações populares contra o comércio estrangeiro e o
encarecimento do custo de vida. O argumento central no pensamento
nacionalista-industrialista era que a industrialização diminuiria as
importações e, em conseqüência, contribuiria para produzir o equilíbrio na
balança de pagamentos. Este argumento se enfraqueceu quando ficou comprovado
que, num curto prazo de tempo, o problema não podia ser solucionado. Ao
contrário, qualquer esforço de ampliar o parque industrial brasileiro precisava
contar com um aumento temporário das importações.[11]
Do jogo de
interesses conflituosos envolvendo os industriais, os cafeicultores, o Tesouro
e os consumidores, resultou um sistema tarifário anárquico, na opinião de
analistas como Amaro Cavalcanti e Sezerdelo Correa[12].
Com o tempo, as tarifas altas que protegiam algumas indústrias começaram a
desagradar a parcelas cada vez mais importantes da opinião pública, levando-as
a atribuírem à indústria nacional todos os males decorrentes, principalmente, de
uma economia inflacionária e de um crônico desequilíbrio da balança de
pagamentos, desequilíbrio que a indústria prometera sanar e que, no entanto, só
viera agravar. [13]
Mas de todo
modo, até o período desenvolvimentista, o nacionalismo econômico baseou-se
principalmente na alegação de conquistar pelo fomento da produção nacional o
equilíbrio da balança de pagamentos, e foi um dos fatores que pesou na
industrialização do país, mesmo se nos primeiros anos da República, a
necessidade de amparar e desenvolver uma classe industrial que seria o esteio
do novo regime se mostrou igualmente importante. Após a crise do Encilhamento o
argumento da balança de pagamentos retomou fôlego ao lado da ação de
empresários particularmente aqueles com suficiente prestígio político para
conseguir uma tarifa alfandegária suficientemente protecionista para as suas
indústrias. Também jogou um papel a necessidade de proteger um setor da
economia que contribuía com uma quantia não desprezível para o fisco e uma
atividade na qual estava empregado um contingente respeitável da população
urbana que, se desamparada poderia criar um grave problema social.
Principalmente depois da Primeira Guerra Mundial este último aspecto pesou na
balança.
Roberto Simonsen
deu novo impulso ao nacionalismo econômico de cunho industrialista, ao tentar
renovar o pensamento industrial brasileiro, com seu conceito de função social
da indústria, cujos objetivos eram reconciliar a indústria com a população e o
capital com o trabalho, mas na prática retomava as reivindicações
protecionistas. [14]
As propostas de Sodré para a sociedade brasileira
procuravam ir além da herança industrialista das primeiras décadas
republicanas, das propostas de Simonsen e até mesmo das considerações
econômicas pressupostas na ideologia desenvolvimentista da primeira fase do
ISEB. Para tanto Sodré procurava colocar a questão do protecionismo para as
indústrias dentro de uma perspectiva de transformação social mais ampla,
frisando a insuficiência de uma política tarifária, conquanto necessária, para
garantir a industrialização integral e a formação de um sólido mercado interno.
Neste aspecto as considerações que teceu sobre a história do tratado de Methuen
são esclarecedoras.
Bibliografia
Bielschowsky,
Ricardo. Pensamento Econômico Brasileiro.
O Ciclo Ideológico do Desenvolvimentismo. 4ª
edição. Rio de Janeiro. Contraponto, 2000.
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Silva,
Marcos (org.). Nelson Werneck Sodré na historiografia brasileira. São Paulo.
EDUSC/FAPESP, 2001.
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edição. São Paulo, Brasiliense, 1963.
___________________.
Introdução à Revolução Brasileira, 4ª
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[1] Formação Histórica do Brasil, 2ª edição, São Paulo: Brasiliense, 1963, p.IX.
[2] Alexander Gerschenkron, Economic Backwardness n Historical Perspective, Cambrige: Harvard University Press,1976, p.22-26.
[3] Ricardo Bielschowsky, Pensamento Econômico Brasileiro. O ciclo ideológico do
desenvolvimentismo. 1930-1964. Rio de Janeiro: Contraponto, 4ª edição,
2000, p.33.
[4] Sobre este tema e especialmente sobre o
significado de “feudalismo” brasileiro na obra de Nelson Werneck Sodré ver João
Quartim de Moraes, “Nelson Werneck Sodré: a fundamentação marxista do programa
nacional-democrático” in Marcos Silva (org.), Nelson Werneck Sodré na historiografia brasileira, São Paulo:
EDUSC/FAPESP, 2001.
[5] Caio Navarro de Toledo, “Nacionalismo e ISEB
em Nelson Werneck Sodré” in Marcos Silva (org.), Nelson Werneck Sodré na historiografia brasileira, ob. cit.,
p.42-43.
[6] R. Bielschowsky, ob. cit., p.338.
[7] O
Tratado de Methuen, Rio de Janeiro, ISEB, 1957. O tratado ficou conhecido
com o nome do seu instigador o diplomata inglês John Methuen. Na verdade foram
acordados dois tratados entre Portugal e Inglaterra, um em 10 de maio de 1703,
de cunho político, assinado por Paul Methuen filho do diplomata; e outro em 17
de dezembro de 1703 de cunho econômico que levou a assinatura do famoso João
Methuen, como era conhecido em Portugal. É sobre este segundo que Sodré tece
suas considerações.
[8] Ibid., p.47.
[9] Sobre o conceito de imperialismo de livre
comércio ver J. Gallagher e R. Robinson, “The imperialism of Free Trade” in The Economic History Review, vol.VI,
Nº1, 1953.
[10] Nícia Vilela Luz, A Luta pela Industrialização do Brasil, 2ª edição. São Paulo:
Alfa-Ômega, 1978, p. 51.
[11] Como ficou claro na reforma tarifária encetada
por Rui Barbosa que reduzia direitos de importação sobre as matérias primas
necessárias às indústrias e que causou enorme celeuma. Cf. N. W. Sodré, Introdução à Revolução Brasileira, 4ª
edição. São Paulo: Ed. Liv. Ciências Humanas, 1978, p.88.
[12] Ligia Osório Silva & Suzana Cristina
Fernandes, “Amaro Cavalcanti e os caminhos da industrialização brasileira”, História Econômica & História de
Empresas, VI. 1 (2003), p. 35-63.
[13] N. V. Luz, ob. cit., p.108 e seguintes.
[14] Heitor Ferreira Lima, 3 Industrialistas brasileiros, São Paulo: Alfa-Ômega, 1976, p.164.