A LINGUAGEM E SUAS DIFERENTES VISÕES

 

Fabrício Torres de Souza

 

O objetivo de nossa análise é, a partir de três textos selecionados, determinar e constatar a visão de linguagem apresentada. Os três textos são:

 

Linguists and Language: some basic principles (autor não disponível)

What is Language? (autor não disponível)

O conflito de vozes na sala de aula, de Lynn Mario T. Menezes de Souza

 

 

Linguists and Language, some basic principles

 

O autor discute o desenvolvimento inicial da ciência que procura entender os fenômenos da linguagem: a Lingüística. Ele ressalta que apesar de existir um interesse antigo, mais de 2 mil anos, pela estrutura e o uso da língua, só recentemente surgiram tentativas de se entender cientificamente o fenômeno da linguagem. O texto procura expor as razões para este atraso:

 

Parece que precisamos antes examinar cientificamente todas as outras coisas, isto é, desenvolver a ciência em outras áreas, antes de tentar um estudo razoavelmente objetivo de como nos comunicamos e pensamos.

A linguagem é uma ferramenta social e as pessoas que usam ferramentas geralmente não perdem tempo estudando as mesmas. Em vez disso usam as ferramentas para criar outras coisas. Tendemos a usar a nossa habilidade lingüística sem tentar analisá-la objetivamente. No fundo, a consideramos um pressuposto.

O estudo está sendo feito por poucos especialistas.

A linguagem humana se mostrou extremamente complexa, muito mais do que a maioria das pessoas acredita.

A lingüística tem que usar a língua para descrever a si mesma, o que é extremamente difícil. As outras ciências utilizam a língua para lidar com outros fenômenos.

A língua por sua própria natureza envolve muito mais do que é possível a um homem ou a um pequeno grupo de homens compreender completamente: ela vem do passado até o presente e continua até o futuro, e engloba milhões de pessoas que nunca falarão diretamente um com outro, mesmo se compartilhassem o que se considera “a mesma língua”.

A língua é ao mesmo tempo um fenômeno particular e compartilhado[1] com as outras pessoas que falam “a mesma língua”.

Como uma ciência nova, a lingüística corre o risco de se tornar uma moda e atrair aventureiros e pessoas que não têm verdadeira consciência da complexidade do fenômeno da língua.

A arrogância e a maneira doutrinária que certas idéias da Lingüística são apresentadas por certos grupos pode afastar profissionais que poderiam contribuir para o desenvolvimento desta nova ciência.

A Lingüística está em um estágio inicial, semelhante ao da Física ou Biologia no início; há uma variedade de hipóteses mais ou menos competitivas e não existe um “consenso” em relação à terminologia e ao método de descrição da linguagem. Tudo isto dificulta o entendimento dos conceitos envolvidos e o entendimento real do que cada autor está querendo dizer, levando a uma série de “mal entendidos”.

 

Uma questão que se impõe para o entendimento do texto é determinar qual a visão de linguagem do autor, qual a corrente lingüística a que ele se afilia. Esta questão apresenta certa dificuldade para ser respondida já que desconhecemos o autor do texto e a época exata em que foi escrito. Além disso o texto é muito introdutório, preocupando-se em apresentar os problemas enfrentados pela Lingüística, apresentando apenas algumas idéias gerais sobre a linguagem. Ainda assim podemos abordar esta questão a partir da visão das dificuldades no estudo da linguagem apresentada pelo autor.

O autor cita Saussure e Jakobson mas não em aspectos fundamentais. De qualquer modo estas citações são indicações da influência destes lingüístas, ou pelo menos de que eles foram lidos pelo autor.

O ponto fundamental no texto aparece quando o autor coloca o fato da língua englobar milhões de pessoas e vir do passado até o presente:

 

“Language is by its very nature beyond the total grasp of any one human or group of humans. It extends from the past through the present into the future and it extends across millions of users who will never communicate directly with each other, even where they share what is regarded as ‘the same language’.”

 

A questão é determinar qual a visão de linguagem que transparece deste parágrafo. Ao usar a expressão ‘the same language’, podemos entender que o autor não está levando em conta o fato de que a língua muda ao longo do tempo. Neste caso estaria seguindo uma visão sincrônica da linguagem e se afiliando à corrente saussuriana.

Cabe aqui ressaltar que muitas vezes este tipo de visão é apresentada como uma falta de percepção do fato de que a língua muda com o tempo. Segundo esta idéia, Saussure e autores que seguem esta linha não teriam percepção desta mudança. Esta visão é simplista e não se sustenta pelo menos no que diz respeito a Saussure. Na verdade ele tinha noção deste aspecto. Apenas postulava que o foco principal da Linguística deveria ser sincrônico e não diacrônico. A Linguística dividiria-se em duas áreas de interesse, a Linguística Estática ou Sincrônica e a Lingüística Evolutiva ou Diacrônica. Como foco de interesse, Saussure preferiu a visão sincrônica. A visão diacrônica não seria necessária para o seu objeto de estudo, apenas trazendo complicações desnecessárias:

 

“Poucos lingüistas percebem que a intervenção do fator tempo é de molde a criar, para a Lingüística, dificuldades particulares, e que ela lhes coloca a ciência frente a duas rotas absolutamente divergentes.

A maior parte das outras ciências ignora esta dualidade radical; o tempo não produz nelas efeitos particulares. A Astronomia verificou que os astros sofrem mudanças notáveis; não está obrigada, por isso, a cindir-se em duas disciplinas (…) é uma necessidade (…) que nos obriga a dividir a Lingüística em duas partes, cada qual com seu princípio próprio.

(…) A primeira coisa que surpreende quando se estudam os fatos da língua é que, para o indivíduo falante, a sucessão deles no tempo não existe: ele se acha diante de um estado. Também o lingüista deve fazer tábula rasa de tudo quanto produziu e ignorar a diacronia. Ele só pode penetrar na consciência dos indivíduos que falam suprimindo o passado. A intervenção da história apenas lhe falsearia o julgamento. Seria absurdo desenhar um panorama dos Alpes focalizando-o simultaneamente de vários picos do Jura; um panorama deve ser focalizado de um só ponto. O mesmo para a língua: não podemos descrevê-la nem fixar normas para o seu uso sem nos colocarmos num estado determinado.”[2]

 

Voltando ao parágrafo que estamos analizando. ‘The same language’ indica realmente que o autor não dá valor as mudanças da linguagem com o tempo? Note-se que o próprio autor usou aspas ao escrever ‘the same language’. Talvez as aspas indiquem que na verdade o autor não compartilha desta visão, comum a leigos. Apenas não está querendo entrar nesta questão neste momento do texto. Por outro lado, o fato do autor destacar que a língua vem do passado até o presente, continuando até o futuro e que isto é um problema pode indicar que na verdade ele se preocupa com a questão do tempo, já que uma posição de que a Linguística pode fazer um corte sincrônico da língua para entendê-la faria com que esta evolução da língua ao longo do tempo não fosse um problema que segundo o autor explicasse a dificuldade de se estudar a língua.

Para que pudéssemos determinar qual das nossas duas hipóteses está correta precisaríamos ler mais textos deste autor.

 

 

What Is Language?

 

O autor claramente se alinha com a visão chomskyana de linguagem. Chomsky é inclusive citado durante o texto. A linguagem é apresentada como o atributo, talvez maior do que qualquer outro, que nos diferencia dos animais. “Para entender a natureza humana é preciso entender a natureza da linguagem que nos faz humanos”. Aqui já começa a se deliniar o princípio chomskyano do inatismo, que é considerar a linguagem como um atributo inato, um dom, do ser humano.

O texto analisa o fenômeno da linguagem e tenta determinar o que realmente significa “saber” uma língua:

 

Saber uma língua significa saber que sons fazem parte dessa língua e que sons não fazem parte. Esse conhecimento não consciente (inato) é revelado pelo modo como os falantes de uma língua pronunciam palavras de uma outra língua. Fonemas de outra língua não presentes na língua nativa terão dificuldades em serem pronunciados e haverá uma tendência para pronunciá-lo de acordo com um fonema parecido da língua nativa, em um processo muitas vezes inconsciente.

Saber o sistema sonoro de uma língua é mais do que saber o inventário de sons: é também saber que sons podem começar uma palavra, terminar uma palavra, encadear-se. Este conhecimento intuitivo permite que o falante da língua separe dentro da seqüência de sons aquelas que formam palavras.

O conhecimento dos sons e dos padrões sonoros de uma língua constitui somente uma parte de nosso conhecimento lingüístico. Além disso, saber uma língua é saber que certas seqüências de sons expressam certos conceitos os significados. Falantes de português sabem o que criança significa e que significa algo diferente de adulto. Saber uma língua é, portanto, saber como relacionar sons e significados. A relação entre forma (sons) e o significado (conceito) é arbitrária. Daí só ser possível ao falante da língua conhecer esta relação.

O conhecimento da língua torna você capaz de combinar palavras para formar sintagmas, e sintagmas para formar frases. Saber uma língua significa ser capaz de produzir frases novas nunca faladas antes, e de entender frases nunca ouvidas antes. É o aspecto criativo da língua, segundo Chomsky. Esta “habilidade criativa” é necessária pois o uso da língua não se reduz a um comportamento do tipo estímulo-resposta.

Saber uma língua inclui saber que frases são apropriadas em diferentes situações. Este conhecimento implica em um noção de adequação ao contexto, relação com o que foi dito antes e pode ser dito depois.[3]

Quando você aprende uma língua você aprende algo finito – seu vocabulário é finito, por mais extenso que seja – e que pode ser armazenado. Já o conjunto de frases de uma língua é infinito. O falante de uma língua tem um conhecimento “intuitivo” (inato) de quais frases são aceitáveis numa língua e quais não são.

Uma língua, portanto, consiste de todos os sons, palavras e frases possíveis. Quando você fala uma língua, você conhece os sons, as palavras, e as regras para sua combinação. O conhecimento linguístico é, em geral, um conhecimento não consciente. Esse conhecimento representa um complexo sistema cognitivo.

 

 

O Conflito de Vozes na sala de aula

 

Lynn Mario nos apresenta a sua visão da teoria bakhtiniana e saussuriana sobre a linguagem e sua implicações para o ensino-aprendizagem e para a pesquisa em sala de aula.

 

Segundo ele os principais pontos de discussão são:

 

A visão bakhtiniana da linguagem se opõe à visão saussuriana da linguagem na medida em que a visão saussuriana considera a fala como fenômeno individual e o sistema lingüístico como fenômeno social, como se fosse dois pólos opostos, e a visão bakhtiniana recusa-se a separar o individual do social. [4]

A visão saussuriana é a-social e abstrata, postulando a linguagem como se fosse um sistema estável e imutável de elementos lingüísticos idênticos a eles mesmos que pré-existem ao indivíduo falante, a quem não resta outra alternativa a não ser o de reproduzi-los.[5]

Os elementos lingüísticos são vistos por Saussure como sendo objetivos, ou seja, acima de qualquer envolvimento ideológico, sendo que sua unidade preferida de análise é a sentença[6]

Para Bakhtin, a linguagem é um fenômeno profundamente social e histórico e, por isso mesmo, ideológico. A unidade básica de análise lingüística, para Bakhtin, é o enunciado, ou seja, elementos lingüísticos produzidos em contextos sociais reais e concretos como participantes de uma dinâmica comunicativa.

Para Bakhtin, o sujeito se constitui ouvindo e assimilando as palavras e os discursos do outro (sua mãe, seu pai, seus colegas, sua comunidade etc.), fazendo com que essas palavras e discursos sejam processados de forma que se tornem, em parte, as palavras do sujeito e, em parte, as palavras do outro.

Todo discurso, segundo Bakhtin, se constitui de uma fronteira do que é seu e daquilo que é do outro. Esse princípio é denominado dialogismo. Ele postula a produção e compreensão de todo enunciado no contexto dos enunciados que o precederam e no contexto dos enunciados que o seguirão; assim cada enunciado ou palavra nasce como resposta a um enunciado anterior, e espera, por sua vez, uma resposta sua.

O sujeito é visto por Bakhtin como sendo imbricado em seu meio social, sendo permeado e constituído pelos discursos que o circundam. Cada sujeito é um híbrido, ou seja, uma arena de conflito e confrontação dos vários discursos que o constituem, sendo que cada um desses discursos, ao confrontar-se com os outros, visa a exercer uma hegemonia sobre eles. Essa visão constrasta com a visão saussuriana, que por sua idealização, presta à linguagem uma aparência falsa de harmonia, neutralidade e objetividade.[7]

Para Bakhtin a linguagem vista dessa forma, como arena de conflitos, é inseparável da questão do poder; para ele, cada signo, mais do que um mero reflexo, ou substituto da realidade, é materialmente constituído no sentido de ser produzido dialogicamente no contexto de todos os outros signos sociais.

O que acontece com o indivíduo enquanto ser social acontece também com a comunidade; ou seja, como um indivíduo, a comunidade também se constitui em arena de conflito de discursos concorrentes, um fenômeno que Bakhtin chama de polifonia ou heteroglossia. Segundo esses conceitos, cada língua, como cada indivíduo, é formada por variantes conflitantes – sociais, geográficas, temporais, profissionais etc. – todas sujeitas à questão do poder.

O poder é instável e mutável, sob constante ameaça dos outros elementos da polifonia qeu visam desalojar o elemento que, porventura, seja o dominante em dado momento. Essa caracterização do poder aponta para a necessidade da negociação.

 

A seguir Lynn Mario discute as aplicações da teoria bakhtiniana na sala de aula. O lado ideológio de Bakhtin é apontado, ao invés da viés lingüística. Primeiramente ele faz um contraste com a “antiga metodologia saussuriana:

 

“Na sala de aula tradicional, de cunho saussuriano, tanto os conteúdos quanto a metodologia são vistos como imutáveis, fixos e estáveis. Os conteúdos – a gramática, seja ela tradicional ou comunicativa – são pre-estabelecidos, de forma unilateral, pelo professor ou pela instituição, independente de qualquer grupo específico de aprendizes”.

 

Parece-nos que esta associação entre Saussure e a sala de aula tradicional não é correta. O fato é que Bakhtin é um lingüista e um filósofo. Sua visão lingüística é profundamente influenciada por sua visão marxista. Saussure é apenas lingüista. Associá-lo à sala de aula tradicional e dar à sua visão de linguagem um componente filosófico que ela não tem parece-nos algo imprudente. Se podemos comparar as visões de linguagem de Saussure e Bakhtin, não podemos fazer o mesmo no plano ideológico, já que Saussure não teve esta preocupação ao propor seu modelo lingüístico. A partir de uma oposição Saussure versus Bakhtin, tenta-se passar para uma oposição “sala de aula tradicional” versus “sala bakhtiniana”, “antigo” versus “moderno”. Parece-nos que estamos caindo no perigo do modismo contra o qual nos alerta o primeiro texto. Podemos associar Saussure à gramática tradicional, assunto por ele abordado, mas não à sala de aula tradicional. Sobre este assunto, Saussure associou a Gramática à Lingüística Sincrônica ou estática. Mas na sua análise da Lingüística Diacrônica, ele nos mostra como evoluções, por exemplo, fonéticas, podem quebrar o vínculo gramatical que une duas palavras. A noção de que não se deve olhar para o passado, mas para o presente para descrever a língua, bem usada, pode ser um argumento contrário a visões da gramática tradicional, que tentam manter na língua palavras, flexões, formas etc. que caíram em desuso, apenas por que era assim no passado.

 

Lynn Mario discute também quais seriam os usos da visão bakhtiniana na sala de aula:

 

A sala de aula pode ser vista como um fenômeno social e ideologicamente constituído – ou seja, uma arena de conflitos de vozes e valores mutãveis e concorrentes. Há uma necessidade de negociação na sala de aula – o professor, os aprendizes, a metodologia e os conteúdos programáticos.

Os professores e os alunos são indivíduos, e podem não se adaptar a uma determinada metodologia: não podemos supor que todos os indivíduos vão se comportar do mesmo modo, que o professor irá conseguir seguir àquela metodologia de ensino e que todos os alunos irão aprender do mesmo modo. Precisamos de metodologias que contemplem estas diferenças

As implicações para as pesquisas enveredam pela metodologia etnográfica e interpretativa; as implicações mais interessantes se baseiam num conceito de sala de aula como uma comunidade ideologicamente constituída por discursos conflitantes cruzados por hegemônicos incontáveis

 

Esta visão é interessante ao ressaltar os problemas decorrentes da heterogeneidade dos alunos diante de uma metodologia homogênea. Contudo falta que sejam apontados caminhos práticos para alteração dos paradigmas da sala de aula. A questão puramente lingüística não é abordada. Há apenas considerações genéricas no lado filosófico da visão bakhtiniana. Sem diretrizes claras fica difícil adotar-se uma visão bakhtiniana na sala de aula, ainda mais levando-se em conta a complexidade do tema. Corremos o mesmo risco que o autor aponta na “metodologia saussuriana tradicional” de termos na sala de aula uma aplicação prática insatisfatória. Sem uma metodologia, mas apenas com idéias genéricas, a “visão bakhtiniana” pode ser mal utilizada e acabar no vazio. O autor só nos oferece uma anedota, uma metáfora da questão da polifonia na sala de aula, associando-a com as diferentes vozes que cantam uma música. Mas como usar isto de forma prática na sala de aula?

 

 

REFERÊNCIAS

 

BAKHIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. 1981.

 

SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de Lingüística Geral. Editora Cultrix. 1995.

 

SOUZA, Lynn Mario T. Menezes de. O Conflito de Vozes na Sala de Aula em ?.

 

?. What is Language.

 

?. Linguists and Language: some basic principles.



[1] Aqui o autor parece referir-se a noção saussuriana de que se pode separar a fala no seu componente individual e social

[2] Ferdinand de Saussure, Curso de Lingüística Geral.

[3] Este aspecto, levando-se em conta os valores sociais envolvidos, lembra a visão dialógica de Bakhtin

[4] Saussure não desconsidera o componente social, mas acha possível fazer um estudo da fala separando-se este componente

[5] Em verdade Saussure não parece-nos ter esta visão. Ele propõe que estas questões de variedade da língua com o tempo sejam estudas pela Lingüística Diacrônica. A Lingüística Sincrônica, seu principal objeto de estudo, analisa a linguagem como um corte sincrônico. O indivíduo que fala a língua não se preocupa com o passado dela. Assim é possível e recomendável fazer-se um estudo tendo este mesmo ponto de vista. O indivíduo não se submete a elementos lingüísticos pré-existentes: simplesmente não se preocupa com estes elementos que fazem parte do passado. Usa a linguagem como ela é hoje.

[6] O autor considera Saussure como representante do, assim chamado por Bakhtin, objetivismo abstrato

[7] O mau uso das teorias saussurianas pode levar a este perigo. Lembramos que o mau uso e mau entendimento das teorias da lingüística foram mencionadas como um problema da Lingüística no primeiro texto de nossa análise