PROJETO FOLCLORE

O Brasil possui um riquíssimo patrimônio no campo da cultura popular, singular pela sua pluralidade, gerada pelo hibridismo etnográfico, racial, social e religioso desde a sua formação.

Esses bens culturais de natureza imaterial sobrevivem graças à força e a resistência dos grupos sociais que lutam para preservar a sua identidade cultural, através da prática de costumes e cultos de suas crenças e valores.

Essa resistência sobreviveu à evolução industrial, resiste ao processo de globalização e ao poder com que atua a indústria cultural nos meios de comunicação de massa, levando a população ao consumo de modismos pueris e de uma uniformidade lastimável.

A cultura popular, entretanto, alheia a esses interesses e mecanismos, consegue manter com integridade, seus valores, merecendo das instituições ligadas à cultura, uma atenção muito especial e necessária.

O Projeto Folclore desenvolvido na UNICAMP desde 1992, muito atento a esses fatores, fundamentou-se na pesquisa, registro e promoção da cultura popular, abordando-a em toda sua extensão e complexidade, nos campos das idéias, das crenças, costumes, artes, linguagem, moral, direito, reconhecendo e promovendo as formas legítimas de sentir, pensar e agir do nosso povo e da produção acadêmica em torno destes Saberes, colaborando na manutenção do nosso patrimônio de natureza imaterial, objetivando a autovalorização dos grupos sociais que as praticam.

 

REALIZAÇÕES DO PROJETO NO ANO DE 2001

 

"Curso de Introdução ao Folclore"

"7º Encontro com o Folclore/Cultura Popular"

"Curso livre de Folclore"

"Pesquisa de Campo"

 

 

Curso de Introdução ao Folclore

"Conceito e Metodologia de Pesquisa"
"As atuais reflexões Acadêmicas sobre a Cultura Popular" Público alvo
Educadores do Ensino Fundamental. Abertura Oficial
Dia 13 de março 2001
Local: Auditório do Instituto de Artes
Horário: 18:30 Composição da mesa:
Prof. Dr. Roberto Teixeira Mendes -
Pró-Reitor de Extensão
Prof. Dr. Mohamed Habib - Coord. de Relações Institucionais e Internacionais
Profa. Dra. Helena Jank - Diretora do Instituto de Artes

Prof. Dr. Antonio Augusto Arantes - Consultor de Políticas Culturais, IFCH/UNICAMP.
Sr. José Avelino Bezerra - Coordenador do Projeto Folclore

Aulas quinzenais:

Dias 13 e 27/03, 10 e 24/04, 08 e 22/05, 05 e 19/06.
Horário das 18:30 as 20:30
Local: Auditório do Instituto de Artes

Professores:

Prof. Dr. Antonio Augusto Arantes - IFCH/UNICAMP
Prof. Dr. Carlos Rodrigues Brandão - IFCH/UNICAMP
Prof. Dr. Raul do Vale - IA/UNICAMP
Prof. Dr. Euzebio Lobo - IA/UNICAMP
Profª. Dra. Olga Von Simson - CMU/UNICAMP
Profª. Dra. Regina Müller - IA/UNICAMP
Prof. Ivan Vilela - músico e Pesquisador
Prof. Avelino Bezerra - Coordenador do Projeto Folclore

O curso, oferecido inicialmente com 60 vagas, foi alterado para 200, devido a grande procura entre os educadores do ensino fundamental de Campinas e Região, deixando ainda uma lista de espera, com um numero superior aos inscritos.

Na abertura do curso contamos com a participação do tradicional grupo de "Fandango de Tamancos" da Cidade de Ribeirão Grande/SP.

FANDANGO DE TAMANCO DE RIBEIRÃO GRANDE/SP

Os dançantes utilizam tamancos confeccionados de madeira, que durante a dança (palmeados e sapateados) emitem uma rica e contagiante sonoridade.

Para celebrar o encerramento do curso, convidamos a Folia de Santos Reis da Vila Brandina, Campinas/SP, onde os alunos puderam vivenciar esse festejo religioso do ciclo natalino que rememora a visita dos Reis magos ao menino Deus. O Padre José Jansem deu seu depoimento sobre as folias, há muitos anos ele colabora e acompanha o trabalho dos foliões na região de Campinas.

Padre José Jansem

Folia de Santos Reis- Vila Brandina Campinas

Esse trabalho desenvolvido junto aos educadores não se restringe somente aos cursos, durante o ano colaboramos colocando a disposição o nosso acervo, cedendo materiais para exposições, mostras de vídeos e orientações gerais.

Obs: O curso, assim como os outros módulos do Projeto Folclore, são oferecidos gratuitamente à comunidade e os professores convidados ministraram suas aulas voluntariamente.

 

"7º Encontro com o Folclore/Cultura Popular"

"O sagrado na Cultura Popular"

 

Dias: 11 e 12 de agosto de 2001
Locais:
Antigo restaurante Lake House e Gramado do Instituto de Artes.
Horário:

Dia 11 das 15:00 às 22:00
Dia 12 das 5:00 às 18:00.

Atividades:

Seminário:
Novas Políticas de Patrimônio: "Referências Culturais e Patrimônio Imaterial"
Vivências:

O público participa junto aos grupos suas formas de festejarem a vida e celebrar o sagrado.

Exposições:

Artesanato e fotografias.
Oficina livre:
Artesãos executam trabalhos ensinando suas técnicas de trabalho.


SEMINÁRIO

Novas Políticas de Patrimônio:
"Referências Culturais e Patrimônio Imaterial"

Dia: 11 de agosto
Local: Auditório do Instituto de Artes - Unicamp
Horário: das 14:30h

Abertura Oficial:
Prof. Dr. Mohamed Habib

Coord. de Relações Institucionais e Internacionais - CORI

Sr. José Avelino Bezerra
Coordenador do Projeto Folclore

Prof. Dr. Antonio Augusto Arantes
Mediador
Professor de antropologia na UNICAMP e consultor de políticas culturais.

 

Participantes:

Maria Cecília Londres - Assessora do Ministério da Cultura, Secretaria de Artes Plásticas, Patrimônio e Museus.

Célia Corsino - Diretora do Departamento de Identificação e Documentação, Instituto do Patrimônio histórico e Artístico Nacional - IPHAN.

Leticia Costa Rodrigues Vianna - Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular - FUNARTE.

Eliomar Mazocco Presidente da Comissão Espírito Santense de Folclore

"Referências Culturais e Patrimônio Imaterial"

As ações oficiais que visavam a preservação do patrimônio cultural, desde o princípio, privilegiaram os suportes materiais das significações socialmente consagradas.

As edificações, os traçados urbanos, as obras de arte, os documentos arqueológicos e objetos associados a personagens e acontecimentos históricos estiveram no foco dessas preocupações, estabelecendo-se, desde logo, a distinção entre os bens móveis e os imóveis.

No Brasil, deu-se um importante passo para a ampliação desse foco, aproximando-nos, finalmente, do universo que constitui as referências de identidade historicamente produzidas: a criação do Registro do Patrimônio Imaterial, instrumento jurídico que permite o acautelamento de bens imateriais que tenham significação diferenciada para as culturas locais, regional e nacional.

A possibilidade de recobrir, com as políticas de patrimônio, tanto os bens materiais – móveis ou imóveis – quanto os imateriais abre uma grande via em direção à recuperação da totalidade formadora do patrimônio cultural, no sentido mais amplo do termo.

Enquanto significados indissociáveis de seus suportes materiais, as referências são, certamente, edificações e paisagens naturais, mas são também as artes, os ofícios, as formas de expressão e os modos de fazer.

São as festas e os lugares em que a memória e a vida social atribuem sentidos diferenciados: são aquelas consideradas as mais belas, as mais lembradas e as mais queridas.

São fatos, atividades e objetos que mobilizam a gente mais próxima e que reaproximam os que estão distante, fazendo reviver o sentimento de participar e de pertencer a um grupo, de possuir um lugar reconhecível no panorama físico e social.

Em suma, referências são objetos, práticas, saberes e lugares apropriados pela cultura na construção de sentidos de identidade. São, enfim, o que se considera como raiz de uma cultura.

O seminário contou com um público de aproximadamente 100 (cem) pessoas, entre elas, pesquisadores, alunos e professores.

Vivências:

"Danças e Rituais da religiosidade Popular"

Essas atividades são de estrutura itinerante e acontecem nos seguintes espaços: Espaço Cultural Casa do Lago, Gramado e estacionamento do Instituto de Artes, e lago do Parque Ecológico ao lado da Faculdade de Educação Física.

O ritual tem inicio com a chegada das guardas de Congo e Moçambique dos Arturos, que se dirigem ao altar para reverenciar São Benedito, Nossa Senhora do Rosário, Reis Festeiros e convidados.

Após as reverencias, as guardas de Congo e Moçambique, conduzem os grupos e publico em cortejo até o Cruzeiro localizado no gramado do Instituto de Artes para o levantamento dos Mastros Votivos.

Mastro Votivo

Reino Coroado com as bandeiras dos santos homenageados

Levantado antes das festas de cortejo, o mastro votivo é elemento simbólico de grande importância nas comemorações coletivas e caracteriza o centro energético da festa.

É o sentido concreto da verticalidade, unindo Terra e Céu, vivos e mortos, corpo e alma. A dança em torno do mastro recria as reuniões primevas do homem em torno do fogo sagrado em idêntica busca de luz. Aquele que toca e beija o mastro terá muita sorte receberá muitas graças.

Levantaram-se mastros em homenagem, a São Benedito, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora Aparecida e Divino Espírito Santo. Durante o ritual as guardas entoam cantos, que pontuam os movimentos.

Ao final retornam para o espaço do antigo Restaurante Lake House, onde o Ticumbi ou Baile de São Benedito de Conceição da Barra/ES faz sua apresentação, dançando em frente ao altar para São Benedito e Reis Festeiros.

TICUMBI

Auto Popular representado em louvor a São Benedito. A Luta entre Reis de Banba e Reis Congo pela preferência de louvor a São Benedito. Há embaixadas relatando os acontecimentos do ano, no qual se observa sátiras e comentários chulos.

A música é primitiva e possui uma riquíssima coreografia, eles são provenientes dos barreiros, pequenos povoados à margem do Rio São Mateus ou Cricaré, descendo o rio em canoas conduzindo uma pequena imagem de São Benedito.

Ao aportarem no cais da Cidade são recebidos pela imagem local, isto é, ma matriz, que os conduzem em procissão até a igreja.

O grupo canta em frente à igreja e depois sai pelas ruas em evoluções e cantando uma melopéia ao ritmo dos pandeiros e se dirigem à casa do juiz de Direito, do Prefeito e do Delegado, com seus cantos pedindo licença para louvar São Benedito.

No enredo expressam nas embaixadas dos Secretários os comentários do ano. Há por fim, luta de espadas terçadas entre os dois Reis e Embaixadores, e terminam com quadros refletindo uma sensibilidade poética admirável. A festa em Conceição da Barra/ES acontece na paragem de ano, do dia 31 de dezembro para 1 de janeiro.

O encerramento das atividades ficou por conta dos Batuqueiros de Tietê, SP, que com sua dança sensual, acompanhada ao som de tambores confeccionados de tronco de madeira, envolveu o publico, que também entrou na dança.

Batuqueiros de Tiete - Aquecimento do couro dos tambores

Esta é uma preciosa herança deixada pelos antigos escravos. Mantendo o nome africano (é o que afirmam os pesquisadores), rememora e perpétua a tradição de danças de terreiro, com as suas umbigadas e o som da percussão (o tambu, o quinjêngue, a matraca, o guaiá e a cuíca).

Esse importante legado da Cultura Brasileira, veio com os escravos trazidos da África, e sobrevive graças à força e resistência da raça negra na preservação de sua identidade cultural.

No domingo as atividades tiveram inicio as 5:00 horas. A realização da Matina, "primeira oração do dia", ficou sob o comando das guardas de Congo e Moçambique da Comunidade dos Arturos e contou com a participação de todos.

Após a Matina, por volta das 8:00 horas recepcionamos os grupos que foram chegando das cidades de Atibaia, Tietê, São Luiz do Paraitinga, Leme, São José do Rio Pardo, Ribeirão Grande e Campinas, que somados aos já presentes e a equipe de voluntários somou uma média de 700 pessoas.

Os grupos foram recepcionados com um reforçado café da manha, tarefa muita bem realizada pela equipe de cozinheiras voluntárias: Sra. Cleuza Machado, Sra. Maria N. Santos, Sra. Doraci R. de Oliveira, Natalia A. de Oliveira e Sra. Vita Teixeira, funcionárias do restaurante da UNICAMP que também foram as responsáveis por aproximadamente 2.300 (duas mil e trezentas) refeições que foram servidas durante o evento.

Equipe voluntária de Cozinheiras

Esse momento serve para que os grupos se conheçam e para organização junto aos mestres das atividades do dia.

Todos os ingredientes utilizados para as alimentações foram gentilmente cedidos pela rede de supermercados CARREFOUR.

A Segunda jornada teve início as 10:00 horas. Concentração e fardamento dos grupos para inicio da procissão que sob o comando das guardas de Congo e Moçambique, que conduzem o andor de São Benedito, seguem ate o lago para recepcionar o andor de Nossa Senhora do Rosário.

PROCISSÃO DE SÃO BENEDITO

Irmandade do Divino de Tiete - Comunidade dos Arturos

Ticumbi - Folia de Reis

Rainha Comunidade dos Arturos - Folia de Reis-Leme

 

O encontro das canoas da Irmandade do Divino de Tiete, traz em sua embarcação o andor de Nossa Senhora do Rosário, que é recepcionada pelas guardas de Congo e Moçambique, seguindo para o altar para celebração do ato litúrgico.

Encontro das Canoas – Irmandade do Divino

 

Missa Conga

A Missa Conga foi celebrada pelo Padre Jose Jansem. Essa missa põe em dialogo a liturgia da Igreja Católica e a Religiosidade Popular. O dialogo se dá através dos cantos das guardas de Congo e Moçambique dos Arturos, que pontuam momentos da celebração do ato litúrgico.

Após a missa a folia do Divino de Tiete canta os feitos e o poder do Divino Espírito Santo e pedem almoço aos donos da casa, aqui representados pelos Reis Festeiros.

Folia do Divino de Tiete

Reis Festeiros

Na seqüência os grupos convidados se apresentam em frente ao altar, as apresentações se estenderam initeruptamente até as 18:00 horas.

Grupos Participantes

Comunidade dos Arturos - Contagem/ MG

Ticumbi - Conceição da Barra/ES

 

 

Folia do Divino - Tietê/SP

Irmandade do Divino de Tiete

Folia de Reis - São Luiz do Paraitinga/SP

Folia de Reis de Leme

Caiapó - São José do Rio Pardo/SP

Fandango de Tamanco - Ribeirão Grande/S

Cordão de Bichos de Tatuí/SP

Congada Rosa - Atibaia/SP

Congada Azul - Atibaia /SP

Congada Vermelha - Atibaia/SP

Congada Verde - Atibaia/SP

Batuqueiros de Tietê – SP

 

Exposições fotográficas e Artesanato.

 

Exposição fotográfica "Projeto Folclore".

Cartazes, Banners, programas e Registro fotográfico dos grupos que participaram dos "Encontros" realizados na UNICAMP.

Fotógrafos:
Celso Palermo
Bruno Buys
Rafaela Azevedo
Everaldo Silva
Raul Dada

ARTESANATO

Panelas pretas do Jairê - São peças confeccionadas em barro extraído de determinados lugares do Rio Ribeira Iguape. O barro é amassado e moldado artesanalmente, pintadas a óleo de inhacatirão, árvore muito comum na região, e levada ao forno em alta temperatura.

Arte Caiçara - esculturas confeccionadas em barro, utilizando-se o processo de montagem, que é a técnica do escultor. São peças de tamanho variado e de grande riqueza de detalhes, retratam a vida do caiçara, seus modos e costumes.

Figueiras de Taubaté (SP) - Luiza, Edith e Cândida trabalham em argila, pequenas figuras que representam seu universo social. São conhecidas, internacionalmente, através das obras: "pavão", "presépio" e "chuva de anjos". as tradicionais paneleiras da Cidade de Goiabeira, Espírito Santo, arte caiçara da Cidade de Iguape, São Paulo, Figureiras da Cidade de Taubaté, São Paulo.

O evento contou com a participação de mais ou menos 650 artistas populares, dos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Durante os dois dias, passaram pelo evento um público de aproximadamente 4.000 pessoas.

Toda a programação do evento foi realizada, salvo, o "Encontro das Canoas do Divino" que segundo informação do Departamento de Parque e Jardins da Prefeitura de Campinas, a água do lago estaria contaminada, fato lamentável, pois, o "Encontro das Canoas" é um momento forte e de rara beleza, onde o público e os grupos se reúnem para recepcionar o andor de N. Sra. do Rosário e seguirem em procissão para o altar onde é celebrada a "Missa Conga".

EXPOSIÇÃO DE ARTESANATO

Artesanato de Iguape/SP

Figureiras de Taubaté/SP

Arte caiçara de Iguape/SP

 

 

Curso Livre de folclore

Direcionado aos educadores do ensino público de Campinas.

Este curso aproveita as atividades dos Encontros com o Folclore para dar seqüência aos trabalhos que o "Projeto Folclore", desenvolve junto aos educadores.

Uma oportunidade rara de vivenciarem ritos da cultura popular junto aos seus agentes naturais.

Atividades que compuseram o curso:

Seminário
Novas Políticas de Patrimônio:
"Referências Culturais e Patrimônio Imaterial"

Vivências
Danças, Folguedos, Artesanato e ritos da Religiosidade Popular.

Breve resumo

 

Folia do Divino

Grupos que, cantando os feitos e os poderes do Divino Espírito Santo, recolhem donativos para sua festa. Rezar, comer e folgar. Essas são as três bases sobre as quais se erguem entre nós as comemorações do Divino Espírito Santo.

O metaforismo alimentar, presente em muitos textos bíblicos encontra-se nos peditórios e agradecimentos das folias.

Os foliões de Tietê cantarão pedindo almoço ao dono da casa.

Folia de Reis

Grupos que se apresentam no ciclo natalino, rememora a viagem dos três reis do oriente a Belém. Visitam casas de amigos e devotos onde cantam passagens religiosas.

Conhecidos como "foliões", os componentes se organizam numa hierarquia composta pelo mestre, contramestre, bandeireiro, músicos e cantores. Há ainda os palhaços, mascarados que representam a parte profana deste ritual religioso.

Congadas de Atibaia

Na região bragantina os termos de Congo, com seus capitães, marujos, Congos e instrumentistas revezam-se nas festas religiosas, seguindo com seus bailados pelas ruas da Cidade, ora acompanhando penitentes, ora as procissões, principalmente as que se realizam nas festas de São Benedito e Nossa Sra. do Rosário.

Os Congos, importante legado das tradições afro-brasileiras, existem praticamente em todo o Brasil, com variações locais. Os praticantes reconhecem nelas dois movimentos distintos, as cantigas e a embaixada: o primeiro representando um cortejo de coroação e o segundo o que se pode considerar propriamente dança dramática.

O tema básico é a luta do bem (Reis do Congo) contra o mal (Rainha Ginga, que participa do entrecho através do seu Embaixador).

Segundo Mário de Andrade, "o mais inesperado e comovente é que o assunto essencial dos Congos tem todas as probabilidades de se referir a um fato histórico, passado na África." Organizados em dois grupos ou cordões, o dos Reis e do Embaixador, os participantes desenvolvem esse embate, articulando cantos e danças tradicionais.

CAIAPÓS, São José do Rio Pardo/SP

Esta dança de homens tem dois personagens principais: o cacique (ou pajé) e o curumim. Ela dramatiza a pajelança pela qual o menino índio, perseguido e morto pelos brancos, ressuscitado pelas danças e defumação realizadas por seu grupo. Noutra variante, o curumim é substituído pela bugrinha. Esta dança é executada em várias localidades do Estado.

CORDÃO DOS BICHOS de TATUI

Agremiação de cunho carnavalesco que desfila com figuras de animais, feitas de estopa e papelão sobre armações de madeira e arame. Fundada em 1928 na cidade paulista de Tatuí, por Vicente de Almeida e Aladim Ponce, desfilou pela primeira vez com apenas 3 figuras (2 cavalos e 1 elefante). Pouco a pouco foi crescendo até desfilar com cem bichos, alcançando projeção nacional.

FANDANGO DE TAMANCO, Ribeirão Grande, SP

O termo Fandango designa uma série de danças populares. No encerramento de mutirões, em festas e outras ocasiões em todo o Brasil executam-se danças as mais variadas. Essa modalidade de fandangos é dançada só por homens, com seus sapateados e palmeados.

 

PESQUISA DE CAMPO

 

O trabalho de campo enriquecer o acervo do projeto; estreita as relações com os grupos populares e serve de curadoria para os eventos na UNICAMP.

O contato direto com os grupos é o responsável pelo êxito do nosso evento, pois toda estrutura montada para recepção dos grupos e realização do evento é precedida de levantamento da iconografia sagrada e dos rituais de cada grupo em seu meio social.

Na seqüência Festa do Divino Espirito Santo em São Luís do Paraitinga – SP e Congado dos em Contagem – MG.

São Luiz do Paraitinga

 

Cravada na Serra do Mar, entre os municípios de Taubaté e Ubatuba, São Luiz do Paraitinga oferece aos seus visitante um conjunto arquitetônico dos séculos XVIII e XIX, Igrejas da Mercês de do Rosário, Mercado Municipal e seus inúmeros casarões.

Todo esse patrimônio arquitetônico serve de cenário para suas belíssimas festas populares, entre as quais se destaca a Festa do Divino.


Império

Na festa o povo de São Luiz do Paraitinga e de outros municípios, movidos pela fé, se juntam para festejar o Divino Espírito Santo.

Guarda de Congo

Se deixe levar por João Paulino e Maria Angu, dessa a ladeira da Mercês, construída pelos escravos com pedras retiradas do rio Paraitinga e vá recepcionar as folias do Divino, as guardas de Congo e Moçambique, as folias de Reis, assistir a apresentação da cavalhadas, comprar artesanato da região e saborear o afogado, que é servido gratuitamente para todos.

 

Reino Coroado e guarda de Congo em frente ao Império

João Paulino e Maria Angú

Troca de fitas - Folia do Divino

Durante os dias de festa a cidade oferece aos visitantes e devotos uma rara oportunidade de vivenciar e conhecer preciosidades culturais ligadas à religiosidade popular.

Moçambique - Igreja N. Sra. do Rosário - Pau de sebo

Altar de Nossa Senhora do Rosário

São Luiz do Paraitinga e umas dessas cidades brasileiras aonde ainda podemos contemplar os nosso bens culturais, tanto de natureza material como imaterial.

 

 

Irmandade do Rosário dos Arturos

Sr. Geraldo Rei Congo

Capela da Comunidade dos Arturos

Guarda de Congo

Guarda de Moçambique

Cozinha da comunidade

 

Irmandade do Rosário dos Arturos

Festa da Abolição – Contagem/MG

Guarda visitante - Saudação

Rei Congo - Procissão