Ensino

Departamento de Lingüística, Instituto de Estudos da Linguagem

Graduação

No 1S 2009, Fonética experimental*

Desde1999: Introdução à Formalização para Análise Lingüística. Trata-se de uma introdução à Lógica e à Estatística em Estudos da Linguagem. (Último programa)
Desde 2005: Linguagem: Descrição e Interpretação (Módulo II: Fonética, Fonologia e Morfologia). (Último programa)
Desde 2005: Prática de Análise da Linguagem I (Módulo II: Fonética, Fonologia e Morfologia). (Último programa)
*Desde 1999: Fonética Experimental (Último programa)

Pós-Graduação

No 2S 2009: Seminário Avançado em Fonética/Fonologia  (Fala expressiva: aspectos teóricos e experimentais)

No 1S 2009: Seminários temáticos em Fonética e Fonologia (Introdução aos estudos prosódicos)

No 2S2008: LL 204, TÓPICOS DE FONÉTICA I (Fonética Acústica II: Experimentação para além das técnicas e procedimentos clássicos):  PROGRAMA.

No 1S2007, ministrei 30 horas de Fonética Experimental no Mestrado em Ciências da Fala e Audição, Universidade de Aveiro, Portugal. Programa aqui. Desde 2004: Tópicos em Fonética (Último programa)

Desde 2003: Modelos de Análise Prosódica (Último programa)
Desde 2002: Modelos Quantitativos em Fonética e Fonologia (Último programa)
Desde 1999: Fonética Acústica (Último programa)

De 1997 a 1999: Ciência e Tecnologia da Fala (Último programa)

Extensão  

De 2 a 6 de maio de 2005: Análise estatística em pesquisa fonético-experimental . Programa

Realizado em cinco dias, a disciplina contou com a participação de quinze pessoas, sendo as nove de Florianópolis que solicitaram a disciplina, uma de Bauru, duas de São Paulo e três da própria Unicamp. Todos os dados da disciplina usados para exemplificação das técnicas foram lingüísticos e de pesquisa real. Na última aula as alunas de Florianópolis me honraram com uma ode que demonstra um conhecimento no mínimo curioso (como também preciso) dos termos abordados.

Últimos programas de disciplinas de Graduação

HL131/HL230 - Linguagem: Descrição e Interpretação & Prática de Análise da Linguagem I (Módulo II: Fonética, Fonologia e Morfologia)
Programa do primeiro semestre de 2006

1. Levantamento de pontos relevantes concernindo a experiência diária  com a fala e a escrita. Sistemas ortográficos. Arbitrariedade do signo. Arbitrariedade da relação entre letra e som.
2. Mecanismos de produção/percepção de fala. Conceitos fundamentais de Fonologia, Fonética e morfologia (fonema, morfema, lexema). Transcrições de corpora, fonológica e fonética: o Alfabeto Fonético Internacional. Transcrição prosódica. Prática de transcrição.
3. Prática de análise morfológica. Regras e processos fonológicos, morfofonológicos e morfossintáticos.


Bibliografia básica:
- Abaurre, M. B. (1993) Fonologia: a gramática dos sons: Letras.  Santa Maria, UFSM, 5: 9-24.
- Callou, D. & Y. Leite (1990) Iniciação à Fonética e à Fonologia.  Rio de Janeiro: Zahar.

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HL130 - Introdução à Formalização para Análise Lingüística
Programa do segundo semestre de 2006

1. Estatística
1.1. Noção de probabilidade a partir de dados de língua. Formalização da teoria de probabilidade. Relação entre Probabilidade e Estatística.
1.2. Estatística Descritiva: Momentos de primeira a quarta ordens: valor esperado (média, mediana e moda), dispersão (variança e desvio-padrão), assimetria e curtose de uma distribuição. Histogramas.
1.3. Estatística Inferencial: Noção de variável aleatória. População e amostra. Teorema do Limite Central. Os conceitos de derivação e de integração a partir da intuição geométrica. Distribuições de probabilidade: binomial, normal (ou gaussiana), de Student, Chi-quadrado e F. Estimação de parâmetros das distribuições. Testes de hipóteses: de valor único, entre médias (t) e entre varianças (F) e de normalidade.
2. Lógica
2.1. Elementos básicos de Teoria de Conjuntos.
2.2. Lógica de proposições.
2.3. Lógica de predicados.
2.4. Introdução a Quantificadores.

BIBLIOGRAFIA:
Bunschaft, G. e Kellner, S. R. O. (2001) Estatística sem mistérios. Vols. I a III. Petrópolis: Vozes.
Dowdy, S. & Wearden, S. Statistics for research. New York: John Wiley & Sons. 2nd Edition, 1991.
Gamut, L.T.F. Logic, Language and Meaning. Introduction to Logic, v.1, Chicago: University of Chicago Press, 1991.

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HL321- Fonética Experimental

Programa do primeiro semestre de 2006

1. Conceito de som e de onda sonora.
2. Noções de produção da fala.
3. Conceito de onda estacionária e ressonância em tubos. Relações articulatório-acústicas. Teoria fonte-filtro de produção das vogais. Extensão da teoria fonte-filtro para as consoantes.
4. Metodologia experimental para análise acústica prosódica. Papel de vogais e consoantes na organização rítmica do enunciado.
5. Metodologia experimental para análise acústica dos segmentos da fala. Características de vocóides do português brasileiro (PB). Características de contóides do PB.

O professor usará o software livre Praat, em sua última versão (disponível em http://www.praat.org) para as análises acústicas. As aulas são portanto teóricas e práticas.

REFERÊNCIAS
1. Fry, D. The physics of speech. Cambridge: Cambridge University Press, 1979.
Hardcastle, W. e J. Laver (orgs.). 1997. The handbook of phonetic sciences. Oxford: Blackwell.
2. Johnson, K. Acoustic and auditory phonetics. Londres: Blackwell, 1997.
3. Kent, R. & C. Read The acoustic analysis of speech. San Diego: Singular, 1992.
4. Ladefoged, P. Elements of Acoustic Phonetics, 2nd edition (revised). Chicago: University of Chicago Press, 1996.
5. Lass, N. (org.) Contemporary issues in experimental phonetics. Nova Iorque: Academic, 1976.
6. Mateus, M. H.; Andrade, A.; Viana, M. C; Villalva, A. Fonética, Fonologia e Morfologia do Português. Lisboa: Universidade Aberta, 1990.
7. Olive, J., A. Greenwood & J. Coleman Acoustics of American English Speech: a dynamic approach. Nova Iorque: Springer-Verlag, 1993.

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Últimos programas de disciplinas de Pós-Graduação

Tópicos de Fonética I

Prof. Plínio A. Barbosa (DL)

Programa:     Fonética Acústica II: Experimentação para além das técnicas e procedimentos clássicos

A finalidade da disciplina é a introdução à experimentação em Fonética Acústica incluindo especialmente o uso de técnicas e procedimentos de análise fonético-acústica não-clássicos no ensino de Fonética. Cada módulo é acompanhado de um roteiro para análise estatística. O programa de software a ser usado para as análises acústicas é o Praat (http://www.praat.org).

MÓDULO 1 (nasalidade em vogais). Análise da nasalização em vogais. Emprego de análise cepstral por comparação com vogais orais de grau e ponto de constrição semelhantes. Cálculo de largura de banda de formantes.

MÓDULO 2 (vozeamento em obstruintes e avaliação de qualidade de voz). Análise de vozeamento em obstruintes. Emprego do onset de freqüência fundamental. E do onset de F1 da vogal seguinte. Transição formântica: como avaliar. Avaliação indireta de qualidade vocal. Emprego do espectro de longo termo (razão α) e relações entre harmônicos.

MÓDULO 3 (montagem de corpora). Montagem de corpora para análise da fala. Níveis de mensuração. Variáveis de controle (independentes) e dependentes para análise estatística.

MÓDULO 4 (testes de percepção). Teorias de percepção da fala. Programação e execução de testes de percepção no Praat (testes de escolha múltipla forçada). Percepção categórica e gradiente, protocolos de testes de percepção, entre outros.

Avaliação: Monografia reportando um experimento acompanhado de análise estatística adequada.

LL407 Seminário Avançado em Fonética/Fonologia

2S 2009
Segunda-feira, 9-12 h

Profs. Plínio A. Barbosa (Dep. de Lingüística/IEL) e
Sandra Madureira (Dep. de Lingüística/PUC-SP)

E-mails: pabarbosa.unicampbr@gmail.com e madusali@pucsp.br


Fala expressiva: aspectos teóricos e experimentais

Esta disciplina tem como objetivo considerar, com apoio na análise fonético-acústica e em roteiros, escalas e protocolos de avaliação perceptiva, as estratégias de construção da expressividade na fala e seus efeitos impressivos sobre os ouvintes. Serão consideradas as correlações entre os planos acústico, perceptivo e de sentido de modo a fornecer subsídios para a reflexão sobre os mecanismos que concernem as relações que se estabelecem entre som e sentido na fala. Fala espontânea, semi-espontânea, leitura de poemas, diálogos e monólogos serão utilizados como objeto de estudo.

Módulo 1 - Expressividade da Fala e relações entre som e sentido: simbolismo sonoro e metáforas sonoras; questões sobre terminologia e metodologia de análise da expressividade na fala.
Módulo 2 – Prosódia e emoção: avaliação perceptiva e medidas acústicas para avaliação da expressividade de emoções na fala: o papel dos elementos prosódicos na percepção de emoções na fala (entoação, qualidade de voz, ritmo).
Módulo 3 - Prosódia e Atitudes: avaliação perceptiva e medidas acústicas para avaliação da expressividade de atitudes na fala; o papel dos elementos prosódicos na percepção de atitudes na fala (entoação, qualidade de voz, ritmo).
Módulo 4 - Estudos sobre expressividade em contextos variados: consideração das implicações dos estudos sobre a expressividade da fala para: o estudo das línguas (os contrastes entre as línguas em relação ao uso de elementos prosódicos para a expressão de atitudes); a síntese de fala (o modelamento da expressividade da fala); as correlações entre gesto vocal e a expressão facial e entre fala e expressão musical.

Avaliação: Cada módulo terá exercícios experimentais feitos em dupla, com avaliação. Uma monografia final individual completará a avaliação. Análise perceptiva e fonético-acústica de gravação de fala semi-espontânea ou de leitura de contos ou poemas ou monografia com resenha da literatura sobre tópico relacionado à investigação da expressividade oral em um contexto específico (aquisição de L2, clínica fonoaudiológica,  música,  síntese de fala, teatro, mídias, etc)

BIBLIOGRAFIA

BANSE, R.; SCHERER, K. R. Acoustic profiles in vocal emotion expression. Journal of Personality and Social Psychology. 70 (3), 614-636, 1996.
BÄNZIGER, T.; SCHERER, K. R. The role of intonation in emotional expressions. Speech Communication, 46, 252-267. 2005.
BARBOSA, P. A. (2007a) . From syntax to acoustic duration: a dynamical model of speech     rhythm production. Speech Communication, v. 49, p. 725-742.
BARBOSA, P. A. (2007b) . Análise e modelamento dinâmicos da prosódia do português     brasileiro. Revista de Estudos da Linguagem, v. 15, p. 75-96.
BRADLEY, M. M.; LANG. P. Measuring emotion: the self-assessment manikin and the semantic differential. J. Behav. Ther. Exp. Psychiatry. 25, 49-59. 1994.
COAN, J. A., ALLEN, J. B. Handbook of Emotion Elicitation and Assessment
CORNELIUS, R. R. Theoretical approaches to emotion. Proc. of the ITRW on Speech and Emotion, Newcastle, Northern Ireland, UK. 5-7 de setembro de 2000. Disponível em: ISCA Archive <http://www.isca-speech.org/archive>. 8 páginas.
EKMAN, P. Biological and cultural contributions to body and facial movement. In J. BLACKING (Ed.) Anthropology of the body. Londres: Academic Press. 1977.
EKMAN, P. Expression and the nature of emotion. In: SCHERER, K. R. EKMAN, P. (Eds.) Approaches to emotion. Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum. 1984. Pp 319-344.
FONAGY, I. (2000) Languages within Language. An evolutive approach. John Benjamins     Publishing Company. 
FRIJDA, N. H.; MARKAM, S.; SATO, K.; WIERS, R. Emotions and emotion words. In: RUSSEL, J. A.; FERNÁNDEZ-DOLS, J.-M.; MANSTEAD, A. S. R.; WELLENKAMP, J. C.(Eds.) Everyday conceptions of emotion. An introduction to the psychology, anthropology and linguistics of emotion. Dordrecht: Kluwer Academic Publishers. 1995. Pp 121-143.
HINTON, L. NICHOLS, J. & OHALA, J. J. (eds.) (1994) Sound Symbolism. Cambridge: Cambridge University Press (1994).
JAKOBSON, R. & WAUGH, L. R. (1987) The Sound Shape of Language. Berlin: Mouton de Gruyter.
KEHREIN, R., 2002. The prosody of authentic emotions. Proc. SP2002 Conf., Aix-em-Provence, França.
LEWIS, M., HAVILAND-JONES, J. M., BARRETT, L. F. Handbook of Emotions.
LINDSLEY, D. B. Emotion. In S. S. STEVENS (Ed.) Handbook of experimental psychology. New York: Wiley. 1951. Pp. 473-516.
MADUREIRA, Sandra . A expressão de atitudes e emoções na fala. In: Leny Kirillos. (Org.). Expressividade. São Paulo: Revinter, 2004, v. , p. 15-25.
MADUREIRA, S. (2008) Reciting a sonnet: production strategies and perceptual effects. Proceedings of the Speech Prosody.
OSGOOD, C. E.; SUCI, G. J.; TANNENBAUM, P. H. The measurement of meaning. Urbana: Univ. of Illinois Press, 1957.
SCHERER, K. R. Speech and emotional states. In J. DARBY (Ed.) Speech evaluation in psychiatry. New York: Grune & Stratton. 1981. Pp. 189-220.
SCHERER, K. R. On the nature and function of emotion: a component process approach. In SCHERER, K. R. EKMAN, P. (Eds.) Approaches to emotion. Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum. 1984. Pp. 293-318.
SCHERER, K. R. Vocal affect expression: a review and a model for future research. Psychological Bulletin. 99 (2), 143-165, 1986.
SCHERER, K. (2003). Vocal communication of emotion: A review of research paradigms. Speech Communication, 40, 227-256.
SCHERER, K.R., SCHORR, A. & JOHNSTONE, T. (Eds.). (2001). Appraisal processes in emotion: Theory, Methods, Research. New York and Oxford: Oxford University Press.
SCHERER, K. R.; BÄNZIGER, T. Emotional expression in prosody: a review and an agenda for future research. Proc. of the Second Speech Prosody Conference, Nara, Japan, 23-26 de março. 2004.
SCHERER, K. R.; ELLGRING, H. Multimodal expression of emotion: affect programs or componential appraisal patterns? Emotion. 7 (1), 158-171, 2007a.
SCHERER, K. R.; ELLGRING, H. Are facial expressions of emotion produced by categorical affect programs or dynamically driven by appraisal? Emotion. 7 (1), 113-130, 2007b.
SCHLOSBERG, H. Three dimensions of emotion. Psychological Review. 61 (2), 81-88, 1954.
SUDHOFF, S., LENERTOVA, D., MEYER, R., PAPPERT, S., AUGURZKY, P. Methods in Empirical prosody research. 2006.
TSUR, R. SCHOONEVELD, C (eds) (1992) What Makes Sound Patterns Expressive? The Poetic Mode of Speech Perception. Duke University Press.


LL410 Seminário Temático em Fonética e Fonologia

 1S 2009

Terça-feira, 9-12 h

Prof. Plínio A. Barbosa (Departamento de Lingüística)

E-mail: pabarbosa.unicampbr@gmail.com

Introdução aos Estudos de Prosódia Experimental

1.      Introdução: prosódia, prosódia experimental e funções prosódicas, lingüísticas e para-lingüísticas. Metodologia experimental na pesquisa em entoação e ritmo.
2.      MÓDULO I – Proeminência, acento, ênfase, foco, agrupamento e constituintes prosódicos nos enunciados lidos e espontâneos. Aspectos rítmicos.
3.      MÓDULO II – Proeminência, acento, ênfase, foco, agrupamento e constituintes prosódicos nos enunciados lidos e espontâneos. Aspectos entoacionais.
4.      MÓDULO III – Prosódia e qualidade de voz.
5.      MÓDULO IV – Avaliação experimental da percepção da prosódia.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
-  Barbosa, P. A. (2006) Incursões em torno do ritmo da fala. Campinas: Pontes/Fapesp.
-  Bolinger, D. (1985) Intonation and its parts: melody in spoken English. Ann Arbor: Edward Arnold.
-  Botinis, A., Granström, B. & Möbius, B. (2001) Developments and paradigms in intonation research. Speech Communication. 33, 263-296.
-  Cutler, A. & Isard, S. D. (1980) The production of prosody. In: Butterwoth, B. (ed.) Language Production. v. 1, Londres: Academic Press.
-  Hirst, D. & Di Cristo, A. (1998) Intonation systems: a survey of twenty languages. Cambridge: Cambridge University Press.
-  Rhardisse, N. & C. Abry (1995) Mandible as syllable organizer. Proceedings of the XIIIth International Congress of Phonetic Sciences. 3, 556-559.
-  Vaissière, J. (1983) Language-independent prosodic features. In: Cutler, A. & Ladd, D.R. (Eds.) Prosody: models and measurements. Berlin: Springer-Verlag, 53-66.

AVALIAÇÃO
Cada módulo terá exercícios experimentais feitos em dupla, com avaliação. Uma monografia final individual completará a avaliação.



Fonética Experimental
Mestrado em Ciências da Fala e da Audição
Universidade de Aveiro

Prof. Plínio A. Barbosa (IEL/UNICAMP, Brasil)
plinio@iel.unicamp.br

Para a parte prática da disciplina, que estará presente em praticamente todos as aulas, utilizaremos o software Praat para análise de sinais de fala (http://www.praat.org). O Praat foi desenvolvido por Paul Boersma e David Weenink, ambos do Institute of Phonetic Sciences, da Universidade de Amsterdam. Há uma lista de discussão dos usuários do Praat em: http://groups.yahoo.com/group/praat-users.


Conteúdo programático
(entre parênteses as aulas correspondentes ao tema)

1. O SOM, A ONDA SONORA E SUA PRODUÇÃO PELO HOMEM: REVISÃO
A interação entre produção e percepção de fala. Características físicas do som. Sons periódicos e aperiódicos. Conceito de onda sonora. Onda periódica simples e complexa. Princípios de ressonância e filtragem. Elementos de Fisiologia da Fala: subsistemas respiratório, laríngeo e supralaríngeo. Ressonâncias no trato. Aspectos de análise instrumental da produção de fala. (1)

2. TEORIA ACÚSTICA DE PRODUÇÃO DA FALA
Conceito de onda estacionária e ressonância em tubos. Formantes e teoria da perturbação. Revisão da filtragem, espectrografia e LPC. Relações articulatório-acústicas. Teoria fonte-filtro de produção das vogais. Teoria fonte-filtro estendida para a produção de consoantes. (2, 3)

3. ANÁLISE ACÚSTICA COMPARATIVA DOS GESTOS VOCÁLICOS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO E EUROPEU (4,5)

4. ANÁLISE ACÚSTICA COMPARATIVA DOS GESTOS CONSONANTAIS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO E EUROPEU (6,7, 8)

5. ELEMENTOS DE PERCEPÇÃO DA FALA
Processamento da onda sonora no Sistema Periférico Auditivo. Limiares auditivos e escalas Mel e Bark. Sensações de volume e de altura. Testes de percepção de fala. (9)

6. ANÁLISE  FONÉTICA PROSÓDICA E PROSÓDIA EXPERIMENTAL NO BRASIL
Papel de vogais e consoantes na organização rítmica do enunciado. Unidades de programação rítmica: sílaba, VV e grupo acentual. Interação Prosódia-Segmentos a partir de dados do PB. Apresentação dos trabalhos em fonética experimental do Grupo de Estudos de Prosódia da Fala.(10, 11)


BIBLIOGRAFIA
(livros-texto em negrito)
[1] Barbosa, P. A. (2006) Incursões em torno do ritmo da fala. Campinas, Brasil: Pontes.
[2] Browman, C.; Goldstein, L. (1989) Articulatory Gestures as Phonological Units. Phonology, 6: 201-251.
[3] Fujimura, O. & Erickson, D. (1997) Acoustic Phonetics. In: The Handbook of Phonetic Sciences. Hardcastle, W. & Laver, J. (Ed.), Londres: Blackwell Publishers.
[4] Hayward, K. (2000) Experimental phonetics. Essex: Pearson educated Limited.
[5] Johnson, K. Acoustic and Auditory Phonetics. Oxford: Blackwell Publishers Ltd, 1997.
[6] Mateus, M.H.M, Andrade, A.,Viana, M.C. & Villalva, A. Fonética, Fonologia e Morfologia do Português. Lisboa: Universidade Aberta, 1990.

AVALIAÇÃO

Trabalho apresentado em duplas, no formato de monografia contendo parte teórica e experimental. A parte experimental deve conter a motivação do fenômeno estudado, a metodologia empregada icnluindo o corpus gravado, a análise, e a avaliação estatística dos resultados de algum fenômeno fônico de interesse. Desempenho nos exercícios práticos semanais e participação em aula.

Observação: recomendo a leitura da referência [3] antes de começar as aulas.

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LL204 - Tópicos de Fonética I
Programa do segundosemestre de 2004

Para uma análise dinâmica da percepção da prosódia

O curso visa ao estudo de processos perceptuais da motricidade em geral aplicados à fala a partir de uma visão dinâmica do produzir e perceber a fala (Kelso 1995). A leitura de base será a de uma capítulo por semana do livro Le Sens du mouvement, de Alain Berthoz, para o qual existe uma versão em inglês. Complementando a mesma leremos artigos da área de percepção de fala discutindo criticamente conceitos chaves como mascaramento, percepçãp categórica e gradiente, protocolos de testes de percepção, entre outros.
Experimentos reais de percepção serão montados e executados a partir de software adequados, e analisados em classe.

BIBLIOGRAFIA

- Berthoz, A. (1997) Le Sens du mouvement. Editions Odile Jacob.
- Kelso, J. A. S. (1995) Dynamic patterns: the self-organization of brain and behavior. Cambridge, MA: MIT Press.

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LL191 - Modelos de Análise Prosódica
Programa do segundo semestre de 2006

Modelamento dinâmico (funcional) da prosódia da fala

1. Do modelamento funcional da produção/percepção da prosódia
1.1. Modelamento nas ciências da fala em relação com função comunicativa e princípios dinâmicos. Teorização/experimentação;
1.2. Da questão do controle. Complexidade da entrada funcional e abstração no modelo.
2. Plausibilidade biológica (neural e biomecânica) de modelos dinâmicos de produção/percepção da fala.
2.1. Experimentos de sincronização fala-metrônomo. Experimentos com lab speech e fala espontânea e semi-espontânea.
3. Plausibilidade lingüística
3.1. O lingüístico num modelamento funcional. Forma (fonológica) vs função (comunicativa). Acento, acentuação, métrica. Interface funcional sintaxe-prosódia.


BIBLIOGRAFIA


- ABBS, J. H. Invariance and variability in speech production: a distinction between linguistic intent and its neuromotor implementation. In: PERKELL, J.; KLATT, D. H. (Ed.). Invariance and Variability in Speech Processes. Ann Arbor: Erlbaum Hillsdale, 1986. p. 202–225.
- ACKERMANN, H.; MATHIAK, K.; IVRY, R. B. Temporal organization of “internal speech” as a basis for cerebellar modulation of cognitive functions. Behavioral and Cognitive Neuroscience Reviews, v. 3, n. 1, p. 14–22, 2004.
- BARBOSA, P. A. (2006) Incursões em torno do ritmo da fala. Tese de Livre-Docência.
- BYRD, D.; SALTZMAN, E. The elastic phrase: modeling the dynamics of boundary-adjacent lengthening. Journal of Phonetics, v. 31, p. 149–180, 2003.
- CUMMINS, F. & R. PORT (1998) Rhythmic constraints on “stress-timing” in English. Journal of Phonetics, 26: 145-171.
- FUJIMURA, O. (1995) Prosodic organization of speech based on syllables: the C/D model. Proceedings of the XIIIth International Congress of Phonetic Sciences. 3, 10-17.
- HIRST, D. (2005) Form and function in th representation of speech prosody. Speech Communication. 46, 334-347.
- KOHLER, K. (2004) Prosody revisited. Function time and the listener in Intonational Phonology. Proc. Speech Prosody 2004, 171-174.
- MORTON, J., S. MARCUS & C. FRANKISH (1976) Perceptual centers (p-centers). Psychological revue. 83 (5), 405-408.
- POMPINO-MARSCHALL, B. (1989) On the psychoacoustic nature of the p-center phenomenon. Journal of Phonetics. 17, 175-192.
- PORT, R. F. & van GELDER, T. (Eds.) (1995) Mind as motion. Explorations un the dynamics of cognition. Cambridge, USA: The MIT Press. Capítulos 3, 6, 7 e 13.
- ROY, A. C.; ARBIB, M. A. The syntactic motor system. Gesture, v. 5, n. 1/2, p. 7–37, 2005.
- SALTZMAN, E.; LÖFQVIST, A.; MITRA, S. ‘Glues’ and ‘clocks’: intergestural cohesion and global timing. In: BROE, M. B.; PIERREHUMBERT, J. B. (Ed.). Papers in Laboratory Phonology V: Acquisition and the Lexicon. Cambridge, Reino Unido: Cambridge University Press, 2000. p. 88–101.
- SALTZMAN, E. L.; KELSO, J. A. S. Skilled actions: a task-dynamic approach. Psychological Review, v. 94, n. 1, p. 84–106, 1987.
- SALTZMAN, E. L.; MUNHALL, K. G. A dynamical approach to gestural patterning in speech production. Ecological Psychology, v. 1, n. 4, p. 333–382, 1989.
- SCOTT, S. K.; WISE, R. J. S. PET and fMRI studies of the neural basis of speech perception. Speech Communication, v. 41, p. 23–34, 2003.
- THELEN, E.; SMITH, L. B. A dynamical systems approach to the development of cognition and action. Cambridge, Estados Unidos: The MIT Press, 1994.
- XU. Y. (2006) Speech Prosody as articulated communicative functions. Proc. Speech Prosody 2006.

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LL268 - Modelos Quantitativos em Fonética e Fonologia
Programa do primeiro semestre de 2003

Técnicas para análise e modelamento prosódicos com Praat e MatLab

1. Análise: mensuração e elaboração de testes de percepção usando o Praat, análise estatística em software específicos.
1.1. Mensuração de dados de pesquisas em ritmo e entoação do português brasileiro. Dados de duração, configuração formântica, freqüência fundamental e intensidade.
1.2. Implementação de programas no Praat para automação de tarefas de mensuração.
1.3. Técnicas estatísticas paramétricas e não-paramétricas para análise prosódica, com um ou mais sujeitos. Paramétricos: ANOVA, ANOVA de medidas repetidas, MANOVA, correlação de Pearson. Não-paramétricos: Kruskall-Wallis, Friedman ANOVA, testes t não-paramétricos (Mann Whitney U test, e Wilcoxon). Análise de poder estatístico (power analysis) e testes de permutação.
1.4. Programação e execução de testes de percepção via Praat.
2. Modelamento: programação de modelos de produção da prosódia em MatLab.
2.1. Modelo de produção do ritmo da fala (já em desenvolvimento).
2.2. Extrator de p-centers e onset de vogal. Detector de grupos acentuais (em produção).
2.3. Implementação de modelos da entoação.

Dados e leituras: dados fornecidos pelos trabalhos em andamento do professor e alunos do curso. Várias leituras serão feitas ao longo do curso e os artigos serão forncecidos quando do início das aulas. Avaliação: Monografia reportando um experimento acompanhado de análise estatística e/ou modelamento adequados.

BIBLIOGRAFIA
- Barbosa, P. A. (org.), 2002. Cadernos de Estudos Lingüísticos, 43. Número temático “Análise e modelamento prosódicos da fala”.
- Dowdy, S. & Wearden, S., 1991. Statistics for research. New York: John Wiley & Sons. 2nd Edition.
- Edginton, Eugene S., 1980. Randomization tests. New York: Marcel Dekker, Inc.
- Eriksson, A., 1991. Aspects of Swedish Speech Rhythm. Göteborg: University of Göteborg.
- Hirst, D. & Di Cristo, A., 1998. Intonation systems: a survey of twenty languages. Cambridge: Cambridge University Press.
- Ladd, D. R., 1996. Intonational Phonology. Cambridge: Cambridge University Press.
- Pierrehumbert, J. B., 1980. The Phonology and Phonetics of English Intonation. PhD disseratition. Cambridge, Mass: MIT.
- Port, R. F. & van Gelder, T. (eds.), 1995. Mind as motion. Explorations un the dynamics of cognition. Cambridge, USA: The MIT Press.
- Rietveld, T. & van Hout, R., 1993. Statistical techniques for the study of language and language behaviour. Berlin: Mouton de Gruyter.
- Scarpa, E. (org.), 1999. Estudos de Prosódia. Campinas: Editora da Unicamp.
- Williams, B., 1993. Biostatistics. Londres: Chapan & Hall.

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LL108- Fonética Acústica
Programa do primeiro semestre de 2004

Analisador de sinal de fala a ser usado durante o curso: Praat (desenvolvido por Paul Boersma e David Weenink, do Institute of Phonetic Sciences, da Universidade de Amsterdam), em sua última versão, disponível em http://www.praat.org. (Algumas das razões para adotá-lo são: o elevado grau de aceitação na comunidade fonética internacional, a possibilidade de desenvolver programas - via scripting - para realizar seqüências de análise e entrada de parâmetros automaticamente, a confiabilidade dos resultados e o fato de estar em constante aprimoramento e, é claro,  a gratuidade do programa.) Há uma lista de discussão dos usuários do Praat em: http://groups.yahoo.com/group/praat-users.

Conteúdo programático

1. INTRODUÇÃO GERAL E CONCEITO DE SOM E DE ONDA SONORA
A interação entre produção e percepção de fala. Características físicas do som. Sons periódicos e aperiódicos. Conceito de onda sonora. Onda periódica simples. Amplitude, freqüência, fase e duração. Princípios de ressonância e filtragem.

2. ELEMENTOS E MODELOS DE PRODUÇÃO DA FALA
Elementos de Fisiologia da Fala: subsistemas respiratório, laríngeo e supralaríngeo. Ressonâncias no trato. Modelos de produção da fala.

3. TEORIA ACÚSTICA DE PRODUÇÃO DA FALA
Conceito de onda estacionária e ressonância em tubos. Formantes e teoria da perturbação. Relações articulatório-acústicas. Teoria fonte-filtro de produção das vogais. Teoria fonte-filtro estendida para a produção de consoantes.

4. ANÁLISE ACÚSTICA INSTRUMENTAL DA FALA
Amostragem e quantização do sinal de fala. Filtragem, espectrografia larga e estreita. Análise de Fourier (FFT). Análise de formantes (LPC). Marcadores de período glotal.

5. OS GESTOS VOCÁLICOS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO
Aspectos estacionários e dinâmicos.

6. OS GESTOS CONSONANTAIS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO
Aspectos estacionários e dinâmicos.

7. ANÁLISE  FONÉTICA PROSÓDICA
Papel de vogais e consoantes na organização rítmica do enunciado. Unidades de programação rítmica: sílaba, GIPC e grupo acentual. Interação Prosódia-Segmentos a partir de dados do PB.

8. ELEMENTOS DE PERCEPÇÃO DA FALA
Processamento da onda sonora no Sistema Periférico Auditivo. Limiares auditivos e escalas Mel e Bark. Sensações de volume e de altura. Cocleogramas.

BIBLIOGRAFIA
[1] Barbosa, P.A. (1996) At least two macrorhythmic units are necessary for modeling Brazilian Portuguese duration: emphasis on segmental duration generation. Cadernos de Estudos Lingüísticos. 31, 33-53.
[2] Barbosa, P. A. (2002) Explaining Cross-Linguistic Rhythmic Variability via a Coupled-Oscillator Model of Rhythm Production. Bernard Bel & Isabelle Marlien (eds.) In: Proceedings of the Speech Prosody 2002 Conference, 11-13 April, Aix-en-Provence: Laboratoire Parole et Langage. pp 163-166.
[3] Browman, C.P. & Goldstein, L. (1986) Towards an articulatory phonology. Phonology Yearbook, 3, 219-252.
[4] Browman, C. & Goldstein, L. (1989) Articulatory Gestures as Phonological Units. Phonology, 6: 201-251.
[5] Browman, C.P. & Goldstein, L. (1990) Tiers in articulatory phonology with some implications for casual speech. Kingston, J. & Beckman, M.E. (Eds.). Papers in Laboratory Phonology 1. Cambridge University Press, 341-376.
[6] Fowler, C. (1980) Coarticulation and theories of extrinsic timing. J. of Phonetics, 8, 113-133.
[7] Fujimura, O. (1992) Phonology and Phonetics – a syllabe-based model of articulatory organization. Journal of the Acoustical Society of America (E), 13, 39-48.
[8] Fujimura, O. (1995) Prosodic organization of speech based on syllables: the C/D model. Proc. of the XII International Congress of Phonetic Sciences 3, 10-17.
[9] Fujimura, O. & Erickson, D. (1997) Acoustic Phonetics. In: The Handbook of Phonetic Sciences. Hardcastle, W. & Laver, J. (Ed.), Londres: Blackwell Publishers.
[10] Johnson, K. Acoustic and Auditory Phonetics. Oxford: Blackwell Publishers Ltd, 1997.
[11] Kent, R. & Read, C. The Acoustic Analysis of Speech. San Diego: Singular Publishing Group Inc., 1992.
[12] Ladefoged, P. Elements of Acoustic Phonetics. Chicago: University of Chicago Press, 2nd Ed., 1996.
[13] Mateus, M.H.M, Andrade, A.,Viana, M.C. & Villalva, A. Fonética, Fonologia e Morfologia do Português. Lisboa: Universidade Aberta, 1990.
[14] Öhman, S. (1966) Coarticulation in VCV utterances: spectrographic measurements. Journal of the Acoustical Society of America, 39, 151-168.
[15] Scarpa, E.M. (Org.) (1999) Estudos de Prosódia. Campinas: Editora da Unicamp.
Stevens, K. (1998) Acoustic Phonetics. Cambridge, Mass: The MIT Press.

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LL267 - CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE FALA
Programa do segundo semestre de 2001

O curso destina-se a Lingüistas, Engenheiros Elétricos, Eletrônicos e de Computação, Físicos, Fonoaudiólogos, Foneticistas e profissionais de áreas afins, interessados em fazer pesquisa em Ciências da Fala e/ou construir sistemas das chamadas Tecnologias de Fala ou Tecnologias Vocais.
O tema central do curso é o modelamento dos mecanismos de produção e percepção de fala, através da Síntese e do Reconhecimento de Fala. A Síntese Concatenativa será privilegiada e ilustrada pela demonstração do Aiuruetê, o sistema de síntese de fala do LAFAPE. Uma visita à FEEC também está prevista.


1. INTRODUÇÃO[5]
­ A “fala” como objeto de estudo
­ Os cinco pólos da Comunicação Falada
­ Integração entre disciplinas e métodos das Ciências da Fala
­ Integração entre Ciência e Tecnologia de Fala

2.  PRODUÇÃO DE FALA [10]
­ Elementos de Fisiologia da Fala
­ Ressonâncias no trato vocal
­ Modelos de Produção de Fala: modelos articulatórios e modelos gerais
 
3.  ELEMENTOS DE FONÉTICA ACÚSTICA E DE FONOLOGIA [8, 12]
­ Som e onda sonora e Teoria Acústica de Produção da Fala
­ O espectrógrafo e o espectrograma
­ Características acústico-prosódicas gerais de vogais e consoantes do português brasileiro (PB)
 
4. HISTÓRIA DA SÍNTESE DA FALA [3, 9]
­ O fascínio da fala: máquinas de von Kempelen, Faber, Pattern Playback. Primeiros experimentos com fala sintética
­ Métodos e técnicas de síntese da fala. Sínteses paramétrica, concatenativa e articulatória: modelamento do input vs output do mecanismo de produção. Vocoder, sintetizadores de formantes, LPC e Klatt

5. SÍNTESE A PARTIR DO CONCEITO OU CONCEPT-TO-SPEECH (CTS) [6, 9]
­ Modelo completo de produção de fala
­ O parser
­ Tradução automática e Sistemas de Diálogo
 
6.  SÍNTESE A PARTIR DO TEXTO ESCRITO: ANÁLISE TEXTUAL [2, 3, 6]
­ Pré-processamento
­ Transdução ortográfica-fônica: OrtoFon
 
7.  SÍNTESE A PARTIR DO TEXTO ESCRITO: ANÁLISE PROSÓDICA [3, 4, 5, 11, 14]
­ Modelos de ritmo, entoação e volume
­ Lingüística de corpora: segmentação e etiquetagem
 
8. SÍNTESE CONCATENATIVA [5]
­ Dicionário de unidades: princípios subjacentes à montagem
­ Recuperação e concatenação das unidades: técnicas estatísticas e analíticas para síntese via corpus e síntese concatenativa
 
9.  AVALIAÇÃO E ESTADO DA ARTE
­ Emoção sintética
­ Estilos de elocução
­ Síntese audio-visual
­ Síntese e Web
 
10. VISITA AO LAFAPE E SEU SISTEMA DE SÍNTESE DE FALA: AIURUETÊ
11. PERCEPÇÃO DA FALA [8]
­ Processamento da onda sonora no Sistema Periférico Auditivo
­ Limiares de audição e Escalas Psicoacústicas
 
12.  RECONHECIMENTO DE PADRÕES [13]
­ O problema geral do reconhecimento
­ A questão de John Pierce (Bell Labs.)
­ Técnicas: parâmetros LPC, banco de filtros e padrões
­ O problema da normalização (amplitude e tempo)
­ Métricas de cálculo da distância entre exemplos e protótipos
 
13. MODELOS OCULTOS DE MARKOV (HMMs) E REDES NEURAIS [7, 13]

­ Máquina de estados finitos
­ Algoritmo de Viterbi
­ O conexionismo na tecnologia de fala
 
14. VISITA À FAC. DE ENGENHARIA ELÉTRICA E COMPUTAÇÃO

15. OUTRAS TECNOLOGIAS VOCAIS

­ Reconhecimento de língua
­ Identificação e verificação de locutor
­ Voice mail

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

[1]    Allen, J., S. Hunnicutt & D. Klatt (1987) From text to speech: the MITalk system. Cambridge: Cambridge University Press.
[2]    Barbosa, P. A. (2000) “Syllable-timing in Brazilian Portuguese”: uma crítica a Roy Major. D.E.L.T.A., 16 (2), 369-402.
[3] Barbosa, P. A. (1999) Revelar a estrutura rítmica de uma língua construindo máquinas falantes: pela integração de ciência e tecnologia de fala. In: Estudos de Prosódia. Scarpa, E. (org.). Campinas: Editora da Unicamp. 21-52.
[4] Barbosa, P.A., Violaro, F., Albano, E.C., Simões, F.O., Aquino, P. A., Madureira. S. & Françozo, E. (1999) Aiuruetê: a high-quality concatenative text-to-speech system for Brazilian Portuguese with demisyllabic analysis-based units and a hierarchical model of rhythm production. Proceedings of the Eurospeech’99, Budapeste, Hungria, 5 a 9 de setembro. v. 5, 2059-2062.
[5] Bourlard, H., H.Hermansky & N. Morgan (1996) Towards increasing speech recognition error rates. Speech Communication 18 (3),.
[6] Kent, R. & Read, C. (1992) The Acoustic Analysis of Speech. San Diego: Singular Publishing Group Inc.
[7] Klatt, D.H (1987) Review of  text-to-speech conversion for English, J. Acoust. Soc. Am. 82, 737-793.
[8] Levelt, W. (1989) Speaking. From intention to articulation. Cambridge: MIT Press.
[9] Madureira, S. (1999) Entoação e síntese da fala: Modelos e Parâmetros. In: Estudos de Prosódia. Scarpa, E. (org.). Campinas: Editora da Unicamp.
[10] Newmeyer, F. J. (Ed.) (1988) Linguistics: The Cambridge Survey. Linguistics Theory: Foundations (v. 1). Cambridge: Cambridge University Press.
[11] Rabiner, L. & Biing-Hwang Juang (1993) Fundamentals of Speech Recognition. Prentice-Hall.
[12] van Santen, J. Richard Sproat, Joseph Olive & Julia Hirschberg (Eds) (1997) Progress in Speech Synthesis. Springer-Verlag, New-York.

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Últimos programas de disciplinas de Extensão

IEL-0106 - ANÁLISE ESTATÍSTICA EM PESQUISA FONÉTICO-EXPERIMENTAL

Programa da disciplina de maio de 2005

Primeiro Encontro: Introdução Geral à Análise Estatística
1. Diferenças entre Estatística Descritiva e Estatística Inferencial: histogramas, medidas de valor central e medidas de dispersão
1.1. População e amostra
1.2. Variável aleatória e seus níveis de mensuração (nominal, ordinal e intervalar). Procedimentos de aleatorização
1.3. Variável independente (de controle) e variável dependente
2. Distribuições probabilísticas básicas
2.1. Normal ou gaussiana. Z-score. Teorema do Limite Central
2.2. Comparando médias: Student ou t
2.3. Comparando varianças: F

Segundo Encontro: Testes de hipótese. Comparando médias
1. Esquema geral de um teste de hipóteses
1.1. Teste estatístico
1.2. Erros do tipo I e tipo II
1.3. Nível de significância
1.4. Poder do teste
2. Comparando distribuições: Distribuição Chi-quadrado. Teste de normalidade
3. Teste t de valor único (var. intervalar)
4. Teste t para comparação de duas médias: de variáveis independentes e de variáveis dependentes (pareadas)

Terceiro Encontro: One-Way ANOVA e testes post-hoc
1. Características gerais do modelo completamente aleatório de efeitos fixos (modelo  I). Fator e nível. Suposições. A variável independente é categórica
1.1. One-Way ANOVA: como é calculada, valor de F, p. Interpretação dos resultados
2. Testes post-hoc (Scheffé, Bonferroni, Fisher LSD, Homogeneous group Scheffé)

Quarto Encontro: N-Way ANOVA e testes não-paramétricos
1. Características gerais do modelo completamente aleatório de efeitos fixos para vários fatores. Interação entre fatores na N-Way ANOVA
2. Testes de comparação de dois grupos (Wilcoxon, Mann Whitney U)
3. ANOVA não-paramétrica (Kruskal-Wallis)

Quinto Encontro: Correlação paramétrica e não-paramétrica. ANOVA de medidas repetidas paramétrica e não-paramétrica
1. Correlação de Pearson
2. Correlação de Spearman
3. ANOVA de medidas repetidas. Suposições
4. Friedman’s ANOVA

As alunas de Florianópolis, durante um jantar no Giovanetti, redigiram a ode abaixo, sinal da perfeita assimilação dos conceitos com que trabalhamos.

Ode à Gaussiana

Era uma vez uma menina chamada Gaussiana; Gau, para os íntimos. Gaussiana era uma menina centrada, normal, apesar de apresentar alguns desvios-padrão. Gaussiana foi ao analista fazer regressão. O analista correlacionou seus desvios aos graus de liberdade impostos por sua criação conservadora.

Perturbada pelo resultado da análise, Gaussiana tomou uma decisão espúria e colocou um Pearson e foi tomar umas pré-tônicas Smirnov, around Giovanetti com a macacada rural. Lá, Gau conheceu Fisher, que lhe apresentou o LSD, que a deixou chapada, torta e assimétrica. Após algumas Smirnovs, os paramédricos foram chamados para socorrê-la. Dr. Plínio, PhD em atendimentos post-hoc’n roll, analisou os resíduos das amostras randomizadas e reportou que o erro tipo 1 deveria ser rejeitado, propondo a hipótese alternativa de tratamentos não-paramédricos, tudo isso sem se gabar. Gaussiana era significativamente um 10-6 mas, assim como as meninas de Floripa, Gaussiana tinha Poder e analisava todas as alternativas e probabilidades.

Certo dia, Gau conheceu Scheffé. Scheffé era um dos rapazes mais conservadores da população... E qui-quadrado!!! A probabilidade de interação entre suas variáveis alternativas era independente de medidas repetidas. N-Way, após muitas hipóteses, variáveis e varianças, Gau tornou-se umA-NOVA mulher.

Lembrança das meninas de Floripa (Curso de extensão em Análise Estatística em Pesquisa Fonético-Experimental). Campinas, 5 de maio de 2005.

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