Graduação
No 1S 2009, Fonética experimental*
Desde1999: Introdução à Formalização
para Análise Lingüística. Trata-se de uma introdução
à Lógica e à Estatística em Estudos da Linguagem.
(Último programa)
Desde 2005: Linguagem:
Descrição e Interpretação (Módulo II:
Fonética, Fonologia e Morfologia). (Último
programa)
Desde 2005: Prática
de Análise da Linguagem I (Módulo II: Fonética, Fonologia
e Morfologia). (Último programa)
*Desde 1999: Fonética
Experimental (Último programa)
Pós-Graduação
No 1S 2009: Seminários temáticos em Fonética
e Fonologia (Introdução
aos estudos prosódicos)
No 2S2008:
LL 204, TÓPICOS DE FONÉTICA I (Fonética Acústica
II: Experimentação
para além das técnicas e procedimentos clássicos):
PROGRAMA.
No 1S2007, ministrei 30 horas de Fonética
Experimental no Mestrado em Ciências
da Fala e Audição, Universidade de Aveiro, Portugal.
Programa
aqui. Desde
2004: Tópicos
em Fonética (Último
programa)
Desde 2003: Modelos de Análise
Prosódica (Último programa)
Desde 2002: Modelos
Quantitativos em Fonética e Fonologia (Último
programa)
Desde 1999: Fonética
Acústica (Último programa)
De 1997 a 1999: Ciência e Tecnologia da Fala (Último programa)
Extensão
De 2 a 6 de maio de 2005: Análise estatística
em pesquisa fonético-experimental . Programa
Realizado em cinco dias, a disciplina contou
com a participação de quinze pessoas, sendo as nove de Florianópolis
que solicitaram a disciplina, uma de Bauru, duas de São Paulo e três
da própria Unicamp. Todos os dados da disciplina usados para exemplificação
das técnicas foram lingüísticos e de pesquisa real. Na
última aula as alunas de Florianópolis me honraram com uma
ode que demonstra um conhecimento no mínimo
curioso (como também preciso) dos termos abordados.
Últimos programas de disciplinas de Graduação
HL131/HL230 - Linguagem: Descrição
e Interpretação & Prática de Análise
da Linguagem I (Módulo II: Fonética, Fonologia e Morfologia)
Programa do primeiro semestre de 2006
1. Levantamento de pontos relevantes concernindo a experiência diária
com a fala e a escrita. Sistemas ortográficos. Arbitrariedade do signo.
Arbitrariedade da relação entre letra e som.
2. Mecanismos de produção/percepção de fala.
Conceitos fundamentais de Fonologia, Fonética e morfologia (fonema,
morfema, lexema). Transcrições de corpora, fonológica
e fonética: o Alfabeto Fonético Internacional. Transcrição
prosódica. Prática de transcrição.
3. Prática de análise morfológica. Regras e processos
fonológicos, morfofonológicos e morfossintáticos.
Bibliografia básica:
- Abaurre, M. B. (1993) Fonologia: a gramática dos sons: Letras.
Santa Maria, UFSM, 5: 9-24.
- Callou, D. & Y. Leite (1990) Iniciação à Fonética
e à Fonologia. Rio de Janeiro: Zahar.
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HL130
- Introdução à Formalização
para Análise Lingüística
Programa do segundo semestre de 2006
1. Estatística
1.1. Noção de probabilidade a partir de dados de língua.
Formalização da teoria de probabilidade. Relação
entre Probabilidade e Estatística.
1.2. Estatística Descritiva: Momentos de primeira a quarta ordens:
valor esperado (média, mediana e moda), dispersão (variança
e desvio-padrão), assimetria e curtose de uma distribuição.
Histogramas.
1.3. Estatística Inferencial: Noção de variável
aleatória. População e amostra. Teorema do Limite Central.
Os conceitos de derivação e de integração a partir
da intuição geométrica. Distribuições
de probabilidade: binomial, normal (ou gaussiana), de Student, Chi-quadrado
e F. Estimação de parâmetros das distribuições.
Testes de hipóteses: de valor único, entre médias (t)
e entre varianças (F) e de normalidade.
2. Lógica
2.1. Elementos básicos de Teoria de Conjuntos.
2.2. Lógica de proposições.
2.3. Lógica de predicados.
2.4. Introdução a Quantificadores.
BIBLIOGRAFIA:
Bunschaft, G. e Kellner, S. R. O. (2001) Estatística sem mistérios.
Vols. I a III. Petrópolis: Vozes.
Dowdy, S. & Wearden, S. Statistics for research. New York: John Wiley
& Sons. 2nd Edition, 1991.
Gamut, L.T.F. Logic, Language and Meaning. Introduction to Logic, v.1, Chicago:
University of Chicago Press, 1991.
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HL321-
Fonética Experimental
Programa do primeiro semestre de 2006
1. Conceito de som e de onda sonora.
2. Noções de produção da fala.
3. Conceito de onda estacionária e ressonância em tubos. Relações
articulatório-acústicas. Teoria fonte-filtro de produção
das vogais. Extensão da teoria fonte-filtro para as consoantes.
4. Metodologia experimental para análise acústica prosódica.
Papel de vogais e consoantes na organização rítmica
do enunciado.
5. Metodologia experimental para análise acústica dos segmentos
da fala. Características de vocóides do português brasileiro
(PB). Características de contóides do PB.
O professor usará o software livre Praat, em sua última versão
(disponível em http://www.praat.org) para as análises acústicas.
As aulas são portanto teóricas e práticas.
REFERÊNCIAS
1. Fry, D. The physics of speech. Cambridge: Cambridge University Press,
1979.
Hardcastle, W. e J. Laver (orgs.). 1997. The handbook of phonetic sciences.
Oxford: Blackwell.
2. Johnson, K. Acoustic and auditory phonetics. Londres: Blackwell, 1997.
3. Kent, R. & C. Read The acoustic analysis of speech. San Diego: Singular,
1992.
4. Ladefoged, P. Elements of Acoustic Phonetics, 2nd edition (revised). Chicago:
University of Chicago Press, 1996.
5. Lass, N. (org.) Contemporary issues in experimental phonetics. Nova Iorque:
Academic, 1976.
6. Mateus, M. H.; Andrade, A.; Viana, M. C; Villalva, A. Fonética,
Fonologia e Morfologia do Português. Lisboa: Universidade Aberta, 1990.
7. Olive, J., A. Greenwood & J. Coleman Acoustics of American English
Speech: a dynamic approach. Nova Iorque: Springer-Verlag, 1993.
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Últimos programas de disciplinas de Pós-Graduação
Tópicos de Fonética I
Prof. Plínio
A. Barbosa (DL)
Programa:
Fonética Acústica II: Experimentação
para além das técnicas e procedimentos clássicos
A finalidade da disciplina é a introdução à experimentação
em Fonética
Acústica incluindo especialmente o uso de técnicas
e procedimentos de análise fonético-acústica não-clássicos
no ensino de Fonética. Cada módulo é acompanhado de
um roteiro para análise estatística. O programa de software a ser usado para as análises acústicas
é o Praat (http://www.praat.org).
MÓDULO 1 (nasalidade em vogais). Análise da nasalização em vogais. Emprego
de análise cepstral por comparação com vogais orais de
grau e ponto de constrição semelhantes. Cálculo de largura
de banda de formantes.
MÓDULO 2 (vozeamento em obstruintes e avaliação
de qualidade de voz). Análise de vozeamento
em obstruintes.
Emprego do onset de freqüência fundamental. E
do onset de F1 da vogal seguinte. Transição formântica:
como avaliar. Avaliação indireta de qualidade vocal. Emprego
do espectro de longo termo (razão α) e relações entre
harmônicos.
MÓDULO 3 (montagem de corpora). Montagem de corpora para análise da fala.
Níveis de mensuração. Variáveis de controle (independentes)
e dependentes para análise estatística.
MÓDULO 4 (testes de percepção). Teorias de percepção da fala. Programação
e execução de testes de percepção no Praat (testes
de escolha múltipla forçada). Percepção categórica
e gradiente, protocolos de testes de percepção, entre outros.
Avaliação: Monografia reportando
um experimento acompanhado de análise estatística adequada.
LL407 Seminário
Avançado em Fonética/Fonologia
2S 2009
Segunda-feira, 9-12 h
Profs. Plínio A. Barbosa (Dep. de Lingüística/IEL) e
Sandra Madureira (Dep. de Lingüística/PUC-SP)
E-mails: pabarbosa.unicampbr@gmail.com e madusali@pucsp.br
Fala expressiva: aspectos teóricos e experimentais
Esta disciplina tem como objetivo considerar, com apoio na análise
fonético-acústica e em roteiros, escalas e protocolos de avaliação
perceptiva, as estratégias de construção da expressividade
na fala e seus efeitos impressivos sobre os ouvintes. Serão consideradas
as correlações entre os planos acústico, perceptivo
e de sentido de modo a fornecer subsídios para a reflexão sobre
os mecanismos que concernem as relações que se estabelecem
entre som e sentido na fala. Fala espontânea, semi-espontânea,
leitura de poemas, diálogos e monólogos serão utilizados
como objeto de estudo.
Módulo 1 - Expressividade da Fala e relações entre som
e sentido: simbolismo sonoro e metáforas sonoras; questões
sobre terminologia e metodologia de análise da expressividade na fala.
Módulo 2 – Prosódia e emoção: avaliação
perceptiva e medidas acústicas para avaliação da expressividade
de emoções na fala: o papel dos elementos prosódicos
na percepção de emoções na fala (entoação,
qualidade de voz, ritmo).
Módulo 3 - Prosódia e Atitudes: avaliação perceptiva
e medidas acústicas para avaliação da expressividade
de atitudes na fala; o papel dos elementos prosódicos na percepção
de atitudes na fala (entoação, qualidade de voz, ritmo).
Módulo 4 - Estudos sobre expressividade em contextos variados: consideração
das implicações dos estudos sobre a expressividade da fala
para: o estudo das línguas (os contrastes entre as línguas
em relação ao uso de elementos prosódicos para a expressão
de atitudes); a síntese de fala (o modelamento da expressividade da
fala); as correlações entre gesto vocal e a expressão
facial e entre fala e expressão musical.
Avaliação: Cada módulo terá exercícios
experimentais feitos em dupla, com avaliação. Uma monografia
final individual completará a avaliação. Análise
perceptiva e fonético-acústica de gravação de
fala semi-espontânea ou de leitura de contos ou poemas ou monografia
com resenha da literatura sobre tópico relacionado à investigação
da expressividade oral em um contexto específico (aquisição
de L2, clínica fonoaudiológica, música,
síntese de fala, teatro, mídias, etc)
BIBLIOGRAFIA
BANSE, R.; SCHERER, K. R.
Acoustic profiles in vocal emotion expression. Journal of Personality and
Social Psychology. 70 (3), 614-636, 1996.
BÄNZIGER, T.; SCHERER, K. R. The role of intonation in emotional expressions.
Speech Communication, 46, 252-267. 2005.
BARBOSA, P. A. (2007a) . From syntax to acoustic duration: a dynamical model
of speech rhythm production. Speech Communication, v.
49, p. 725-742.
BARBOSA, P. A. (2007b) . Análise e modelamento dinâmicos da
prosódia do português brasileiro. Revista
de Estudos da Linguagem, v. 15, p. 75-96.
BRADLEY, M. M.; LANG. P. Measuring emotion: the self-assessment manikin and
the semantic differential. J. Behav. Ther. Exp. Psychiatry. 25, 49-59. 1994.
COAN, J. A., ALLEN, J. B. Handbook of Emotion Elicitation and Assessment
CORNELIUS, R. R. Theoretical approaches to emotion. Proc. of the ITRW on
Speech and Emotion, Newcastle, Northern Ireland, UK. 5-7 de setembro de 2000.
Disponível em: ISCA Archive <http://www.isca-speech.org/archive>.
8 páginas.
EKMAN, P. Biological and cultural contributions to body and facial movement.
In J. BLACKING (Ed.) Anthropology of the body. Londres: Academic Press. 1977.
EKMAN, P. Expression and the nature of emotion. In: SCHERER, K. R. EKMAN,
P. (Eds.) Approaches to emotion. Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum. 1984. Pp
319-344.
FONAGY, I. (2000) Languages within Language. An evolutive approach. John
Benjamins Publishing Company.
FRIJDA, N. H.; MARKAM, S.; SATO, K.; WIERS, R. Emotions and emotion words.
In: RUSSEL, J. A.; FERNÁNDEZ-DOLS, J.-M.; MANSTEAD, A. S. R.; WELLENKAMP,
J. C.(Eds.) Everyday conceptions of emotion. An introduction to the psychology,
anthropology and linguistics of emotion. Dordrecht: Kluwer Academic Publishers.
1995. Pp 121-143.
HINTON, L. NICHOLS, J. & OHALA, J. J. (eds.) (1994) Sound Symbolism.
Cambridge: Cambridge University Press (1994).
JAKOBSON, R. & WAUGH, L. R. (1987) The Sound Shape of Language. Berlin:
Mouton de Gruyter.
KEHREIN, R., 2002. The prosody of authentic emotions. Proc. SP2002 Conf.,
Aix-em-Provence, França.
LEWIS, M., HAVILAND-JONES, J. M., BARRETT, L. F. Handbook of Emotions.
LINDSLEY, D. B. Emotion. In S. S. STEVENS (Ed.) Handbook of experimental
psychology. New York: Wiley. 1951. Pp. 473-516.
MADUREIRA, Sandra . A expressão de atitudes e emoções
na fala. In: Leny Kirillos. (Org.). Expressividade. São Paulo: Revinter,
2004, v. , p. 15-25.
MADUREIRA, S. (2008) Reciting a sonnet: production strategies and perceptual
effects. Proceedings of the Speech Prosody.
OSGOOD, C. E.; SUCI, G. J.; TANNENBAUM, P. H. The measurement of meaning.
Urbana: Univ. of Illinois Press, 1957.
SCHERER, K. R. Speech and emotional states. In J. DARBY (Ed.) Speech evaluation
in psychiatry. New York: Grune & Stratton. 1981. Pp. 189-220.
SCHERER, K. R. On the nature and function of emotion: a component process
approach. In SCHERER, K. R. EKMAN, P. (Eds.) Approaches to emotion. Hillsdale,
NJ: Lawrence Erlbaum. 1984. Pp. 293-318.
SCHERER, K. R. Vocal affect expression: a review and a model for future research.
Psychological Bulletin. 99 (2), 143-165, 1986.
SCHERER, K. (2003). Vocal communication of emotion: A review of research
paradigms. Speech Communication, 40, 227-256.
SCHERER, K.R., SCHORR, A. & JOHNSTONE, T. (Eds.). (2001). Appraisal processes
in emotion: Theory, Methods, Research. New York and Oxford: Oxford University
Press.
SCHERER, K. R.; BÄNZIGER, T. Emotional expression in prosody: a review
and an agenda for future research. Proc. of the Second Speech Prosody Conference,
Nara, Japan, 23-26 de março. 2004.
SCHERER, K. R.; ELLGRING, H. Multimodal expression of emotion: affect programs
or componential appraisal patterns? Emotion. 7 (1), 158-171, 2007a.
SCHERER, K. R.; ELLGRING, H. Are facial expressions of emotion produced by
categorical affect programs or dynamically driven by appraisal? Emotion.
7 (1), 113-130, 2007b.
SCHLOSBERG, H. Three dimensions of emotion. Psychological Review. 61 (2),
81-88, 1954.
SUDHOFF, S., LENERTOVA, D., MEYER, R., PAPPERT, S., AUGURZKY, P. Methods
in Empirical prosody research. 2006.
TSUR, R. SCHOONEVELD, C (eds) (1992) What Makes Sound Patterns Expressive?
The Poetic Mode of Speech Perception. Duke University Press.
LL410 Seminário
Temático em Fonética e Fonologia
1S 2009
Terça-feira, 9-12 h
Prof.
Plínio A. Barbosa (Departamento de Lingüística)
E-mail: pabarbosa.unicampbr@gmail.com
Introdução aos Estudos de Prosódia
Experimental
1.
Introdução: prosódia, prosódia
experimental e funções prosódicas, lingüísticas
e para-lingüísticas. Metodologia experimental na pesquisa em
entoação e ritmo.
2.
MÓDULO I – Proeminência, acento,
ênfase, foco, agrupamento e constituintes prosódicos nos enunciados
lidos e espontâneos. Aspectos rítmicos.
3.
MÓDULO II – Proeminência, acento,
ênfase, foco, agrupamento e constituintes prosódicos nos enunciados
lidos e espontâneos. Aspectos entoacionais.
4.
MÓDULO III – Prosódia e qualidade
de voz.
5.
MÓDULO IV – Avaliação experimental
da percepção da prosódia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
-
Barbosa, P. A. (2006) Incursões
em torno do ritmo da fala. Campinas: Pontes/Fapesp.
-
Bolinger, D. (1985) Intonation and
its parts: melody in spoken English. Ann Arbor: Edward Arnold.
-
Botinis, A., Granström, B. & Möbius,
B. (2001) Developments and paradigms in intonation research. Speech
Communication. 33, 263-296.
-
Cutler, A. & Isard, S. D. (1980) The production
of prosody. In: Butterwoth, B. (ed.) Language Production.
v. 1, Londres: Academic Press.
-
Hirst, D. & Di Cristo, A. (1998) Intonation systems: a survey of twenty languages. Cambridge:
Cambridge University Press.
-
Rhardisse, N. & C. Abry (1995) Mandible as
syllable organizer. Proceedings of the XIIIth International
Congress of Phonetic Sciences. 3, 556-559.
-
Vaissière, J. (1983) Language-independent
prosodic features. In: Cutler, A. & Ladd, D.R. (Eds.) Prosody:
models and measurements. Berlin: Springer-Verlag, 53-66.
AVALIAÇÃO
Cada módulo terá exercícios experimentais feitos
em dupla, com avaliação. Uma monografia final individual completará
a avaliação.
Fonética Experimental
Mestrado em Ciências da Fala e da Audição
Universidade de Aveiro
Prof. Plínio A. Barbosa (IEL/UNICAMP, Brasil)
plinio@iel.unicamp.br
Para a parte prática da disciplina, que estará presente em
praticamente todos as aulas, utilizaremos o software Praat para análise
de sinais de fala (http://www.praat.org). O Praat foi desenvolvido por Paul
Boersma e David Weenink, ambos do Institute of Phonetic Sciences, da Universidade
de Amsterdam. Há uma lista de discussão dos usuários
do Praat em: http://groups.yahoo.com/group/praat-users.
Conteúdo programático
(entre parênteses as aulas correspondentes ao tema)
1. O SOM, A ONDA SONORA E SUA PRODUÇÃO PELO HOMEM: REVISÃO
A interação entre produção e percepção
de fala. Características físicas do som. Sons periódicos
e aperiódicos. Conceito de onda sonora. Onda periódica simples
e complexa. Princípios de ressonância e filtragem. Elementos
de Fisiologia da Fala: subsistemas respiratório, laríngeo e
supralaríngeo. Ressonâncias no trato. Aspectos de análise
instrumental da produção de fala. (1)
2. TEORIA ACÚSTICA DE PRODUÇÃO DA FALA
Conceito de onda estacionária e ressonância em tubos. Formantes
e teoria da perturbação. Revisão da filtragem, espectrografia
e LPC. Relações articulatório-acústicas. Teoria
fonte-filtro de produção das vogais. Teoria fonte-filtro estendida
para a produção de consoantes. (2, 3)
3. ANÁLISE ACÚSTICA COMPARATIVA DOS GESTOS VOCÁLICOS
DO PORTUGUÊS BRASILEIRO E EUROPEU (4,5)
4. ANÁLISE ACÚSTICA COMPARATIVA DOS GESTOS CONSONANTAIS DO
PORTUGUÊS BRASILEIRO E EUROPEU (6,7, 8)
5. ELEMENTOS DE PERCEPÇÃO DA FALA
Processamento da onda sonora no Sistema Periférico Auditivo. Limiares
auditivos e escalas Mel e Bark. Sensações de volume e de altura.
Testes de percepção de fala. (9)
6. ANÁLISE FONÉTICA PROSÓDICA E PROSÓDIA
EXPERIMENTAL NO BRASIL
Papel de vogais e consoantes na organização rítmica
do enunciado. Unidades de programação rítmica: sílaba,
VV e grupo acentual. Interação Prosódia-Segmentos a
partir de dados do PB. Apresentação dos trabalhos em fonética
experimental do Grupo de Estudos de Prosódia da Fala.(10, 11)
BIBLIOGRAFIA
(livros-texto em negrito)
[1] Barbosa, P. A. (2006) Incursões em torno do ritmo da fala. Campinas,
Brasil: Pontes.
[2] Browman, C.; Goldstein, L. (1989) Articulatory Gestures as Phonological
Units. Phonology, 6: 201-251.
[3] Fujimura, O. & Erickson, D. (1997) Acoustic Phonetics. In: The Handbook
of Phonetic Sciences. Hardcastle, W. & Laver, J. (Ed.), Londres: Blackwell
Publishers.
[4] Hayward, K. (2000) Experimental phonetics. Essex: Pearson educated Limited.
[5] Johnson, K. Acoustic and Auditory Phonetics. Oxford: Blackwell Publishers
Ltd, 1997.
[6] Mateus, M.H.M, Andrade, A.,Viana, M.C. & Villalva, A. Fonética,
Fonologia e Morfologia do Português. Lisboa: Universidade Aberta, 1990.
AVALIAÇÃO
Trabalho apresentado em duplas, no formato de monografia contendo parte teórica
e experimental. A parte experimental deve conter a motivação
do fenômeno estudado, a metodologia empregada icnluindo o corpus gravado,
a análise, e a avaliação estatística dos resultados
de algum fenômeno fônico de interesse. Desempenho nos exercícios
práticos semanais e participação em aula.
Observação: recomendo a leitura da referência [3] antes
de começar as aulas.
De volta ao topo.
--
LL204
- Tópicos de Fonética I
Programa do segundosemestre de 2004
Para uma análise dinâmica
da percepção da prosódia
O curso visa ao estudo de processos perceptuais
da motricidade em geral aplicados à fala a partir de uma visão
dinâmica do produzir e perceber a fala (Kelso 1995). A leitura de base
será a de uma capítulo por semana do livro Le Sens du mouvement,
de Alain Berthoz, para o qual existe uma versão em inglês. Complementando
a mesma leremos artigos da área de percepção de fala
discutindo criticamente conceitos chaves como mascaramento, percepçãp
categórica e gradiente, protocolos de testes de percepção,
entre outros.
Experimentos reais de percepção serão montados e executados
a partir de software adequados, e analisados em classe.
BIBLIOGRAFIA
- Berthoz, A. (1997) Le Sens du mouvement. Editions Odile Jacob.
- Kelso, J. A. S. (1995) Dynamic patterns: the self-organization of brain
and behavior. Cambridge, MA: MIT Press.
De volta ao topo.
LL191
- Modelos de Análise Prosódica
Programa do segundo semestre de 2006
Modelamento
dinâmico (funcional) da prosódia da fala
1. Do modelamento funcional da produção/percepção
da prosódia
1.1. Modelamento nas ciências da fala em relação com
função comunicativa e princípios dinâmicos. Teorização/experimentação;
1.2. Da questão do controle. Complexidade da entrada funcional e abstração
no modelo.
2. Plausibilidade biológica (neural e biomecânica) de modelos
dinâmicos de produção/percepção da fala.
2.1. Experimentos de sincronização fala-metrônomo. Experimentos
com lab speech e fala espontânea e semi-espontânea.
3. Plausibilidade lingüística
3.1. O lingüístico num modelamento funcional. Forma (fonológica)
vs função (comunicativa). Acento, acentuação,
métrica. Interface funcional sintaxe-prosódia.
BIBLIOGRAFIA
- ABBS, J. H. Invariance and variability in speech production: a distinction
between linguistic intent and its neuromotor implementation. In: PERKELL,
J.; KLATT, D. H. (Ed.). Invariance and Variability in Speech Processes. Ann
Arbor: Erlbaum Hillsdale, 1986. p. 202–225.
- ACKERMANN, H.; MATHIAK, K.; IVRY, R. B. Temporal organization of “internal
speech” as a basis for cerebellar modulation of cognitive functions. Behavioral
and Cognitive Neuroscience Reviews, v. 3, n. 1, p. 14–22, 2004.
- BARBOSA, P. A. (2006) Incursões em torno do ritmo da fala. Tese
de Livre-Docência.
- BYRD, D.; SALTZMAN, E. The elastic phrase: modeling the dynamics of boundary-adjacent
lengthening. Journal of Phonetics, v. 31, p. 149–180, 2003.
- CUMMINS, F. & R. PORT (1998) Rhythmic constraints on “stress-timing”
in English. Journal of Phonetics, 26: 145-171.
- FUJIMURA, O. (1995) Prosodic organization of speech based on syllables:
the C/D model. Proceedings of the XIIIth International Congress of Phonetic
Sciences. 3, 10-17.
- HIRST, D. (2005) Form and function in th representation of speech prosody.
Speech Communication. 46, 334-347.
- KOHLER, K. (2004) Prosody revisited. Function time and the listener in
Intonational Phonology. Proc. Speech Prosody 2004, 171-174.
- MORTON, J., S. MARCUS & C. FRANKISH (1976) Perceptual centers (p-centers).
Psychological revue. 83 (5), 405-408.
- POMPINO-MARSCHALL, B. (1989) On the psychoacoustic nature of the p-center
phenomenon. Journal of Phonetics. 17, 175-192.
- PORT, R. F. & van GELDER, T. (Eds.) (1995) Mind as motion. Explorations
un the dynamics of cognition. Cambridge, USA: The MIT Press. Capítulos
3, 6, 7 e 13.
- ROY, A. C.; ARBIB, M. A. The syntactic motor system. Gesture, v. 5, n.
1/2, p. 7–37, 2005.
- SALTZMAN, E.; LÖFQVIST, A.; MITRA, S. ‘Glues’ and ‘clocks’: intergestural
cohesion and global timing. In: BROE, M. B.; PIERREHUMBERT, J. B. (Ed.).
Papers in Laboratory Phonology V: Acquisition and the Lexicon. Cambridge,
Reino Unido: Cambridge University Press, 2000. p. 88–101.
- SALTZMAN, E. L.; KELSO, J. A. S. Skilled actions: a task-dynamic approach.
Psychological Review, v. 94, n. 1, p. 84–106, 1987.
- SALTZMAN, E. L.; MUNHALL, K. G. A dynamical approach to gestural patterning
in speech production. Ecological Psychology, v. 1, n. 4, p. 333–382, 1989.
- SCOTT, S. K.; WISE, R. J. S. PET and fMRI studies of the neural basis of
speech perception. Speech Communication, v. 41, p. 23–34, 2003.
- THELEN, E.; SMITH, L. B. A dynamical systems approach to the development
of cognition and action. Cambridge, Estados Unidos: The MIT Press, 1994.
- XU. Y. (2006) Speech Prosody as articulated communicative functions. Proc.
Speech Prosody 2006.
De volta ao topo.
LL268
- Modelos Quantitativos em Fonética e Fonologia
Programa do primeiro semestre de 2003
Técnicas
para análise e modelamento prosódicos com Praat e MatLab
1. Análise: mensuração e elaboração de
testes de percepção usando o Praat, análise estatística
em software específicos.
1.1. Mensuração de dados de pesquisas em ritmo e entoação
do português brasileiro. Dados de duração, configuração
formântica, freqüência fundamental e intensidade.
1.2. Implementação de programas no Praat para automação
de tarefas de mensuração.
1.3. Técnicas estatísticas paramétricas e não-paramétricas
para análise prosódica, com um ou mais sujeitos. Paramétricos:
ANOVA, ANOVA de medidas repetidas, MANOVA, correlação de Pearson.
Não-paramétricos: Kruskall-Wallis, Friedman ANOVA, testes t
não-paramétricos (Mann Whitney U test, e Wilcoxon). Análise
de poder estatístico (power analysis) e testes de permutação.
1.4. Programação e execução de testes de percepção
via Praat.
2. Modelamento: programação de modelos de produção
da prosódia em MatLab.
2.1. Modelo de produção do ritmo da fala (já em desenvolvimento).
2.2. Extrator de p-centers e onset de vogal. Detector de grupos acentuais
(em produção).
2.3. Implementação de modelos da entoação.
Dados e leituras: dados fornecidos pelos trabalhos em andamento do professor
e alunos do curso. Várias leituras serão feitas ao longo do
curso e os artigos serão forncecidos quando do início das aulas.
Avaliação: Monografia reportando um experimento acompanhado
de análise estatística e/ou modelamento adequados.
BIBLIOGRAFIA
- Barbosa, P. A. (org.), 2002. Cadernos de Estudos Lingüísticos,
43. Número temático “Análise e modelamento prosódicos
da fala”.
- Dowdy, S. & Wearden, S., 1991. Statistics for research. New York: John
Wiley & Sons. 2nd Edition.
- Edginton, Eugene S., 1980. Randomization tests. New York: Marcel Dekker,
Inc.
- Eriksson, A., 1991. Aspects of Swedish Speech Rhythm. Göteborg: University
of Göteborg.
- Hirst, D. & Di Cristo, A., 1998. Intonation systems: a survey of twenty
languages. Cambridge: Cambridge University Press.
- Ladd, D. R., 1996. Intonational Phonology. Cambridge: Cambridge University
Press.
- Pierrehumbert, J. B., 1980. The Phonology and Phonetics of English Intonation.
PhD disseratition. Cambridge, Mass: MIT.
- Port, R. F. & van Gelder, T. (eds.), 1995. Mind as motion. Explorations
un the dynamics of cognition. Cambridge, USA: The MIT Press.
- Rietveld, T. & van Hout, R., 1993. Statistical techniques for the study
of language and language behaviour. Berlin: Mouton de Gruyter.
- Scarpa, E. (org.), 1999. Estudos de Prosódia. Campinas: Editora
da Unicamp.
- Williams, B., 1993. Biostatistics. Londres: Chapan & Hall.
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LL108-
Fonética Acústica
Programa do primeiro semestre de 2004
Analisador de sinal de fala a ser usado durante o curso: Praat (desenvolvido
por Paul Boersma e David Weenink, do Institute of Phonetic Sciences, da Universidade
de Amsterdam), em sua última versão, disponível em http://www.praat.org.
(Algumas das razões para adotá-lo são: o elevado grau
de aceitação na comunidade fonética internacional, a
possibilidade de desenvolver programas - via scripting - para realizar seqüências
de análise e entrada de parâmetros automaticamente, a confiabilidade
dos resultados e o fato de estar em constante aprimoramento e, é claro,
a gratuidade do programa.) Há uma lista de discussão dos usuários
do Praat em: http://groups.yahoo.com/group/praat-users.
Conteúdo programático
1. INTRODUÇÃO GERAL E CONCEITO DE SOM E DE ONDA SONORA
A interação entre produção e percepção
de fala. Características físicas do som. Sons periódicos
e aperiódicos. Conceito de onda sonora. Onda periódica simples.
Amplitude, freqüência, fase e duração. Princípios
de ressonância e filtragem.
2. ELEMENTOS E MODELOS DE PRODUÇÃO DA FALA
Elementos de Fisiologia da Fala: subsistemas respiratório, laríngeo
e supralaríngeo. Ressonâncias no trato. Modelos de produção
da fala.
3. TEORIA ACÚSTICA DE PRODUÇÃO DA FALA
Conceito de onda estacionária e ressonância em tubos. Formantes
e teoria da perturbação. Relações articulatório-acústicas.
Teoria fonte-filtro de produção das vogais. Teoria fonte-filtro
estendida para a produção de consoantes.
4. ANÁLISE ACÚSTICA INSTRUMENTAL DA FALA
Amostragem e quantização do sinal de fala. Filtragem, espectrografia
larga e estreita. Análise de Fourier (FFT). Análise de formantes
(LPC). Marcadores de período glotal.
5. OS GESTOS VOCÁLICOS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO
Aspectos estacionários e dinâmicos.
6. OS GESTOS CONSONANTAIS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO
Aspectos estacionários e dinâmicos.
7. ANÁLISE FONÉTICA PROSÓDICA
Papel de vogais e consoantes na organização rítmica
do enunciado. Unidades de programação rítmica: sílaba,
GIPC e grupo acentual. Interação Prosódia-Segmentos
a partir de dados do PB.
8. ELEMENTOS DE PERCEPÇÃO DA FALA
Processamento da onda sonora no Sistema Periférico Auditivo. Limiares
auditivos e escalas Mel e Bark. Sensações de volume e de altura.
Cocleogramas.
BIBLIOGRAFIA
[1] Barbosa, P.A. (1996) At least two macrorhythmic units are necessary for
modeling Brazilian Portuguese duration: emphasis on segmental duration generation.
Cadernos de Estudos Lingüísticos. 31, 33-53.
[2] Barbosa, P. A. (2002) Explaining Cross-Linguistic Rhythmic Variability
via a Coupled-Oscillator Model of Rhythm Production. Bernard Bel & Isabelle
Marlien (eds.) In: Proceedings of the Speech Prosody 2002 Conference, 11-13
April, Aix-en-Provence: Laboratoire Parole et Langage. pp 163-166.
[3] Browman, C.P. & Goldstein, L. (1986) Towards an articulatory phonology.
Phonology Yearbook, 3, 219-252.
[4] Browman, C. & Goldstein, L. (1989) Articulatory Gestures as Phonological
Units. Phonology, 6: 201-251.
[5] Browman, C.P. & Goldstein, L. (1990) Tiers in articulatory phonology
with some implications for casual speech. Kingston, J. & Beckman, M.E.
(Eds.). Papers in Laboratory Phonology 1. Cambridge University Press, 341-376.
[6] Fowler, C. (1980) Coarticulation and theories of extrinsic timing. J.
of Phonetics, 8, 113-133.
[7] Fujimura, O. (1992) Phonology and Phonetics – a syllabe-based model of
articulatory organization. Journal of the Acoustical Society of America (E),
13, 39-48.
[8] Fujimura, O. (1995) Prosodic organization of speech based on syllables:
the C/D model. Proc. of the XII International Congress of Phonetic Sciences
3, 10-17.
[9] Fujimura, O. & Erickson, D. (1997) Acoustic Phonetics. In: The Handbook
of Phonetic Sciences. Hardcastle, W. & Laver, J. (Ed.), Londres: Blackwell
Publishers.
[10] Johnson, K. Acoustic and Auditory Phonetics. Oxford: Blackwell Publishers
Ltd, 1997.
[11] Kent, R. & Read, C. The Acoustic Analysis of Speech. San Diego:
Singular Publishing Group Inc., 1992.
[12] Ladefoged, P. Elements of Acoustic Phonetics. Chicago: University of
Chicago Press, 2nd Ed., 1996.
[13] Mateus, M.H.M, Andrade, A.,Viana, M.C. & Villalva, A. Fonética,
Fonologia e Morfologia do Português. Lisboa: Universidade Aberta, 1990.
[14] Öhman, S. (1966) Coarticulation in VCV utterances: spectrographic
measurements. Journal of the Acoustical Society of America, 39, 151-168.
[15] Scarpa, E.M. (Org.) (1999) Estudos de Prosódia. Campinas: Editora
da Unicamp.
Stevens, K. (1998) Acoustic Phonetics. Cambridge, Mass: The MIT Press.
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LL267 - CIÊNCIA E TECNOLOGIA
DE FALA
Programa do segundo semestre de 2001
O curso destina-se a Lingüistas, Engenheiros Elétricos, Eletrônicos
e de Computação, Físicos, Fonoaudiólogos, Foneticistas
e profissionais de áreas afins, interessados em fazer pesquisa em
Ciências da Fala e/ou construir sistemas das chamadas Tecnologias de
Fala ou Tecnologias Vocais.
O tema central do curso é o modelamento dos mecanismos de produção
e percepção de fala, através da Síntese e do
Reconhecimento de Fala. A Síntese Concatenativa será privilegiada
e ilustrada pela demonstração do Aiuruetê, o sistema
de síntese de fala do LAFAPE. Uma visita à FEEC também
está prevista.
1. INTRODUÇÃO[5]
A “fala” como objeto de estudo
Os cinco pólos da Comunicação Falada
Integração entre disciplinas e métodos das Ciências
da Fala
Integração entre Ciência e Tecnologia de Fala
2. PRODUÇÃO DE FALA [10]
Elementos de Fisiologia da Fala
Ressonâncias no trato vocal
Modelos de Produção de Fala: modelos articulatórios
e modelos gerais
3. ELEMENTOS DE FONÉTICA ACÚSTICA E DE FONOLOGIA [8,
12]
Som e onda sonora e Teoria Acústica de Produção
da Fala
O espectrógrafo e o espectrograma
Características acústico-prosódicas gerais de
vogais e consoantes do português brasileiro (PB)
4. HISTÓRIA DA SÍNTESE DA FALA [3, 9]
O fascínio da fala: máquinas de von Kempelen, Faber,
Pattern Playback. Primeiros experimentos com fala sintética
Métodos e técnicas de síntese da fala. Sínteses
paramétrica, concatenativa e articulatória: modelamento do
input vs output do mecanismo de produção. Vocoder, sintetizadores
de formantes, LPC e Klatt
5. SÍNTESE A PARTIR DO CONCEITO OU CONCEPT-TO-SPEECH (CTS) [6, 9]
Modelo completo de produção de fala
O parser
Tradução automática e Sistemas de Diálogo
6. SÍNTESE A PARTIR DO TEXTO ESCRITO: ANÁLISE TEXTUAL
[2, 3, 6]
Pré-processamento
Transdução ortográfica-fônica: OrtoFon
7. SÍNTESE A PARTIR DO TEXTO ESCRITO: ANÁLISE PROSÓDICA
[3, 4, 5, 11, 14]
Modelos de ritmo, entoação e volume
Lingüística de corpora: segmentação e etiquetagem
8. SÍNTESE CONCATENATIVA [5]
Dicionário de unidades: princípios subjacentes à
montagem
Recuperação e concatenação das unidades:
técnicas estatísticas e analíticas para síntese
via corpus e síntese concatenativa
9. AVALIAÇÃO E ESTADO DA ARTE
Emoção sintética
Estilos de elocução
Síntese audio-visual
Síntese e Web
10. VISITA AO LAFAPE E SEU SISTEMA DE SÍNTESE DE FALA: AIURUETÊ
11. PERCEPÇÃO DA FALA [8]
Processamento da onda sonora no Sistema Periférico Auditivo
Limiares de audição e Escalas Psicoacústicas
12. RECONHECIMENTO DE PADRÕES [13]
O problema geral do reconhecimento
A questão de John Pierce (Bell Labs.)
Técnicas: parâmetros LPC, banco de filtros e padrões
O problema da normalização (amplitude e tempo)
Métricas de cálculo da distância entre exemplos
e protótipos
13. MODELOS OCULTOS DE MARKOV (HMMs) E REDES NEURAIS [7, 13]
Máquina de estados finitos
Algoritmo de Viterbi
O conexionismo na tecnologia de fala
14. VISITA À FAC. DE ENGENHARIA ELÉTRICA E COMPUTAÇÃO
15. OUTRAS TECNOLOGIAS VOCAIS
Reconhecimento de língua
Identificação e verificação de locutor
Voice mail
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
[1] Allen, J., S. Hunnicutt & D. Klatt (1987) From
text to speech: the MITalk system. Cambridge: Cambridge University Press.
[2] Barbosa, P. A. (2000) “Syllable-timing in Brazilian
Portuguese”: uma crítica a Roy Major. D.E.L.T.A., 16 (2), 369-402.
[3] Barbosa, P. A. (1999) Revelar a estrutura rítmica de uma língua
construindo máquinas falantes: pela integração de ciência
e tecnologia de fala. In: Estudos de Prosódia. Scarpa, E. (org.).
Campinas: Editora da Unicamp. 21-52.
[4] Barbosa, P.A., Violaro, F., Albano, E.C., Simões, F.O., Aquino,
P. A., Madureira. S. & Françozo, E. (1999) Aiuruetê: a high-quality
concatenative text-to-speech system for Brazilian Portuguese with demisyllabic
analysis-based units and a hierarchical model of rhythm production. Proceedings
of the Eurospeech’99, Budapeste, Hungria, 5 a 9 de setembro. v. 5, 2059-2062.
[5] Bourlard, H., H.Hermansky & N. Morgan (1996) Towards increasing speech
recognition error rates. Speech Communication 18 (3),.
[6] Kent, R. & Read, C. (1992) The Acoustic Analysis of Speech. San Diego:
Singular Publishing Group Inc.
[7] Klatt, D.H (1987) Review of text-to-speech conversion for English,
J. Acoust. Soc. Am. 82, 737-793.
[8] Levelt, W. (1989) Speaking. From intention to articulation. Cambridge:
MIT Press.
[9] Madureira, S. (1999) Entoação e síntese da fala:
Modelos e Parâmetros. In: Estudos de Prosódia. Scarpa, E. (org.).
Campinas: Editora da Unicamp.
[10] Newmeyer, F. J. (Ed.) (1988) Linguistics: The Cambridge Survey. Linguistics
Theory: Foundations (v. 1). Cambridge: Cambridge University Press.
[11] Rabiner, L. & Biing-Hwang Juang (1993) Fundamentals of Speech Recognition.
Prentice-Hall.
[12] van Santen, J. Richard Sproat, Joseph Olive & Julia Hirschberg (Eds)
(1997) Progress in Speech Synthesis. Springer-Verlag, New-York.
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Últimos programas de disciplinas de Extensão
IEL-0106 - ANÁLISE ESTATÍSTICA
EM PESQUISA FONÉTICO-EXPERIMENTAL
Programa da disciplina de maio de 2005
Primeiro Encontro: Introdução
Geral à Análise Estatística
1. Diferenças entre Estatística Descritiva e Estatística
Inferencial: histogramas, medidas de valor central e medidas de dispersão
1.1. População e amostra
1.2. Variável aleatória e seus níveis de mensuração
(nominal, ordinal e intervalar). Procedimentos de aleatorização
1.3. Variável independente (de controle) e variável dependente
2. Distribuições probabilísticas básicas
2.1. Normal ou gaussiana. Z-score. Teorema do Limite Central
2.2. Comparando médias: Student ou t
2.3. Comparando varianças: F
Segundo Encontro: Testes de hipótese.
Comparando médias
1. Esquema geral de um teste de hipóteses
1.1. Teste estatístico
1.2. Erros do tipo I e tipo II
1.3. Nível de significância
1.4. Poder do teste
2. Comparando distribuições: Distribuição Chi-quadrado.
Teste de normalidade
3. Teste t de valor único (var. intervalar)
4. Teste t para comparação de duas médias: de variáveis
independentes e de variáveis dependentes (pareadas)
Terceiro Encontro: One-Way ANOVA
e testes post-hoc
1. Características gerais do modelo completamente aleatório
de efeitos fixos (modelo I). Fator e nível. Suposições.
A variável independente é categórica
1.1. One-Way ANOVA: como é calculada, valor de F, p. Interpretação
dos resultados
2. Testes post-hoc (Scheffé, Bonferroni, Fisher LSD, Homogeneous
group Scheffé)
Quarto Encontro: N-Way ANOVA e testes
não-paramétricos
1. Características gerais do modelo completamente aleatório
de efeitos fixos para vários fatores. Interação entre
fatores na N-Way ANOVA
2. Testes de comparação de dois grupos (Wilcoxon, Mann Whitney
U)
3. ANOVA não-paramétrica (Kruskal-Wallis)
Quinto Encontro: Correlação
paramétrica e não-paramétrica. ANOVA de medidas repetidas
paramétrica e não-paramétrica
1. Correlação de Pearson
2. Correlação de Spearman
3. ANOVA de medidas repetidas. Suposições
4. Friedman’s ANOVA
As alunas de Florianópolis, durante um jantar no Giovanetti, redigiram
a ode abaixo, sinal da perfeita assimilação dos conceitos com
que trabalhamos.
Era uma vez uma menina chamada Gaussiana; Gau, para os íntimos. Gaussiana
era uma menina centrada, normal, apesar de apresentar alguns desvios-padrão.
Gaussiana foi ao analista fazer regressão. O analista correlacionou
seus desvios aos graus de liberdade impostos por sua criação
conservadora.
Perturbada pelo resultado da análise, Gaussiana tomou uma decisão
espúria e colocou um Pearson e foi tomar umas pré-tônicas
Smirnov, around Giovanetti com a macacada rural. Lá, Gau conheceu
Fisher, que lhe apresentou o LSD, que a deixou chapada, torta e assimétrica.
Após algumas Smirnovs, os paramédricos foram chamados para
socorrê-la. Dr. Plínio, PhD em atendimentos post-hoc’n roll,
analisou os resíduos das amostras randomizadas e reportou que o erro
tipo 1 deveria ser rejeitado, propondo a hipótese alternativa de tratamentos
não-paramédricos, tudo isso sem se gabar. Gaussiana era significativamente
um 10-6 mas, assim como as meninas de Floripa, Gaussiana tinha Poder e analisava
todas as alternativas e probabilidades.
Certo dia, Gau conheceu Scheffé. Scheffé era um dos rapazes
mais conservadores da população... E qui-quadrado!!! A probabilidade
de interação entre suas variáveis alternativas era independente
de medidas repetidas. N-Way, após muitas hipóteses, variáveis
e varianças, Gau tornou-se umA-NOVA mulher.
Lembrança das meninas de Floripa (Curso de extensão em Análise
Estatística em Pesquisa Fonético-Experimental). Campinas, 5
de maio de 2005.
De volta aos cursos de extensão.