Enseignement

Département de Linguistique, Instituto de Estudos da Linguagem

Cours au 2e cycle (ce semestre *)

Depuis 2005 : Linguagem: Descrição e Interpretação (Módulo II: Fonética, Fonologia e Morfologia) (Langage : description et interprétation - Module II : Phonétique, Phonologie et Morphologie). (Dernier programme - en portugais)
Depuis 2005 : Prática de Análise da Linguagem I (Módulo II: Fonética, Fonologia e Morfologia) (Pratique d'Analyse du Langage I - Module II : Phonétique, Phonologie et Morphologie).  (Dernier programme - en portugais)
* Depuis 1999 : Introdução à Formalização para Análise Lingüística (Introduction à la Logique et à la statistique dans les études sur le langage) (Programme - en portugais)
Depuis 1999 : Fonética Experimental (Phonétique expérimentale) (Dernier programme - en portugais)

<>Cours au mastère/doctorat (ce semestre *)

Depuis 2004 : Tópicos em Fonética (Thèmes en phonétique) (Dernier programme - en portugais)
* Depuis 2003 : Modelos de Análise Prosódica (Modèles pour l'analyse prosodique) (Programme - en portugais)
Depuis 2002 : Modelos Quantitativos em Fonética e Fonologia (Modèles quantitatifs en Phonétique/Phonologie) (Dernier programme - en portugais)
Depuis 1999 : Fonética Acústica (Phonétique acoustique) (Dernier programme - en portugais)
De 1997 à 2001: Ciência e Tecnologia da Fala (Science et technologie de la parole) (Dernier programme - en portugais)
HL131/HL230 - Linguagem: Descrição e Interpretação & Prática de Análise da Linguagem I (Módulo II: Fonética, Fonologia e Morfologia)
Programa do primeiro semestre de 2006

1. Levantamento de pontos relevantes concernindo a experiência diária  com a fala e a escrita. Sistemas ortográficos. Arbitrariedade do signo. Arbitrariedade da relação entre letra e som.
2. Mecanismos de produção/percepção de fala. Conceitos fundamentais de Fonologia, Fonética e morfologia (fonema, morfema, lexema). Transcrições de corpora, fonológica e fonética: o Alfabeto Fonético Internacional. Transcrição prosódica. Prática de transcrição.
3. Prática de análise morfológica. Regras e processos fonológicos, morfofonológicos e morfossintáticos.


Bibliografia básica:
- Abaurre, M. B. (1993) Fonologia: a gramática dos sons: Letras.  Santa Maria, UFSM, 5: 9-24.
- Callou, D. & Y. Leite (1990) Iniciação à Fonética e à Fonologia.  Rio de Janeiro: Zahar.

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HL130 - Introdução à Formalização para Análise Lingüística
Programa do segundo semestre de 2006

1. Estatística
1.1. Noção de probabilidade a partir de dados de língua. Formalização da teoria de probabilidade. Relação entre Probabilidade e Estatística.
1.2. Estatística Descritiva: Momentos de primeira a quarta ordens: valor esperado (média, mediana e moda), dispersão (variança e desvio-padrão), assimetria e curtose de uma distribuição. Histogramas.
1.3. Estatística Inferencial: Noção de variável aleatória. População e amostra. Teorema do Limite Central. Os conceitos de derivação e de integração a partir da intuição geométrica. Distribuições de probabilidade: binomial, normal (ou gaussiana), de Student, Chi-quadrado e F. Estimação de parâmetros das distribuições. Testes de hipóteses: de valor único, entre médias (t) e entre varianças (F) e de normalidade.
2. Lógica
2.1. Elementos básicos de Teoria de Conjuntos.
2.2. Lógica de proposições.
2.3. Lógica de predicados.
2.4. Introdução a Quantificadores.

BIBLIOGRAFIA:
Bunschaft, G. e Kellner, S. R. O. (2001) Estatística sem mistérios. Vols. I a III. Petrópolis: Vozes.
Dowdy, S. & Wearden, S. Statistics for research. New York: John Wiley & Sons. 2nd Edition, 1991.
Gamut, L.T.F. Logic, Language and Meaning. Introduction to Logic, v.1, Chicago: University of Chicago Press, 1991.

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HL321- Fonética Experimental

Programa do primeiro semestre de 2006

1. Conceito de som e de onda sonora.
2. Noções de produção da fala.
3. Conceito de onda estacionária e ressonância em tubos. Relações articulatório-acústicas. Teoria fonte-filtro de produção das vogais. Extensão da teoria fonte-filtro para as consoantes.
4. Metodologia experimental para análise acústica prosódica. Papel de vogais e consoantes na organização rítmica do enunciado.
5. Metodologia experimental para análise acústica dos segmentos da fala. Características de vocóides do português brasileiro (PB). Características de contóides do PB.

O professor usará o software livre Praat, em sua última versão (disponível em http://www.praat.org) para as análises acústicas. As aulas são portanto teóricas e práticas.

REFERÊNCIAS
1. Fry, D. The physics of speech. Cambridge: Cambridge University Press, 1979.
Hardcastle, W. e J. Laver (orgs.). 1997. The handbook of phonetic sciences. Oxford: Blackwell.
2. Johnson, K. Acoustic and auditory phonetics. Londres: Blackwell, 1997.
3. Kent, R. & C. Read The acoustic analysis of speech. San Diego: Singular, 1992.
4. Ladefoged, P. Elements of Acoustic Phonetics, 2nd edition (revised). Chicago: University of Chicago Press, 1996.
5. Lass, N. (org.) Contemporary issues in experimental phonetics. Nova Iorque: Academic, 1976.
6. Mateus, M. H.; Andrade, A.; Viana, M. C; Villalva, A. Fonética, Fonologia e Morfologia do Português. Lisboa: Universidade Aberta, 1990.
7. Olive, J., A. Greenwood & J. Coleman Acoustics of American English Speech: a dynamic approach. Nova Iorque: Springer-Verlag, 1993.

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Últimos programas de disciplinas de Pós-Graduação

LL204 - Tópicos de Fonética I
Programa do segundosemestre de 2004

Para uma análise dinâmica da percepção da prosódia

O curso visa ao estudo de processos perceptuais da motricidade em geral aplicados à fala a partir de uma visão dinâmica do produzir e perceber a fala (Kelso 1995). A leitura de base será a de uma capítulo por semana do livro Le Sens du mouvement, de Alain Berthoz, para o qual existe uma versão em inglês. Complementando a mesma leremos artigos da área de percepção de fala discutindo criticamente conceitos chaves como mascaramento, percepçãp categórica e gradiente, protocolos de testes de percepção, entre outros.
Experimentos reais de percepção serão montados e executados a partir de software adequados, e analisados em classe.

BIBLIOGRAFIA

- Berthoz, A. (1997) Le Sens du mouvement. Editions Odile Jacob.
- Kelso, J. A. S. (1995) Dynamic patterns: the self-organization of brain and behavior. Cambridge, MA: MIT Press.

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LL191 - Modelos de Análise Prosódica
Programa do segundo semestre de 2006

Modelamento dinâmico (funcional) da prosódia da fala

1. Do modelamento funcional da produção/percepção da prosódia
1.1. Modelamento nas ciências da fala em relação com função comunicativa e princípios dinâmicos. Teorização/experimentação;
1.2. Da questão do controle. Complexidade da entrada funcional e abstração no modelo.
2. Plausibilidade biológica (neural e biomecânica) de modelos dinâmicos de produção/percepção da fala.
2.1. Experimentos de sincronização fala-metrônomo. Experimentos com lab speech e fala espontânea e semi-espontânea.
3. Plausibilidade lingüística
3.1. O lingüístico num modelamento funcional. Forma (fonológica) vs função (comunicativa). Acento, acentuação, métrica. Interface funcional sintaxe-prosódia.


BIBLIOGRAFIA


- ABBS, J. H. Invariance and variability in speech production: a distinction between linguistic intent and its neuromotor implementation. In: PERKELL, J.; KLATT, D. H. (Ed.). Invariance and Variability in Speech Processes. Ann Arbor: Erlbaum Hillsdale, 1986. p. 202–225.
- ACKERMANN, H.; MATHIAK, K.; IVRY, R. B. Temporal organization of “internal speech” as a basis for cerebellar modulation of cognitive functions. Behavioral and Cognitive Neuroscience Reviews, v. 3, n. 1, p. 14–22, 2004.
- BARBOSA, P. A. (2006) Incursões em torno do ritmo da fala. Tese de Livre-Docência.
- BYRD, D.; SALTZMAN, E. The elastic phrase: modeling the dynamics of boundary-adjacent lengthening. Journal of Phonetics, v. 31, p. 149–180, 2003.
- CUMMINS, F. & R. PORT (1998) Rhythmic constraints on “stress-timing” in English. Journal of Phonetics, 26: 145-171.
- FUJIMURA, O. (1995) Prosodic organization of speech based on syllables: the C/D model. Proceedings of the XIIIth International Congress of Phonetic Sciences. 3, 10-17.
- HIRST, D. (2005) Form and function in th representation of speech prosody. Speech Communication. 46, 334-347.
- KOHLER, K. (2004) Prosody revisited. Function time and the listener in Intonational Phonology. Proc. Speech Prosody 2004, 171-174.
- MORTON, J., S. MARCUS & C. FRANKISH (1976) Perceptual centers (p-centers). Psychological revue. 83 (5), 405-408.
- POMPINO-MARSCHALL, B. (1989) On the psychoacoustic nature of the p-center phenomenon. Journal of Phonetics. 17, 175-192.
- PORT, R. F. & van GELDER, T. (Eds.) (1995) Mind as motion. Explorations un the dynamics of cognition. Cambridge, USA: The MIT Press. Capítulos 3, 6, 7 e 13.
- ROY, A. C.; ARBIB, M. A. The syntactic motor system. Gesture, v. 5, n. 1/2, p. 7–37, 2005.
- SALTZMAN, E.; LÖFQVIST, A.; MITRA, S. ‘Glues’ and ‘clocks’: intergestural cohesion and global timing. In: BROE, M. B.; PIERREHUMBERT, J. B. (Ed.). Papers in Laboratory Phonology V: Acquisition and the Lexicon. Cambridge, Reino Unido: Cambridge University Press, 2000. p. 88–101.
- SALTZMAN, E. L.; KELSO, J. A. S. Skilled actions: a task-dynamic approach. Psychological Review, v. 94, n. 1, p. 84–106, 1987.
- SALTZMAN, E. L.; MUNHALL, K. G. A dynamical approach to gestural patterning in speech production. Ecological Psychology, v. 1, n. 4, p. 333–382, 1989.
- SCOTT, S. K.; WISE, R. J. S. PET and fMRI studies of the neural basis of speech perception. Speech Communication, v. 41, p. 23–34, 2003.
- THELEN, E.; SMITH, L. B. A dynamical systems approach to the development of cognition and action. Cambridge, Estados Unidos: The MIT Press, 1994.
- XU. Y. (2006) Speech Prosody as articulated communicative functions. Proc. Speech Prosody 2006.

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LL268 - Modelos Quantitativos em Fonética e Fonologia
Programa do primeiro semestre de 2003

Técnicas para análise e modelamento prosódicos com Praat e MatLab

1. Análise: mensuração e elaboração de testes de percepção usando o Praat, análise estatística em software específicos.
1.1. Mensuração de dados de pesquisas em ritmo e entoação do português brasileiro. Dados de duração, configuração formântica, freqüência fundamental e intensidade.
1.2. Implementação de programas no Praat para automação de tarefas de mensuração.
1.3. Técnicas estatísticas paramétricas e não-paramétricas para análise prosódica, com um ou mais sujeitos. Paramétricos: ANOVA, ANOVA de medidas repetidas, MANOVA, correlação de Pearson. Não-paramétricos: Kruskall-Wallis, Friedman ANOVA, testes t não-paramétricos (Mann Whitney U test, e Wilcoxon). Análise de poder estatístico (power analysis) e testes de permutação.
1.4. Programação e execução de testes de percepção via Praat.
2. Modelamento: programação de modelos de produção da prosódia em MatLab.
2.1. Modelo de produção do ritmo da fala (já em desenvolvimento).
2.2. Extrator de p-centers e onset de vogal. Detector de grupos acentuais (em produção).
2.3. Implementação de modelos da entoação.

Dados e leituras: dados fornecidos pelos trabalhos em andamento do professor e alunos do curso. Várias leituras serão feitas ao longo do curso e os artigos serão forncecidos quando do início das aulas. Avaliação: Monografia reportando um experimento acompanhado de análise estatística e/ou modelamento adequados.

BIBLIOGRAFIA
- Barbosa, P. A. (org.), 2002. Cadernos de Estudos Lingüísticos, 43. Número temático “Análise e modelamento prosódicos da fala”.
- Dowdy, S. & Wearden, S., 1991. Statistics for research. New York: John Wiley & Sons. 2nd Edition.
- Edginton, Eugene S., 1980. Randomization tests. New York: Marcel Dekker, Inc.
- Eriksson, A., 1991. Aspects of Swedish Speech Rhythm. Göteborg: University of Göteborg.
- Hirst, D. & Di Cristo, A., 1998. Intonation systems: a survey of twenty languages. Cambridge: Cambridge University Press.
- Ladd, D. R., 1996. Intonational Phonology. Cambridge: Cambridge University Press.
- Pierrehumbert, J. B., 1980. The Phonology and Phonetics of English Intonation. PhD disseratition. Cambridge, Mass: MIT.
- Port, R. F. & van Gelder, T. (eds.), 1995. Mind as motion. Explorations un the dynamics of cognition. Cambridge, USA: The MIT Press.
- Rietveld, T. & van Hout, R., 1993. Statistical techniques for the study of language and language behaviour. Berlin: Mouton de Gruyter.
- Scarpa, E. (org.), 1999. Estudos de Prosódia. Campinas: Editora da Unicamp.
- Williams, B., 1993. Biostatistics. Londres: Chapan & Hall.

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LL108- Fonética Acústica
Programa do primeiro semestre de 2004

Analisador de sinal de fala a ser usado durante o curso: Praat (desenvolvido por Paul Boersma e David Weenink, do Institute of Phonetic Sciences, da Universidade de Amsterdam), em sua última versão, disponível em http://www.praat.org. (Algumas das razões para adotá-lo são: o elevado grau de aceitação na comunidade fonética internacional, a possibilidade de desenvolver programas - via scripting - para realizar seqüências de análise e entrada de parâmetros automaticamente, a confiabilidade dos resultados e o fato de estar em constante aprimoramento e, é claro,  a gratuidade do programa.) Há uma lista de discussão dos usuários do Praat em: http://groups.yahoo.com/group/praat-users.

Conteúdo programático

1. INTRODUÇÃO GERAL E CONCEITO DE SOM E DE ONDA SONORA
A interação entre produção e percepção de fala. Características físicas do som. Sons periódicos e aperiódicos. Conceito de onda sonora. Onda periódica simples. Amplitude, freqüência, fase e duração. Princípios de ressonância e filtragem.

2. ELEMENTOS E MODELOS DE PRODUÇÃO DA FALA
Elementos de Fisiologia da Fala: subsistemas respiratório, laríngeo e supralaríngeo. Ressonâncias no trato. Modelos de produção da fala.

3. TEORIA ACÚSTICA DE PRODUÇÃO DA FALA
Conceito de onda estacionária e ressonância em tubos. Formantes e teoria da perturbação. Relações articulatório-acústicas. Teoria fonte-filtro de produção das vogais. Teoria fonte-filtro estendida para a produção de consoantes.

4. ANÁLISE ACÚSTICA INSTRUMENTAL DA FALA
Amostragem e quantização do sinal de fala. Filtragem, espectrografia larga e estreita. Análise de Fourier (FFT). Análise de formantes (LPC). Marcadores de período glotal.

5. OS GESTOS VOCÁLICOS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO
Aspectos estacionários e dinâmicos.

6. OS GESTOS CONSONANTAIS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO
Aspectos estacionários e dinâmicos.

7. ANÁLISE  FONÉTICA PROSÓDICA
Papel de vogais e consoantes na organização rítmica do enunciado. Unidades de programação rítmica: sílaba, GIPC e grupo acentual. Interação Prosódia-Segmentos a partir de dados do PB.

8. ELEMENTOS DE PERCEPÇÃO DA FALA
Processamento da onda sonora no Sistema Periférico Auditivo. Limiares auditivos e escalas Mel e Bark. Sensações de volume e de altura. Cocleogramas.

BIBLIOGRAFIA
[1] Barbosa, P.A. (1996) At least two macrorhythmic units are necessary for modeling Brazilian Portuguese duration: emphasis on segmental duration generation. Cadernos de Estudos Lingüísticos. 31, 33-53.
[2] Barbosa, P. A. (2002) Explaining Cross-Linguistic Rhythmic Variability via a Coupled-Oscillator Model of Rhythm Production. Bernard Bel & Isabelle Marlien (eds.) In: Proceedings of the Speech Prosody 2002 Conference, 11-13 April, Aix-en-Provence: Laboratoire Parole et Langage. pp 163-166.
[3] Browman, C.P. & Goldstein, L. (1986) Towards an articulatory phonology. Phonology Yearbook, 3, 219-252.
[4] Browman, C. & Goldstein, L. (1989) Articulatory Gestures as Phonological Units. Phonology, 6: 201-251.
[5] Browman, C.P. & Goldstein, L. (1990) Tiers in articulatory phonology with some implications for casual speech. Kingston, J. & Beckman, M.E. (Eds.). Papers in Laboratory Phonology 1. Cambridge University Press, 341-376.
[6] Fowler, C. (1980) Coarticulation and theories of extrinsic timing. J. of Phonetics, 8, 113-133.
[7] Fujimura, O. (1992) Phonology and Phonetics – a syllabe-based model of articulatory organization. Journal of the Acoustical Society of America (E), 13, 39-48.
[8] Fujimura, O. (1995) Prosodic organization of speech based on syllables: the C/D model. Proc. of the XII International Congress of Phonetic Sciences 3, 10-17.
[9] Fujimura, O. & Erickson, D. (1997) Acoustic Phonetics. In: The Handbook of Phonetic Sciences. Hardcastle, W. & Laver, J. (Ed.), Londres: Blackwell Publishers.
[10] Johnson, K. Acoustic and Auditory Phonetics. Oxford: Blackwell Publishers Ltd, 1997.
[11] Kent, R. & Read, C. The Acoustic Analysis of Speech. San Diego: Singular Publishing Group Inc., 1992.
[12] Ladefoged, P. Elements of Acoustic Phonetics. Chicago: University of Chicago Press, 2nd Ed., 1996.
[13] Mateus, M.H.M, Andrade, A.,Viana, M.C. & Villalva, A. Fonética, Fonologia e Morfologia do Português. Lisboa: Universidade Aberta, 1990.
[14] Öhman, S. (1966) Coarticulation in VCV utterances: spectrographic measurements. Journal of the Acoustical Society of America, 39, 151-168.
[15] Scarpa, E.M. (Org.) (1999) Estudos de Prosódia. Campinas: Editora da Unicamp.
Stevens, K. (1998) Acoustic Phonetics. Cambridge, Mass: The MIT Press.

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LL267 - CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE FALA
Programa do segundo semestre de 2001

O curso destina-se a Lingüistas, Engenheiros Elétricos, Eletrônicos e de Computação, Físicos, Fonoaudiólogos, Foneticistas e profissionais de áreas afins, interessados em fazer pesquisa em Ciências da Fala e/ou construir sistemas das chamadas Tecnologias de Fala ou Tecnologias Vocais.
O tema central do curso é o modelamento dos mecanismos de produção e percepção de fala, através da Síntese e do Reconhecimento de Fala. A Síntese Concatenativa será privilegiada e ilustrada pela demonstração do Aiuruetê, o sistema de síntese de fala do LAFAPE. Uma visita à FEEC também está prevista.


1. INTRODUÇÃO[5]
­ A “fala” como objeto de estudo
­ Os cinco pólos da Comunicação Falada
­ Integração entre disciplinas e métodos das Ciências da Fala
­ Integração entre Ciência e Tecnologia de Fala

2.  PRODUÇÃO DE FALA [10]
­ Elementos de Fisiologia da Fala
­ Ressonâncias no trato vocal
­ Modelos de Produção de Fala: modelos articulatórios e modelos gerais
 
3.  ELEMENTOS DE FONÉTICA ACÚSTICA E DE FONOLOGIA [8, 12]
­ Som e onda sonora e Teoria Acústica de Produção da Fala
­ O espectrógrafo e o espectrograma
­ Características acústico-prosódicas gerais de vogais e consoantes do português brasileiro (PB)
 
4. HISTÓRIA DA SÍNTESE DA FALA [3, 9]
­ O fascínio da fala: máquinas de von Kempelen, Faber, Pattern Playback. Primeiros experimentos com fala sintética
­ Métodos e técnicas de síntese da fala. Sínteses paramétrica, concatenativa e articulatória: modelamento do input vs output do mecanismo de produção. Vocoder, sintetizadores de formantes, LPC e Klatt

5. SÍNTESE A PARTIR DO CONCEITO OU CONCEPT-TO-SPEECH (CTS) [6, 9]
­ Modelo completo de produção de fala
­ O parser
­ Tradução automática e Sistemas de Diálogo
 
6.  SÍNTESE A PARTIR DO TEXTO ESCRITO: ANÁLISE TEXTUAL [2, 3, 6]
­ Pré-processamento
­ Transdução ortográfica-fônica: OrtoFon
 
7.  SÍNTESE A PARTIR DO TEXTO ESCRITO: ANÁLISE PROSÓDICA [3, 4, 5, 11, 14]
­ Modelos de ritmo, entoação e volume
­ Lingüística de corpora: segmentação e etiquetagem
 
8. SÍNTESE CONCATENATIVA [5]
­ Dicionário de unidades: princípios subjacentes à montagem
­ Recuperação e concatenação das unidades: técnicas estatísticas e analíticas para síntese via corpus e síntese concatenativa
 
9.  AVALIAÇÃO E ESTADO DA ARTE
­ Emoção sintética
­ Estilos de elocução
­ Síntese audio-visual
­ Síntese e Web
 
10. VISITA AO LAFAPE E SEU SISTEMA DE SÍNTESE DE FALA: AIURUETÊ
11. PERCEPÇÃO DA FALA [8]
­ Processamento da onda sonora no Sistema Periférico Auditivo
­ Limiares de audição e Escalas Psicoacústicas
 
12.  RECONHECIMENTO DE PADRÕES [13]
­ O problema geral do reconhecimento
­ A questão de John Pierce (Bell Labs.)
­ Técnicas: parâmetros LPC, banco de filtros e padrões
­ O problema da normalização (amplitude e tempo)
­ Métricas de cálculo da distância entre exemplos e protótipos
 
13. MODELOS OCULTOS DE MARKOV (HMMs) E REDES NEURAIS [7, 13]

­ Máquina de estados finitos
­ Algoritmo de Viterbi
­ O conexionismo na tecnologia de fala
 
14. VISITA À FAC. DE ENGENHARIA ELÉTRICA E COMPUTAÇÃO

15. OUTRAS TECNOLOGIAS VOCAIS

­ Reconhecimento de língua
­ Identificação e verificação de locutor
­ Voice mail

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

[1]    Allen, J., S. Hunnicutt & D. Klatt (1987) >From text to speech: the MITalk system. Cambridge: Cambridge University Press.
[2]    Barbosa, P. A. (2000) “Syllable-timing in Brazilian Portuguese”: uma crítica a Roy Major. D.E.L.T.A., 16 (2), 369-402.
[3] Barbosa, P. A. (1999) Revelar a estrutura rítmica de uma língua construindo máquinas falantes: pela integração de ciência e tecnologia de fala. In: Estudos de Prosódia. Scarpa, E. (org.). Campinas: Editora da Unicamp. 21-52.
[4] Barbosa, P.A., Violaro, F., Albano, E.C., Simões, F.O., Aquino, P. A., Madureira. S. & Françozo, E. (1999) Aiuruetê: a high-quality concatenative text-to-speech system for Brazilian Portuguese with demisyllabic analysis-based units and a hierarchical model of rhythm production. Proceedings of the Eurospeech’99, Budapeste, Hungria, 5 a 9 de setembro. v. 5, 2059-2062.
[5] Bourlard, H., H.Hermansky & N. Morgan (1996) Towards increasing speech recognition error rates. Speech Communication 18 (3),.
[6] Kent, R. & Read, C. (1992) The Acoustic Analysis of Speech. San Diego: Singular Publishing Group Inc.
[7] Klatt, D.H (1987) Review of  text-to-speech conversion for English, J. Acoust. Soc. Am. 82, 737-793.
[8] Levelt, W. (1989) Speaking. From intention to articulation. Cambridge: MIT Press.
[9] Madureira, S. (1999) Entoação e síntese da fala: Modelos e Parâmetros. In: Estudos de Prosódia. Scarpa, E. (org.). Campinas: Editora da Unicamp.
[10] Newmeyer, F. J. (Ed.) (1988) Linguistics: The Cambridge Survey. Linguistics Theory: Foundations (v. 1). Cambridge: Cambridge University Press.
[11] Rabiner, L. & Biing-Hwang Juang (1993) Fundamentals of Speech Recognition. Prentice-Hall.
[12] van Santen, J. Richard Sproat, Joseph Olive & Julia Hirschberg (Eds) (1997) Progress in Speech Synthesis. Springer-Verlag, New-York.

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Últimos programas de disciplinas de Extensão

IEL-0106 - ANÁLISE ESTATÍSTICA EM PESQUISA FONÉTICO-EXPERIMENTAL

Programa da disciplina de maio de 2005

Primeiro Encontro: Introdução Geral à Análise Estatística
1. Diferenças entre Estatística Descritiva e Estatística Inferencial: histogramas, medidas de valor central e medidas de dispersão
1.1. População e amostra
1.2. Variável aleatória e seus níveis de mensuração (nominal, ordinal e intervalar). Procedimentos de aleatorização
1.3. Variável independente (de controle) e variável dependente
2. Distribuições probabilísticas básicas
2.1. Normal ou gaussiana. Z-score. Teorema do Limite Central
2.2. Comparando médias: Student ou t
2.3. Comparando varianças: F

Segundo Encontro: Testes de hipótese. Comparando médias
1. Esquema geral de um teste de hipóteses
1.1. Teste estatístico
1.2. Erros do tipo I e tipo II
1.3. Nível de significância
1.4. Poder do teste
2. Comparando distribuições: Distribuição Chi-quadrado. Teste de normalidade
3. Teste t de valor único (var. intervalar)
4. Teste t para comparação de duas médias: de variáveis independentes e de variáveis dependentes (pareadas)

Terceiro Encontro: One-Way ANOVA e testes post-hoc
1. Características gerais do modelo completamente aleatório de efeitos fixos (modelo  I). Fator e nível. Suposições. A variável independente é categórica
1.1. One-Way ANOVA: como é calculada, valor de F, p. Interpretação dos resultados
2. Testes post-hoc (Scheffé, Bonferroni, Fisher LSD, Homogeneous group Scheffé)

Quarto Encontro: N-Way ANOVA e testes não-paramétricos
1. Características gerais do modelo completamente aleatório de efeitos fixos para vários fatores. Interação entre fatores na N-Way ANOVA
2. Testes de comparação de dois grupos (Wilcoxon, Mann Whitney U)
3. ANOVA não-paramétrica (Kruskal-Wallis)

Quinto Encontro: Correlação paramétrica e não-paramétrica. ANOVA de medidas repetidas paramétrica e não-paramétrica
1. Correlação de Pearson
2. Correlação de Spearman
3. ANOVA de medidas repetidas. Suposições
4. Friedman’s ANOVA

As alunas de Florianópolis, durante um jantar no Giovanetti, redigiram a ode abaixo, sinal da perfeita assimilação dos conceitos com que trabalhamos.

Ode à Gaussiana

Era uma vez uma menina chamada Gaussiana; Gau, para os íntimos. Gaussiana era uma menina centrada, normal, apesar de apresentar alguns desvios-padrão. Gaussiana foi ao analista fazer regressão. O analista correlacionou seus desvios aos graus de liberdade impostos por sua criação conservadora.

Perturbada pelo resultado da análise, Gaussiana tomou uma decisão espúria e colocou um Pearson e foi tomar umas pré-tônicas Smirnov, around Giovanetti com a macacada rural. Lá, Gau conheceu Fisher, que lhe apresentou o LSD, que a deixou chapada, torta e assimétrica. Após algumas Smirnovs, os paramédricos foram chamados para socorrê-la. Dr. Plínio, PhD em atendimentos post-hoc’n roll, analisou os resíduos das amostras randomizadas e reportou que o erro tipo 1 deveria ser rejeitado, propondo a hipótese alternativa de tratamentos não-paramédricos, tudo isso sem se gabar. Gaussiana era significativamente um 10-6 mas, assim como as meninas de Floripa, Gaussiana tinha Poder e analisava todas as alternativas e probabilidades.

Certo dia, Gau conheceu Scheffé. Scheffé era um dos rapazes mais conservadores da população... E qui-quadrado!!! A probabilidade de interação entre suas variáveis alternativas era independente de medidas repetidas. N-Way, após muitas hipóteses, variáveis e varianças, Gau tornou-se umA-NOVA mulher.

Lembrança das meninas de Floripa (Curso de extensão em Análise Estatística em Pesquisa Fonético-Experimental). Campinas, 5 de maio de 2005.

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